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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Os paridos do Correia de Campos nas ambulâncias

por josé simões, em 01.03.19

 

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Esta histeria mediática, e consequente aproveitamento político-partidário, com as urgências hospitalares faz lembrar quando Correia de Campos, ministro da Saúde, empreendeu uma reestruturação dos hospitais e centros de saúde e todos os dias nascia uma criança numa ambulância. Depois, como por artes mágicas, deixaram de nascer cidadãos em quatro rodas e em andamento.

Ora se uma urgência hospitalar só tem capacidade para xis doentes e lhe aparecem xis + ípsilon, a menos que a ideia seja deixá-los morrer à porta, como nos States, modelo de assistência e cuidados de saúde para aqueles que por ora se indignam com a qualidade do serviço prestado nas urgências, obviamente que têm de ficar pelos corredores.

Às vezes também calha ir com o carro à revisão e estar a oficina cheia [que bom para o dono e empregados] e o tempo de espera ser de uma semana, e outras nem por isso e numa manhã o assunto é despachado. É exactamente a mesma coisa. E qualquer engenheiro sabe que, tirando bacias de tempestade, é errado dimensionar para picos.

Ainda assim é preferível ser tratado no corredor duma urgência do SNS que numa enfermaria xpto do NHS, que enche os bifes de peneiras a ponto de lhe terem dedicado uma coreografia nos Olímpicos de Londres.

 

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