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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Ainda sou do tempo de trabalharem dezenas de pessoas nas agências bancárias

por josé simões, em 09.05.19

 

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Ainda sou do tempo de trabalharem dezenas de pessoas nas agências bancárias espalhadas por todos os lugares do país e onde os funcionários conheciam os depositantes como o merceeiro de bairro conhece o cliente, de livro de cheques com o "canhoto" para acertar o saldo com a ficha de cliente arrumada por ordem alfabética nas gavetas fundas dos arquivos. Ia pela mão do meu pai e via muito maravilhado com olhos de puto todas estas operações e rituais e salamaleques. E os bancos tinham lucros. Grandes lucros.

 

Depois veio a modernização e éramos os melhores e os mais modernos do mundo em agências com balcões new age e chãos de mármore e tudo computorizado e falávamos muito nisso. E vinha o banqueiro de sorriso de orelha-a-orelha, ainda mais satisfeito que as reportagens dos jornalistas do economês nos telejornais, ainda mais satisfeitos que o banqueiro e com a modernidade da banca mais moderna do mundo, com empregados que escaparam à reforma antecipada e à rescisão amigável todos muito barbeados e equipados com fatos da Zara e da Massimo Dutti, todos muito satisfeitos e felizes por trabalharem na banca mais moderna do mundo e de fazerem sozinhos o que um exército de camisas Triple Marfel e calças terylene fazia antes deles. E os bancos continuaram a dar lucros. Grandes lucros. E quando não deram lucros, grandes lucros, estavam cá os contribuintes para assumir a culpa de viver acima das suas possibilidades.  

 

Bancos querem cobrar taxas pelo uso do multibanco

 

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