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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O poder da marca

por josé simões, em 25.03.21

 

pescador-póvoa-varzim.jpg

 

 

Uma flausina qualquer 'amaricana' agarrou numas camisolas da Póvoa, deu-lhes um toque para ajustarem melhor ao pelo, e desatou a vendê-las a 695€ - seiscentos e noventa e cinco euros - 695 € cada, como se criação sua fossem. Na era da internet, onde os mentirosos são apanhados em menos de um fósforo e onde tudo se sabe mais rápido que a própria sombra.

 

O busílis da questão, desculpem que vos diga, até nem está no plágio, nem na chico-espertice de embolsar bom dinheiro ao preço do dinheiro barato, nem sequer na "apropriação cultural", o que quer que essa merda possa significar na era da globalização, como já começam por aí alguns multi-culturalistas da treta a invocar. O busílis da questão está em a flausina conseguir vender por 695€ - seiscentos e noventa e cinco euros - 695 € uma peça de vestuário a um tipo de clientela, ou a uma clientela-tipo, como queiram, que numa hipotética visita à Póvoa de Varzim não comprava a original na loja pelo valor médio de 60€.

 

A isto chama-se o poder das marcas, e até há literatura onde é explicado.

 

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