Os afonsinhos do condado
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Foi há muito tempo, foi no passado domingo, e hoje é quarta-feira e já ninguém se lembra, o Frazão, deputado eleito pelo partido da taberna, entrou em directo no ecrã do grupo excursionista Reconquista, reunido na Maia sob a batuta do Afonsinho do condado, um cromo com bigodinho gay anos 80, que não gosta de mulheres. Por uma daquelas coincidências, no dia em que a coisa começou a ser falada o taberneiro chamou os jornalistas para falar, outra vez, sobre cartazes e ciganos e sobre ciganos e cartazes, sobre a prestação do Frazão titubeou umas palavras, enrolou-se, seguiu em frente, os jornalistas também não o chatearam muito que não é para isso que eles ali estão. Não foi ele, foi o outro. É que todos os votos contam, o Frazão foi o cordeiro sacrificial, o chefe pode seguir em frente, "agora não me toca", como veio da terra dele cantar o Anselmo Ralph.
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