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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Isto contado ninguém acreditava ou, como dizem os 'amaricanos', what a time to be alive

por josé simões, em 13.04.20

 

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Em Brasília, Brasil, Jair Bolsonaro assoa-se nas costas da mão com que logo de seguida cumprimenta uma idosa. Em Barcelos a crendice medieval meteu uma localidade em fila indiana a beijar um crucifixo, e no Porto um charlatão vestido de branco e dourado subiu a uma ponte para abençoar duas cidades separadas por um rio. Ainda no Porto o regionalismo-futeboleiro meteu o Gabinete de Comunicação e Promoção da Câmara Municipal do Porto a meter o "Luís de Aveiro" em "Luís do Porto" no online da autarquia. Nas férias de verão sobe à varanda nos Aliados para mostrar a chave da cidade e com um bocado de boa-vontade um dragão de ouro também. Do outro lado do Atlântico o presidente mais estúpido da história da humanidade, depois de tratar o COVID19 como um inimigo muito brilhante, um génio invisível que resiste aos antibióticos, vai para o Twitter regojizar-se por, pela primeira vez na história do país, um presidente ter em estado de emergência os 50 estados da união em simultâneo e com a sua assinatura. Isto contado ninguém acreditava ou, como dizem os 'amaricanos', what a time to be alive.

 

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