Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

"por causa da intensificação da escalada belicista dos Estados Unidos, da NATO e da União Europeia" *

por josé simões, em 07.06.22

 

1920px-Flag_of_the_Kazakh_Soviet_Socialist_Republic.svg.png

 

 

A ex-República Socialista Soviética do Cazaquistão [link na imagem] decidiu, por referendo, a reforma da Constituição. Retirar poder ao chefe de Estado, perda do cargo honorário de "pai da nação" pelo antigo presidente, pôr fim à era "super-presidencial" do ex-Presidente Nursultan Nazarbaiev e dos seus apoiantes políticos, no poder há mais de 30 anos, abrir caminho para a democratização, permitir a cada cidadão participar directamente nas decisões e no futuro do país, limitar a autoridade do Presidente, fortalecer a defesa dos direitos humanos, restabelecer o Tribunal Constitucional e abrir caminho para a abolição da pena de morte. Uma democracia de tipo ocidental, resumidamente.

 

Segundo o Presidente Tokaiev, a revisão constitucional visa abolir o actual regime "super-presidencial", há muito marcado pelo culto da personalidade de Nursultan Nazarbaiev, numa votação convocada pelo Presidente, após violentas manifestações no país, em Janeiro deste ano, que fizeram mais de 230 mortos.

 

Nas cenas dos próximos capítulos, o fascismo russo, por Vladimir Putin, vai fomentar uma república separatista qualquer, inventar um pretexto para intervir militarmente no país, e o partido político que em Portugal veste a roupa de defesa da constituição, da democracia representativa, e da recusa do culto da personalidade, vai afiançar que as violentas manifestações no Cazaquistão, que levaram à realização do referendo, foram orquestradas pelos 'amaricanos' e pela CIA, e que tudo isto se enquadra na "intensificação da escalada belicista dos Estados Unidos, da NATO e da União Europeia" e que é preciso respeitar a carta da ONU e a Acta Final de Helsínquia, aquela que consigna o direito dos estados escolherem as alianças que querem ou não integrar e o direito dos povos à auto-determinação e independência. Sonsice.

 

[Título do post]