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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Não há dinheiro para nada. Capítulo III

por josé simões, em 28.03.18

 

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"Estava no início de férias e recebi um telefonema da ministra das Finanças a dizer: 'Assunção, por favor vai ao teu email e dá o OK, porque isto é muito urgente, o Banco de Portugal tomou esta decisão e temos de aprovar um decreto-lei'. (...) Como pode imaginar, de férias e à distância e sem conhecer os dossiês, a única coisa que podemos fazer é confiar e dizer: 'Sim senhora, somos solidários, isso é para fazer, damos o OK'. Mas não houve discussão nem pensámos em alternativas possíveis — isto é o melhor ou não —, houve confiança no Banco de Portugal, que tomou uma determinada decisão". Depois disso o Governador do Banco de Portugal foi reconduzido no cargo pelos partidos da direita radical [PSD/ CDS], os mesmos partidos que antes o haviam arrasado na Comissão Parlamentar de Inquérito ao BES. E depois de depois disso, António Costa, o primeiro-ministro da 'Geringonça' jurava ao país que a "venda do Novo Banco não acarreta encargos para os contribuintes", como já antes havia jurado José Sócrates com o BPN. Como a venda, "instrumento geralmente de pano utilizado para tapar os olhos", foi usada com mestria, percebem agora os mais crédulos onde é que António Costa queria chegar.

 

O secretário de Estado adjunto e das Finanças, que diz não ter ainda conhecimento das contas finais de 2017 do novo Banco, admite que o Estado tenha que injectar mais dinheiro no Fundo de Resolução para que este possa recapitalizar o sucessor do BES

 

Não há dinheiro para nada, qual foi a parte que não perceberam?

 

Capítulo I

Capítulo II

 

[Imagem de autor desconhecido]