Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Noite dos Óscares

por josé simões, em 02.03.14

 

 

 

 

 

 

||| O PCP condena e o PCP não condena

por josé simões, em 25.02.14

 

 

 

Que o governo soviético tenha fomentado uma secessão dentro do Estado ucraniano independente – a República Popular Ucraniana, através do reconhecimento de um comité central constituído pelos bolcheviques ucranianos na cidade de Kharkov como governo genuíno da República Popular da Ucrânia em 1917 não mereceu do PCP nem uma linha escrita quanto mais a condenação.

 

Que em 1918 os exércitos soviéticos, depois de um cerco a Kiev e do derrube da Rada, tenham instituído um Governo Soviético Ucraniano não mereceu do PCP nem uma linha escrita quanto mais a condenação ou a classificação de ingerência.

 

Que em 1918 a Ucrânia, após o Acordo de Brest Litovsk, tenha ficado sob ocupação militar alemã, não mereceu do PCP nem uma linha escrita quanto mais a condenação, assim com não mereceu nem uma linha escrita quanto mais a condenação que os bolcheviques se tenham pronunciado contra a independência da Ucrânia, readquirida ainda em 1918.

 

Que com o fim da guerra russo-polaca, pelo tratado de Riga, a Ucrânia tenha sido dividida entre os estados polacos e soviético não mereceu do PCP nem uma linha escrita quanto mais a condenação.

 

Que Estaline, a partir de 1930, tenha liquidado a elite ucraniana a pretexto de um desvio nacionalista, não mereceu do PCP uma linha escrita quanto mais a condenação.

 

Que Estaline no auge da colectivização forçada tenha requisitado as colheitas da Ucrânia, provocando uma terrível crise de fome – o Holodomor, com milhões de mortos, dos quais três milhões foram crianças, e mandado executar todos os camponeses que se recusaram cumprir a ordem de entrega, não mereceu do PCP nem uma linha escrita quanto mais a condenação.

 

Que, e depois de tudo isto, o dia da chegada dos exércitos nazis tenha sido encarado pelos ucranianos como uma libertação e não como ocupação, é areia demais para a camioneta de um PCP, e mereceu muitas linhas escritas e a condenação do PCP.

 

Que Estaline tenha, numa só noite [!], deportado para a Ásia Central toda a população tártara da Ucrânia acusada de colaboracionismo com os alemães, não mereceu do PCP uma linha escrita quanto mais a condenação.

 

Que a Crimeia, uma república autónoma, tenha sido transformada por Estaline numa simples região e, posteriormente, integrada na Ucrânia durante o reinado de Khrushchov não mereceu do PCP uma linha escrita quanto mais a condenação.

 

Que o PCP, com mais ou menos descaramento e falta de pudor, tenha ido desenterrar Estaline de dentro do buraco para onde Álvaro Cunhal o tinha banido, cada qual que tire as suas conclusões.

 

A mim preocupa-me mais, muito mais, aquilo que o PCP não condena.

 

«Ucrânia: PCP condena 'golpe de estado' promovido pelos 'sectores mais reaccionários'»

 

 

 

 

 

 

||| Deve vir dali grande democracia, deve…

por josé simões, em 18.02.14

 

 

 

 

Os símbolos na imagem, 14th Waffen Grenadier Division of the SS e 36th Waffen Grenadier Division of the SS, respectivamente, apareceram hoje nos telejornais nas imagens dos confrontos entre os manifestantes-barricados e a polícia, na Praça da Independência em Kiev, nas fileiras dos manifestantes e atrás das barricadas.

 

Isto acontece na Galícia, ou na URSS, consoante o ponto de vista, dos 23 milhões de mortos na II Guerra Mundial, quase, ou só, também dependendo do ponto de vista, 70 anos depois. Deve vir dali grande democracia, deve…

 

 

 

 

 

 

||| Entretanto em Kiev…

por josé simões, em 11.02.14

 

 

 

 

 

 

 

 

[Aqui]

 

 

 

 

 

 

||| Quando a realidade ultrapassa a ficção

por josé simões, em 29.01.14

 

 

 

Kiev, Ucrânia / Mordor [ou "terra negra"], Terra Média, naquela parte da batalha dos campos de Pelennor em O Senhor dos Anéis.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Muda aos 5 e acaba aos 10

por josé simões, em 08.12.13

 

 

 

A estátua de um comunista velho derrubada por fascistas novos.

