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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Lei da Protecção do Sangue Português e da Honra Portuguesa

por josé simões, em 09.02.20

 

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Pela revista Sábado [acesso condicionado] ficamos a saber que na segunda década do século XXI português há um bando de imbecis - a única definição plausível pelo desconhecimento total da História de Portugal, desde os povos ibéricos pré-romanos até à actualidade, e ignorantes da história, recente de 75 anos, da Europa, que se rege por leis da Alemanha nazi dos anos 30 do século XX, as de má-memória  Leis de Nuremberga que deram o primeiro passo para a "solução final" e para o holocausto. Notícias que não abrem telejornais, se calhar porque como Paulo Rangel, o ex-camarada de partido de André Ventura, até agora não viram nenhum fascismo em André Ventura.

 

[Via]

 

 

 

 

Noções elementares de como legitimar um fascista, Capítulo II

por josé simões, em 31.01.20

 

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Marcelo Rebelo de Sousa, mais rápido que o INEM a chegar à queda de uma avioneta em cima do telhado de um hipermercado a dezenas de quilómetros de Cascais; Marcelo Rebelo de Sousa, mais rápido que a própria sombra a chegar ao descarrilamento de um eléctrico numa calçada de Lisboa; Marcelo Rebelo de Sousa, sempre disposto a meter o bedelho onde não é chamado, e onde os poderes presidenciais não são tidos nem achados, para condicionar a acção do Governo; Marcelo Rebelo de Sousa, que se baba todo e que fica com a cara toda babada para beijar tudo o que respira à face da terra e que lhe renda simpatia popular; Marcelo Rebelo de Sousa não comenta o "vai para a tua terra" de André Ventura e "desaconselha escaladas" porque "o radicalismo fomenta o radicalismo, a agressividade fomenta a agressividade". Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente que jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição, diz ao deputado do Chega que pode dizer tudo o que lhe vai na real gana e diz aos restantes deputados, partidos políticos, cidadãos anónimos deste país que devem ouvir e calar e se calhar até dar a outra face, fazer o sinal da cruz e dizer "amém!".

 

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Noções elementares de como legitimar um fascista, Capítulo I

 

 

 

 

Conseguem perceber isto?

por josé simões, em 29.01.20

 

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Eu proponho que a própria deputada Joacine seja devolvida ao seu país de origem. Seria muito mais tranquilo parav todos... inclusivamente para o seu partido! Mas sobretudo para Portugal!

 

 

 

 

História da Europa no século XX

por josé simões, em 22.11.19

 

A woman riding an alligator in the Los Angeles Memorial Coliseum.  The alligator is evidently the team mascot, c 1930s (via Los Angeles Public Library).jpg

 

 

O jornal Expresso que noticia a renúncia ao cago de uma autarca social-democrata alemão depois de repetidas ameaças da extrema-direita por ter condenado em mais de uma ocasião a violação de direitos humanos quando quatro homens amarraram um refugiado a uma árvore, é o mesmo jornal Expresso que dá conta da disponibilidade da ex-ministra das Finanças do governo da troika para entendimentos com o oportunista André Ventura que lançou a carreira numa candidatura à presidência de uma Câmara dos subúrbios de Lisboa com um programa anti-ciganos e com o suporte de Passos Coelho até à contagem dos votos. O resto é História da Europa no século XX.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Isto está tudo ligado

por josé simões, em 14.08.19

 

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Perante o olhar embasbacado do "pai da criança", Ângelo Correia, no telejornal do Mário Crespo, "desconheço, para mim é novidade absoluta", noticiava o Expresso que "Passos joga tudo: crucifixo no bolso, Nossa Senhora e "muita fé nas pessoas". Só faltou o bispo".

O mesmo Passos Coelho que havia de patrocinar a candidatura do neofascista Ventura à Câmara de Loures, uma experiência trumpista caseira num subúrbio da capital para tomar o pulso ao eleitorado, e que teve a direita liberal, do "aliviar o peso do Estado na economia", toda em sua defesa nas "redes sociais".

O neofascista André Ventura que escreve hoje no pasquim i que Salvini é uma "lufada de ar fresco para a Europa" que espera que "corra com esta corja de mariquinhas da União Europeia".

