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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Continua sem perceber nada do que aconteceu

por josé simões, em 24.02.16

 

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Eu sou muito patriota, muito muito muito, e muito respeitador, muito muito muito, e não recebo lições de ninguém, de ninguém de ninguém de ninguém, nem com um desenho, apesar de 5 – cinco – 5 meses depois das eleições continuar sem perceber o que aconteceu no dia 4 de Outubro do Ano da Graça de 2015. E, como não percebo, não percebo não percebo não percebo, apareço muito aflito, muito aflito muito aflito muito aflito, a dar a notícia em primeiríssima mão em Bruxelas, que eles não sabiam e as novas levam tempo a chegar, que o Governo português é apoiado por duas forças da esquerda radical, uma delas claramente anti-europeia – o PCP, e a outra – o Bloco, com concepções económicas incompatíveis com a economia social de mercado que está na base da União Europeia tal como a conhecemos, ao invés de me dedicar a estudar o sistema parlamentar constitucional português e tentar perceber porque é que o povo – os eleitores, os cidadãos, as pessoas anónimas, os que não escrevem nos jornais nem são pagos para dar bitaites em programas de televisão, depois de 4 – quatro – 4 anos Governo do meu partido, PSD – europeísta convicto, em coligação com um partido com concepções compatíveis com a economia de mercado – o CDS, sob a batuta da Europa do Partido Popular Europeu a que pertenço, decidiram com o seu voto, em eleições livres e democráticas, "engordar" as bancadas parlamentares dessas duas forças políticas, "anti-europeias" e "anti-economia social de mercado", se bem que nem eu saiba o que é que o "social" ali faz, mas que fica bem a enfeitar, fica, e ainda soa melhor quando dito. Esta é a versão bondosa que se espalha ao comprido na própria semântica e argumentação, já que continuo sem respeito nenhum, nenhum nenhum nenhum, pelo país, nem pelos cidadãos nem por quem, com o seu voto, decidiram colocar à frente do destino do país. Ai custa, custa, Dr. Rangel!


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

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