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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Apita o comboio

por josé simões, em 19.04.21

 

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"Desde 1988, há menos 1664 quilómetros de rede ferroviária". "Desde 1988" dá Cavaco Silva, primeiro-ministro, António Guterres, primeiro ministro, estes dois com fundos comunitários a jorros, enquanto os nossos vizinhos espanhóis se dedicavam a ligar todas as cidades por caminho-de-ferro e a lançar as bases da ligação à Europa em alta velocidade, Durão Barroso, primeiro-ministro, Santana Lopes, primeiro-ministro, Passos Coelho, primeiro-ministro, mas é "do plano de Sócrates ao plano de Costa". Jornalismo militante e com as quotas em dia.

 

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Ah, mas "durante esse período, a percentagem de linhas electrificadas subiu de 15% para 64%, um valor a par da Noruega, Espanha e Itália e acima da França e da Alemanha. Mas este rácio foi obtido, em parte, por fecho de linhas". Tal e qual como com as pescas e a agricultura,  fechámos e desmantelámos para acompanhar a Europa. E para enriquecer uns sucateiros no único caso da história de Portugal com investigados, julgados e condenados por corrupção em tempo útil.

 

"Portugal tem hoje os mesmos quilómetros de caminhos-de-ferro que em 1893" porque "a monarquia construiu quase tudo da rede ferroviária que hoje temos". Com o Godinho ferro-velho atrás das grades, Cavaco a banhos na Coelha, o beato Guterres em penitência nas Nações Unidas, e uma quantidade de pato-bravos e empresários do alcatrão, sem penas e com os bolsos cheios, só falta o Pio Duarte vir dizer que isto só lá vai com um rei.