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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Chamar os fascistas pelo nome

por josé simões, em 08.10.18

 

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Se calhar ajudava a comunicação social começar a chamar os fascistas pelo próprio nome - fascistas, e assim teríamos a Folha de S. Paulo com uma manchete "Onda de Fascismo". Ou se calhar não, já que os Bolsonaros desta vida se limitam a dizer em público o que a direita radical pensa em privado. Outra correcção a fazer é acabar de vez com essa sonsice do "centro direita" para designar os partidos da "responsabilidade" e do "sentido de Estado" que fecham os olhos ao fascismo. Ao contrário da esquerda, que não hesita em colocar de lado as diferenças e unir esforços, mesmo com ideologicamente opostos, para travar a ascensão do fascismo [vide as eleições em França]. "De resto, onde há fascismo na América Latina, nas suas variadas versões desde pelo menos os anos setenta, há economistas de Chicago. No Brasil não é diferente: "tinha que vender tudo", diz Paulo Guedes, o economista de Chicago de Bolsonaro. Para esse programa de regressão, a repressão é absolutamente essencial". A repressão com liberdades, direitos e garantias paulatina e gradualmente suprimidos quando a direita radical, os sonsos do "centro direita", são poder, com o argumento de travar a ascenção do fascismo. Não há volta a dar-lhe. Ou melhor, andamos sempre aqui à volta, como a mula na nora.