A nova normalidade
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Já estamos todos habituados à pobreza de léxico e ao discurso infantil, capaz de envergonhar uma criança da escola primária, de Donald Trump, o oito a seguir ao oitenta Barack Obama. Custou mas foi, não há nada a que o ser humano não se habitue.
Já estamos todos habituados à boçalidade de Bolsonaro e à burrice de Abraham Weintraub, o ministro da Educação do Brasil que escreve "imprecionante", "suspenção" e que confunde Franz Kafka com kafta, um prato árabe.
Agora vamos habituar-nos à ignorância, aos erros ortográficos, aos erros de concordância, à confusão de conceitos do líder do Chaga [não é gralha]. "Bertol Brecth", "Dostoywesky", "massiço", "chisato", "solarengo", "despoletar", "há dez anos atrás", "buçal", replicados pelos aios e escudeiros, gente que não sabe a diferença entre um acento grave em "à" e um acento agudo em "ás" e que se calhar até pensa que é assento, que escreve República sem acento agudo no u, que confunde Presidência com Previdência, ou talvez não, nas mãos do líder Ventas seria "Previdência e Abono de Família". Gente que nos idos de quem têm saudades apanhavam 25 reguadas em cada mão e iam para o canto da sala com umas orelhas de burro enfiadas cornos abaixo.