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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Feminismo em modo franchising e time-sharing

por josé simões, em 13.03.19

 

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Uma perfeita imbecil escreve um "artigo de opinião" a defender a "suspensão temporária do poder de voto dos homens brancos", mas tal tem de ser lido no princípio da liberdade de expressão e de pontos de vista diferentes, da democracia interna da organização, nunca vinculativo às outras associadas, que feminismo não é isto. A democracia de retirar um direito democrático a outrem com base no sexo e na cor da pele, contrário à Constituição da República, que manteve o artigo online, só retirado por acusação de plágio, mais forte do que o fascismo de retirar o voto e o racismo da cor da pele.

 

Uma apresentadora, membro de uma associação feminista, é pivô de um reality show num canal generalista em horário nobre onde uma catrefa de mulheres se dispõe a casar com um macho man, coitadinhas vitímas do machismo, ali obrigadas ainda que indirectamente pela cultura e educação do patriarcado onde cresceram desde pequeninas ao lado das mães, desencadeando a ira de uma outra escriba da associação e um ror de considerações, mas tal tem de ser lido no princípio da liberdade de expressão e de pontos de vista diferentes, da democracia interna da organização [e do ganhar a vidinha que custa a todas], nunca vinculativo às outras associadas, que feminismo não é isto. 

 

Ninguém vincula ninguém, ninguém obriga ninguém, não há uma linha editorial, é o chamado feminismo em modo franchising e time-sharing onde cada cabeça escreve o que lhe dá na pancada. Nem numa claque de futebol.

 

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