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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| O superior interesse nacional

por josé simões, em 29.10.15

 

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«O presidente da República arrasta consigo a ideia de que ele, talvez só ele, sabe interpretar o que significa o «interesse nacional», ou melhor, o «superior interesse nacional». Todas as ideologias e as políticas, excepto as suas, são obstáculos a essa ideia difusa de «interesse nacional» que tem conduzido o país, como está à vista, ao pugresso.


Mas o que verdadeiramente chamou a minha atenção é esta enfática declaração de Cavaco Silva: «Como sabem nunca tive nem tenho qualquer interesse pessoal». Deduz-se que, por exemplo, Cavaco Silva não teve «qualquer interesse pessoal» na «inventona de Belém». Ou que, por exemplo, não teve «qualquer interesse pessoal» na manutenção, contra tudo e contra todos, de Dias Loureiro no Conselho de Estado. Ou que, por exemplo, não teve «qualquer interesse pessoal» quando optou pelas duas pensões de reforma que aufere (do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações) em detrimento do vencimento de presidente da República. Ou que, por exemplo, não teve «qualquer interesse pessoal» quando as únicas críticas feitas ao governo de Passos & Portas (colóquio em Florença, discurso sobre a espiral recessiva, etc.) coincidiram com os cortes nas pensões, momento em que se lastimou que poderia não conseguir pagar as suas despesas com rendimentos superiores a dez mil euros mensais. É, de facto, um homem muito desprendido.»


«O superior interesse nacional»


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