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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| O palmómetro

por josé simões, em 11.03.16

 

 

 

O palmómetro – medidor do tempo de duração das palmas e da intensidade com que as mesmas são batidas, outrora detido pelos partidos comunistas para lá do Muro de Berlim, é agora propriedade da direita portuguesa.


A eleição da segunda figura do Estado – o presidente da Assembleia da República, aquele que exerce as funções presidenciais por ausência do Presidente ou pelo seu impedimento temporário, pelos deputados como manda a Constituição e não pelos directórios partidários em simpatia para com o partido com maior número de assentos parlamentares, não mereceu palmas das bancadas da direita e foi até tratada de um modo a roçar o insultuoso pelos líderes dos grupos parlamentares do PSD e do CDS.


Um primeiro-ministro de um Governo com mandato da casa da democracia – o Parlamento, para Governar, é um "primeiro-ministro vírgula", em tom insultuoso e várias vezes repetido, mostrando um total desrespeito pelo voto dos cidadãos e, na maioria dos casos, uma absoluta ignorância sobre o funcionamento do sistema parlamentar constitucional português pelos deputados eleitos pelo PSD e CDS.


Manter-se em silêncio e não aplaudir de pé o discurso da tomada de posse do Presidente oriundo do espaço político da direita, antes achincalhado pela direita e pela direita à direita da direita, com direito a alínea e tudo [!] na moção que a actual liderança do PSD levou a congresso, como exemplo do Presidente que, em caso algum devia ser Presidente, é crime de traição à Pátria no palmómetro partidário da direita ex-liberal-actual-social-democracia-sempre-e-Estado-social, e no spin dos paineleiros-comentadeiros televisivos arregimentados. Sim senhor.

 

 

 

 

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