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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Foi numa noite de domingo como outra qualquer

por josé simões, em 04.08.14

 

 

 

O dia da absolvição de Vítor Constâncio enquanto Governador do Banco de Portugal e o dia da morte da narrativa da direita sobre o laxismo e a irresponsabilidade da supervisão bancária a cargo de um irresponsável socialista:

 

"O Grupo Espírito Santo, através das entidades não financeiras não sujeitas a supervisão do Banco de Portugal, desenvolveu um esquema de financiamento fraudulento entre as empresas do grupo".

 

[…] "a experiência internacional evidencia que esquemas deste tipo são muito difíceis de detectar antes de entrarem em ruptura, em especial quando a actividade é desenvolvida em várias jurisdições".

 

Mas, como diria o príncipe de Falconeri de Giuseppe di Lampedusa , "para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude", a promiscuidade entre bancos de financiamento e bancos comerciais continua lá, assim como lá continuam a opacidade do sistema e as jurisdições ocultas e as empresas-veículo em paraísos fiscais e as operações em modo "pescadinha de rabo na boca".

 

[Imagem de autor desconhecido]