Matteo Salvini que de crucifixo na mão agradece à bem-aventurada Virgem Maria a aprovação pelo Senado de lei que coloca mais obstáculos às ONG que resgatam os refugiados no Mediterrâneo, identificando-as como cúmplices dos traficantes de seres humanos, agravando as sentenças de prisão e multas de até um milhão de euros.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

"Send her back! Sieg Heil!

por josé simões, em 18.07.19

 

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Trump rally crowd chants 'send her back' after president attacks Ilhan Omar

 

[Sieg Heil!]

 

 

 

 

O drama por detrás do discurso do ódio

por josé simões, em 16.07.19

 

 

 

O drama de Trump, também ele descendente de imigrantes, é o estar a mandar para "a terra deles" gente incomensuravelmente mais bem preparada, mais competente, com melhor formação, cultural, intelectual, moral, e com um QI superior ao seu [e à cambada de imbecis, com mais ou menos exposição mediática, que o rodeia] e que nos países de origem viu as oportunidades negadas, a si e/ ou aos seus pais e avós, por guerras inventadas pelos americanos onde elas não existiam ou por ditaduras militares, governos corruptos e cleptocracias aí instaladas pelos Estados Unidos para benefício de multinacionais e corporações ianques. É o drama por detrás do discurso do ódio.

 

 

 

 

Quando não tens nada para dizer

por josé simões, em 11.07.19

 

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Quando não tens nada para dizer mas tens de o fazer porque é mais forte que tu, não é defeito é feitio, tem gosto o burro em ouvir o seu zurro, mas ao dizeres tens de o dizer de forma embrulhada e a jogar com as palavras para que pareças muito sensato, e acima de tudo pietas para a gravitas do núcleo duro da tua base política de apoio, que pensa em privado o que os radicais que não podem ser vítimas de anti-radicalismo ousam dizer em público, e que até tem órgãos de comunicação social, e acesso ao prime time da televisão, para o dizer menos embrulhado que tu, com argumentos de revisionistas doutorados em História e de filósofos estruturantes do pensamento . Mais valia estares calado.

 

Marcelo pede pedagogia contra a xenofobia e desaconselha "radicalismo anti radical"

 

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Só os pretos têm autoridade para falar dos pretos, os ciganos dos ciganos e assim sucessivamente

por josé simões, em 10.07.19

 

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Em dias de tempestade verbal como esta, se me sobra algum respeito (ainda assim muito) reservo-o a brancos que falam em nome próprio, em defesa da sua identidade branca, como Maria de Fátima Bonifácio.

 

Não vejo qualquer problema moral, bem pelo contrário, na aproximação entre a direita moderada e ideias e movimentos que uns apressados rotulam de extrema-direita.

 

[Também podia ser uma imagem do Jonas Savimbi, por exemplo]

 

 

 

 

O drama das Bonifácios desta vida

por josé simões, em 10.07.19

 

 

 

Faz hoje precisamente três anos que Portugal se sagrou campeão da Europa em futebol com uma equipa de pretos, ciganos e brasileiros, estranhos à "entidade civilizacional e cultural milenária que dá pelo nome de Cristandade", não herdeiros dos "Direitos Universais do Homem decretados pela Grande Revolução Francesa de 1789", e isto, como diz o povo, é do caralho!

 

 

 

 

¡Arriba Portugal!

por josé simões, em 29.04.19

 

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Estrangeirada no sagrado solo pátrio, se calhar pretos e muçulmanos, à vez ou dois em um, e ladroagem na classe política. Os ciganos ficam para a próxima, não perdem pela demora.

Senhoras e senhores, o legitimador do franquista, racista, homofóbico e machista Vox, uma legislatura inteira sentado ao lado de Viktor Orbán, ambos muito preocupados com a democracia na Venezuela, candidato ao Parlamento Europeu pelo país que talvez mais emigrantes tenha dado à Europa e ao mundo, Nuno Melo no Twitter do CDS:

 

Não podemos fazer de conta de que, quando a Europa está a implodir, quando as migrações são o tema que mais está a destruir os seus alicerces, a par da corrupção, vamos pôr o tema de lado e não falar dele porque podemos ser colados a quem quer que seja. @NunoMeloCDS #aEuropaéaqui

 

 

 

 

Nos dias do medo e do ódio

por josé simões, em 19.09.18

 

 

 

"He's made of bones, he's made of blood, He's made of flesh, he's made of love, He's made of you, he's made of me, Unity!"

