Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Democracia fiscal

por josé simões, em 24.01.14

 

 

 

Assim como com a reforma do IRC, onde a opção foi reduzir o imposto às grandes empresas de forma a aumentar a mais-valia aos accionistas e aos patrões a que o dinheiro poupado fosse reinvestido na economia para a criação de emprego e riqueza e blah-blah-blah, a reforma do IRS passará por uma redução dos escalões de modo a torná-lo um imposto mais democrático e, em nome da democracia e da igualdade, vamos assistir a um alívio fiscal para quem mais ganha a percentagem a aplicar vai ser igual para quem ganha mil ou para quem ganha um milhão por mês, como incentivo à "mobilidade social" e blah-blah-blah também. E uma vez que o paradigma [gloup!] é a Irlanda talvez fiquemos democraticamente celtas reduzidos a dois escalões de IRS.

 

«Para já, o Governo prepara-se para nomear uma comissão para a reforma do IRS, algo que prevê concretizar até ao final  deste mês. Quem liderar este processo terá, […] quatro grandes orientações: “simplificar o imposto”, acolher “as melhores práticas internacionais”, “facilitar a mobilidade social” e fazer com que o IRS “atenda mais à dimensão das famílias”»

 

«Portugueses pagaram a maior factura de sempre de IRS em 2013»

 

[Imagem de Nicholas Ballesteros]

 

 

O mesmo Paulo Núncio em Setembro de 2012: «Portugal tem "hoje um número de escalões que não existe noutros países europeus" e sinalizou que a reforma fiscal que será feita nesta legislatura irá implicar uma "significativa redução" daqueles escalões».