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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Palavras para quê? [*]

por josé simões, em 20.09.14

 

 

 

Ele, o cidadão,  não tem presente todas as responsabilidades que exerceu, enquanto deputado  no passado, mas espera que o Parlamento presente, tenha presente todas as responsabilidades não declaradas pelo deputado, exercidas por ele, o cidadão,  no passado.

 

«O primeiro-ministro defendeu hoje que o Parlamento deveria pronunciar-se sobre as condições em que ele próprio exerceu funções de deputado há cerca de 15 anos, quando questionado sobre alegados pagamentos que recebeu da Tecnoforma nessa altura.»

 

"Responsabilidades". "Responsabilidades". "Responsabilidades". Repetir duas ou três vezes, enquanto se brinca com as palavras, com pontuação e com ar sério e com voz de barítono à frente das câmaras de televisão e dos microfones dos media amorfos e acéfalos que o pagode gosta de música e de espectáculos musicais.

 

[*] É um artista português e só usa pasta medicinal Couto e restaurador Olex.

 

 

 

 

 

||| O dia das primeiras páginas

por josé simões, em 18.09.14

 

 

 

 

 

«O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DIAP) estará a investigar alegados pagamentos não declarados a Pedro Passos Coelho, no valor de cerca de 150 mil euros, que terão sido recebidos entre 1995 e 1999 quando o actual primeiro-ministro era deputado em exclusividade de funções. [...]. Passos terá, segundo a revista, recebido cinco mil euros por mês da Tecnoforma quando era deputado em exclusividade. Lei proíbe acumulação de rendimentos.»

 

 

Aguardemos para ver o que dizem os comentadeiros-paineleiros e os escrevinhadores de editoriais, eufóricos com as condenações do Godinho ferro-velho, do Vara banqueiro e de Maria de Lurdes Rodrigues ministra da Educação, se a Justiça continua a funcionar, se a justiça não tem medo dos políticos, se agora é que é, se agora é que vão ver como elas vos doem, vassourada, ou se afinal não passa tudo de uma cabala, desestabilizar o Governo e atacar a imagem e honorabilidade do primeiro-pantomineiro e respectivo inner circle.

 

 

 

 

 

 

 

||| Não confundir a chave mestra com o mestre da gazua

por josé simões, em 07.05.14

 

 

 

Quando o pantomineiro que ocupa a cadeira de primeiro-ministro vier outra e outra e outra vez, porque vão haver mais vezes, tantas quantas a comunicação social acéfala e capturada lhe permitirem usar a voz grave e o ar compungido sem ser confrontado logo ali na altura e em directo, com a conversa do é preciso "olhar para os últimos 25 anos de aplicação dos fundos" europeus recebidos por Portugal, para "fazer um balanço rigoroso do que se passou" e para "evitar os erros que foram cometidos no passado", lembrem-se de que não é só de controladores para aeródromos na zona centro de que fala, não. É muito mais ardiloso e engenhoso:

 

«O ex-dono da Tecnoforma, antigo patrão de Passos Coelho, admite que criou uma ONG com o objectivo de candidatar projectos a financiamento comunitário, que depois teriam a participação da sua empresa. Passos abria "todas" as portas para estes negócios, garantiu [...].

Fernando Madeira, que foi ouvido no final do ano passado pelo Ministério Público – no âmbito de uma investigação de projectos de formação profissional pagos à Tecnoforma com fundos comunitários –, conta [...] que Passos Coelho era uma peça-chave naquele processo.

«O ex-sócio maioritário da Tecnoforma refere que o actual primeiro-ministro chamou para fazer parte dos órgãos sociais do Centro Português para a Cooperação – uma organização não-governamental (ONG) financiada pela Tecnoforma – "pessoas com influência", como o então líder parlamentar do PSD, Luís Marques Mendes, e os também social-democratas Ângelo Correia e Vasco Rato (nomeado recentemente pelo Governo para presidir à Fundação Luso-Americana). Fernando Sousa, na altura deputado do PS, e Eva Cabral (então jornalista do Diário de Noticias e actualmente assessora do primeiro-ministro) estiveram igualmente na fundação desta ONG.

Em entrevista [...], Fernando Madeira diz que o objectivo de Passos Coelho em rodear-se de personalidades influentes era "abrir ou facilitar a vinda de projectos para a ONG no âmbito da formação profissional e dos recursos humanos, e que depois esses projectos pudessem ter a participação da Tecnoforma".

O empresário garante que Passo Coelho sabia que a ONG era criada com esse intuito e conta pormenores de um encontro com o então comissário europeu João de Deus Pinheiro e de um negócio fechado com Isaltino Morais.

"O projecto precisava também da aprovação de Isaltino, era o presidente da Câmara de Oeiras. O Pedro desbloqueou isso, fez o papel que se esperava dele. Tivemos uma reunião com o Isaltino Morais que aprovou o projecto e foi essencial para a candidatura a um programa financiado pela União Europeia", exemplifica.

