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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Ciclicamente estas coisas repetem-se perante a nossa passividade

por josé simões, em 30.05.19

 

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Da última vez que falaram em "petróleo de Portugal" - eucalipto, lixaram de tal maneira o ordenamento do território e o equilíbrio da biodiversidade que ainda hoje pagamos por isso, nós, os que não lucrámos nem lucramos nada. Uns quantos pequenos proprietários do minifúndio que conseguem compor o orçamento com o crescimento a eito de eucalipto que escape aos incêndios de Verão, em terreno outrora usado em culturas tradicionais, e as celuloses dos lucros a distribuir por meia dúzia de accionistas. Combate às chamas, ajuda às vítimas dos incêndios, desertificação - fauna, flora e humana, do território fica a expensas do suspeito do costume, o contribuinte. E estamos a falar só - só - de arrancar árvores e plantar árvores. Afinal parece que o petróleo de Portugal já não é o petróleo de Portugal porque há outro petróleo de Portugal. O resto, as cenas dos próximos capítulos são só uma repetição das cenas dos últimos capítulos.  

 

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