 

Nos dias do medo e do ódio de Trump, de Salvini, de Orbán, de Farage e da English Defense League, fazer uma canção de protesto e denúncia, hit, com uma letra assim e meter as rádios a tocá-la. Chapéu!

 

"My blood brother is an immigrant, A beautiful immigrant. My blood brother's Freddie Mercury, A Nigerian mother of three.

 My best friend is an alien (I know him, and he is!), My best friend is a citizen, He's strong, he's earnest, he's innocent.

 My blood brother is Malala, A Polish butcher, he's Mo Farah"

 

"O medo leva ao pânico, o pânico leva à dor, A dor leva à raiva, a raiva leva ao ódio".

 

 

 

 

"Alors merde!"

por josé simões, em 16.09.18

 

 

 

En Luxemburgo, querido señor, tuvimos decenas de miles de italianos que vinieron a trabajar, como inmigrantes, porque en Italia no teníais dinero para vuestros hijos

 

 

 

 

Noções elementares de xenofobia

por josé simões, em 08.07.18

 

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Somos favoráveis a uma política muito responsável em matéria de imigração. Temos um perfil demográfico assustador e temos dados concretos que não correspondem ao desejo dos portugueses. Os estudos mostram que os portugueses gostariam de ter mais filhos, achamos que temos de ter políticas de natalidade e de apoio às famílias e continuaremos a apresentar estas medidas. Agora, também não gostamos daquela visão que diz que como não temos filhos vamos abrir portas à imigração porque essa é a solução. Isso é instrumentalizar as pessoas e isso não é a nossa visão.

 

O que Assunção Cristas nos diz, mais ponto menos vírgula, é "nasceu em Portugal não é português", não basta nascer em Portugal para se ser português [apesar de ser filho de imigrante, que trabalha, produz riqueza, e paga impostos em Portugal. Mas isso são outros quinhentos].

 

Voltamos ao início da entrevista: "Nasceu em Luanda cinco meses e três dias depois do 25 de Abril de 1974. Casada, tem quatro filhos, é católica praticante [...]. Nascida fora do rectângulo, uma branca de segunda, como eram denominados pelo Estado Novo do "doutor Salazar, como se usa dizer no CDS, os descendentes dos colonos, em Angola obrigados a sentar-se atrás dos brancos de primeira nas escolas e nos transportes, chega a ministra da Nação. O resto, o catolicismo praticante, deixamos à "doutrina social da igreja".

 

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Next level

por josé simões, em 15.09.17

 

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Houve um tempo em que os partidos da extrema-direita faziam o papel que tinham de fazer, lançar os temas para a praça pública, acirrar os medos na massa anónima, que depois a direita do "sentido de Estado", e alguma esquerda do arco e balão da governação, passavam a papel de Lei. Estado securitário, restrições e supressões de direitos, liberdades e garantias, em nome da segurança interna e da segurança dos cidadãos, da defesa do Estado, contra um inimigo externo - imigração, contra um inimigo interno - minorias, religiosas, étnicas ou políticas.

 

Agora temos a direita radical que, sem coragem para se apresentar a eleições com um  programa próprio a dizer ao que é que vinha, tomou um partido por dentro - "social-democracia sempre!" e foi a votos escondida numa mentira, a governar quatro anos na mentira, a acirrar os medos na massa anónima - o "não há dinheiro para nada, o "gorduras do Estado", o "viver acima das nossas possibilidades", o "Estado a mais na vida das pessoas", contra um inimigo interno - os funcionários públicos, as regalias dos reformados e pensionistas, os calaceiros do subsídio de desemprego e os chulos do RSI, e o inimigo externo - a Troika da intervenção externa que os obrigava a levar à prática um programa que  apesar de não ser o deles,  os obrigava a ir mais além para corrigir 40 anos de más governações e construir o homem novo.

 

Há agora que ensaiar um novo caminho, inspirado no sucesso de Trump n' América, nestes tempos de descompressão, da 'Geringonça' e das esquerdas, que afinal não são tão feias quanto o pintam. O mesmo conteúdo numa forma diferente e com a mesma prática - a mentira, com uma nuance, ser-se aquilo que não se é, a arte de passar para a opinião pública exactamente o oposto daquilo que se faz e que se pretende, a ensaiar num subúrbio urbano da capital o sucesso de uma estratégia a aplicar no plano nacional.

 

Passos ao lado de André Ventura: "Não podemos ter medo dos demagogos e dos populistas que permitem que situações injustas perdurem"