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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| A campanha non-stop de intoxicação massiva

por josé simões, em 15.10.15

 

 

 

A televisão do militante n.º 1 resolveu encher as manhãs do Opinião Pública com entrevistas de rua sobre as negociações para a formação do novo Governo em directos de cidades como Viseu, Covilhã, Castelo Branco ou Lamego. "Os comunistas e o coise". "Os juros da dívida e os comunistas e o coise". "O Costa e o Bloco e os comunistas e o coise". "As nacionalizações e os comunistas e o Costa e o coise". "A NATO e o Bloco e os comunistas e o coise". "O investimento e o Costa e o Bloco e os comunistas e o coise". Surpreendentes entrevistas de rua em surpreendentes cidades do país, não porque as pessoas que aí moram e trabalham sejam mais ou menos surpreendentes que as outras que trabalham e moram noutros sítios e noutras cidades mas pela opção editorial da televisão do militante n.º 1 por cidades que no seu conjunto elegem menos deputados que cidades como Setúbal, por exemplo, onde as nacionalizações e os comunistas e o Costa e a NATO e o Bloco e os juros da dívida e o investimento e o coise não são óbice a nada, antes pelo contrário, além de ficarem incomparavelmente mais baratas em gasolina e portagens para a reportagem. O problema do directo ia ser mesmo o coise e a relação das pessoas com o coise...

 

 

 

 

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