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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O estado da danação

por josé simões, em 14.01.19

 

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Ver Luís Montenegro nas televisões, com aquele inconfundível painel de azulejos da sala de "entrevistas rápidas" do palácio de Belém atrás, residência oficial do Presidente da República, depois de ter sido oficialmente recebido pelo Presidente de todos os portugueses, a propósito de nada ou a propósito da crise interna no PSD, com ar de palerma de quem não tem a noção do que lhe acaba de acontecer, a comentar que a sua ideia, de a liderança ir a votos no Conselho Nacional, não era a sua ideia, que o Conselho Nacional não é "a sua praia", sem perceber que quem dá as cartas é o líder e a liderança, que quem ri por último é quem ri melhor, que quem define a praia, a toalha, o toldo e a espreguiçadeira, é o líder em funções, diz mais sobre o "primeiro como tragédia, depois como farsa" de Karl Marx no Dezoito de Brumário, aplicado à Presidência da República a seguir a Cavaco, ou ao PSD, a seguir ao PSD, desde os idos de Sá Carneiro?

 

Martim Moniz ficou para a história como o herói da tomada do castelo de Lisboa aos mouros, o que se sacrificou, quando não foi mais que o palerma, o mais entusiasmado na cabeça da turba aos urros, que foi empurrado pelos outros, pela massa humana de atacantes, e ficou entalado na porta possibilitando a entrada. Luís Montenegro é o Martim Moniz do PSD.

 

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