 

[Na imagem o primeiro símbolo do Svoboda inspirado no Wolfsangel alemão]

 

 

 

 

 

 

||| O Reichsstatthalter

por josé simões, em 02.12.13

 

 

 

 

 

Ver Durão Barroso na televisão, blah-blah-blah, "de muitos, muitos ucranianos verem o seu futuro na Europa", blah-bla-blah, "dentro de um espírito que seja bom para a Ucrânia", blah-blah-blah, com a cúpula do Reichstag e a cruz de ferro de Friedrich Wilhelm III com a águia prussiana no topo, como pano de fundo ambiente de trabalho. Sim, é mesmo disso que a Ucrânia está à espera, isso é música para futuros candidatos.

 

 

 

 

 

 

||| Ver mais longe

por josé simões, em 02.12.13

 

 

 

Nas notícias substituir União Europeia por Lebensraum e à frente de Ucrânia abrir parêntesis, Galícia, fechar parêntesis. A "mãe" Rússia está onde sempre esteve, a Europa tem dias, e tanto pode estar hoje dentro do Limes como amanhã já não estar. E a Alemanha também tem o "colo" da Rússia sempre garantido. Ferreira Fernandes tem razão, Viktor Ianukovich está a ver mais longe.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| "Tratamentos" noutra sede

por josé simões, em 14.05.12

 

 

 

Quando, no conforto do camarote presidencial, saltarem das cadeiras com o grito "gooooolo!" nas gargantas, lembrem-se dos que nesse preciso momento estão, também a saltar das cadeiras, mas nas masmorras da Sluzhba Bezpeky Ukrayiny [SBU], a polícia secreta de Viktor Yanukovich, e com gritos de dor nas gargantas.

 

No país em que os deputados da Nação interpretam o regimento por medida para ir à final da Taça a Sevilha, o Sol gira à roda duma bola de futebol.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Minaretes na Suíça

por josé simões, em 30.05.11

 

 

 

Os amigos disseram que gostava de usar roupas da moda e que ficou em sétimo lugar num concurso de beleza. O seu corpo, depois de golpeado, foi enterrado numa floresta. Tinha violado as leis da Sharia e do Islão.

 

«Muslim girl, 19, 'stoned to death after taking taking part in beauty contest'»

 

 

 

 

 

|| É suposto rir?

por josé simões, em 14.01.10

 

 

 

«O Tribunal de Kiev encerrou o processo “devido ao falecimento dos acusados”»

 

(Primeiro no Twitter)

 

(Na imagem, o The Times de 6 de Março de 1953 noticia a morte de Estaline)

 

 

 

 

Vêm aí os russos!

por josé simões, em 11.01.09

 

«o corte do abastecimento de gás russo pela Ucrânia para a Europa já causou perdas de cerca de 800 milhões de dólares (595 milhões de euros) ao gigante russo Gazprom»

 

É aqui que reside a chave do problema. Se é que se pode considerar “O Problema”. Um dos princípios base da Economia é o de que para se fazer um negócio serem necessários pelo menos dois: um que vende e outro que compra. E este negócio é a dois. Ou devia ser a dois. Se os europeus percebessem que são eles quem compra o gás e que os russos não têm mais ninguém a quem vender.

 

No entretanto, e na Europa, cada um fala por si; os que falam. E quando resolvem falar a uma só voz é para dizer entre dentes: Tenham medo! Vêem aí os russos!

 

 

 

Meanwhile…

por josé simões, em 04.01.09

 

Enquanto os idiotas úteis andam entretidos com o novo passatempo – sair para rua e gritar palavras de ordem do género: "Hamas, Hamas, Joden aan het gas!", ou seja "Hamas, Hamas, Judeus para o gás!", como aconteceu ontem na Holanda numa manifestação encabeçada pelo deputado do Partido Socialista, Harry van Bommel - imagens e sons: (minuto 1:05) -, a Rússia, meticulosa e pacientemente, vai construindo a sua teia.

 

Oxalá não tenhamos ainda de andar todos na mesma manifestação…

 

(Imagem daqui)

 

 

 

Não Esquecer!

por josé simões, em 22.11.08

 

 

 

Assinala-se hoje o 75.º aniversário do Holodomor ou a Grande Fome de 1932 – 1933 na Ucrânia. Um genocídio onde morreram entre três a seis milhões de pessoas em consequência da fome artificialmente provocada por Estaline e pelo regime dos Sovietes, como represália pela resistência dos ucranianos à colectivização agrícola.

 

Quando continuam a andar por aí saudosistas do terror estalinista que não têm pudor em classificar o ex-país dos Sovietes como uma convivência exemplar entre povos, é necessário não só não esquecer, mas também lembrar às novas gerações como essa “convivência exemplar” foi construída.

 

Holodomor em Português. Holodomor em Inglês.