Fernando Madeira não se recorda se pagava a Passos Coelho e, [...], durante a entrevista fez parar o gravador nesta questão durante 13 minutos. Na altura em que presidia à ONG, o actual primeiro-ministro era deputado em regime de exclusividade no Parlamento […]»

 

Antigo dono da Tecnoforma: "O Pedro abria as portas todas"

 

 

 

 

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 14.02.14

 

 

 

"Eu, como gestor, sempre me dei bem com a avaliação de desempenho"

 

Pedro Passos Coelho para Catarina Martins do Bloco de Esquerda no debate quinzenal na Assembleia da República, certamente sobre a sua vida profissional na Tecnoforma. [Via].

 

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|| No meio do bocejo geral

por josé simões, em 09.10.13

 

 

 

Fixei aquela parte em que o sócio de Miguel Relvas na Tecnoforma disse que "no passado muito dinheiro do QREN foi mal gasto e gasto em projectos sem viabilidade" e que agora não vai ser nada assim.

 

Já estou por tudo.

 

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|| Uma vida inteira às custas do Estado e do dinheiro do contribuinte

por josé simões, em 03.12.12

 

 

 

«[…] os três únicos projectos por ela promovidos […] foram desenvolvidos em Portugal entre 1997 e 2000 e foram financiados em cerca de 137 mil euros pelo Fundo Social Europeu e pela Segurança Social

 

Da Tecnoforma já foi quase tudo dito?

 

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|| Tecnoforma reloaded

por josé simões, em 25.11.12

 

 

 

«apontou os problemas do mau aproveitamento dos fundos comunitários, considerando que "muita gente supôs que se podia viver de forma contínua acima das suas possibilidades e construíram-se muitas infraestruturas que se calhar não eram muito necessárias

 

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|| O sentido das palavras

por josé simões, em 13.10.12

 

 

 

Quase que chega ser excitante ver como Dupont et Dupond usaram um programa, de seu nome Foral – de tornar um concelho livre do senhor feudal, garantindo o usufruto das terras públicas pela comunidade, regulando impostos e estabelecendo direitos de protecção pelo poder central – para atingir o Aforamento – da obtenção da concessão de privilégios da parte do poder central sobre uma propriedade para usufruto e exploração pelo ocupante – e, aqui é que está a arte, recebendo uma renda em troca da exploração [!], o famoso guarda-chuva do Estado onde as empresas se abrigam e que tanta pele de galinha causava a Dupont et Dupond, manifestada nas missas cantadas ao eleitorado, na caminhada para o assalto ao Estado para a restauração do Feudo e reintrodução da Capitação, da Corveia, da Taxa da Justiça, da Banalidade, da Capitação, e do Censo.

 

Tecnoforma, a forma da técnica para assaltar o conteúdo?

 

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|| "Viver acima das nossas possibilidades", upgrade

por josé simões, em 11.10.12

 

 

 

Quando nos dizem que andámos muitos anos a viver acima das nossas possibilidades, não é por termos andado muitos anos a trabalhar 8 e mais horas por dia, a ganhar o salário médio ou o ordenado mínimo nacional para pagar as contas no final do mês, pôr comida na mesa, mandar os filhos à escola, e passar duas semanas de férias em Agosto no Algarve. Não.

 

Quem nos diz que andamos muitos anos a viver acima das nossas possibilidades, é quem governou a vidinha à sombra do guarda-chuva do Estado e do dinheiro do contribuinte, e que chegou depois ao Governo com os votos daqueles às custas de quem sempre viveu, e com o parlapier de que tinham vivido acima das suas possibilidades, e que, agora no Governo, tratam de baixar as nossas possibilidades para continuar a manter o nível de vida a que se habituaram, acima das suas e das nossas possibilidades, e a desmantelar e repartir pelos amigos o pouco que já resta daquilo a que se convencionou chamar Estado social português. É só um upgrade. Acima das possibilidades dos suspeitos do costume.

 

«[…] um projecto financiado pelo programa Foral para formar centenas de funcionários municipais para funções em aeródromos daquela região que não existiam e nada previa que viessem a existir […]»

 

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|| A coerência fica-vos tão bem

por josé simões, em 08.10.12

 

 

 

A gente vai fazer de conta que não percebe que quem fez, na pré-campanha e campanha eleitoral, cavalo de batalha contra as empresas que vivem à sombra do Estado, avessas ao risco e ao empreendedorismo, que quem, durante uma ano e meio de Governo, todos os dias aparece a  falar da necessidade das empresas se libertarem do guarda-chuva do Estado e arriscarem, não lhe tenha ocorrido melhor ideia que criar uma empresa para viver… a custas do financiamento do Estado.

 

É a mesma face, da mesma moeda, da campanha cerrada contra o processo de certificação de competências Novas Oportunidades e a certificação das "competências" licenciatura do ministro da Propaganda, Miguel Relvas.

 

Isto, dê-se-lhe as voltas que se lhe quiser dar, anda sempre tudo ligado: Pedro Passos Coelho – Miguel Relvas, Miguel Relvas – Pedro Passos Coelho.

 

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|| "Um absurdo"

por josé simões, em 07.10.12

 

 

 

É esta gentinha, que se esquece do que fez e de como governou a vidinha, que vêm dizer, a quem toda a vida trabalhou para educar os filhos, pagar as contas, e tirar duas semanas de férias em Agosto, que vive acima das suas possibilidades e que é necessária uma cura de empobrecimento, sofrer nesta vida terrena portuguesa, para ganhar o céu dos mercados. Como nos filmes da Chicago a preto-e-branco, "um absurdo".

 

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