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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Maus

por josé simões, em 19.11.25

 

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Um polícia sodomizou um sem-abrigo com o bastão, obrigando-o depois a cheirar, enquanto os colegas filmavam com o telemóvel e riam. Não abriu telejornais, não mereceu uma interrupção da emissão pelas televisões, todas, para ouvir o que o taberneiro tinha para dizer porque o taberneiro não tinha nada para dizer. Mereceu um quadradinho de primeira página no Jornal de Notícias. Nas redes não houve o habitual cão de Pavlov, concertado, nas contas afectas ao partido da taberna. O javali nada disse, a neta monhé casado com o cadastrado ficou calada, o sobrinho do padre bombista mudo ficou, o veterinário difamador e condenado não gravou um clip enquanto conduzia, o monárquico da Lista Pública de Execuções ficou a cofiar o bigode, o Nunes que não é Nunes atrás de uma conta falsa népias, o Taxas eclipsou-se. Ciganos, Bangladesh, bandidagem, imigrantes, corrupção, corrupção, bandidagem, Bangladesh, ciganos, a lei e a ordem ficam para melhor oportunidade. São genuinamente maus. 

 

[Vamos deitar-nos a adivinhar em que partido os três bandidos disfarçados de polícias votam?]