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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| In Memoriam

por josé simões, em 22.08.09

 

 

 

José Armando Tavares de Morais e Castro

 

1939 – 2009

 

 

A natureza das coisas

por josé simões, em 27.02.09

 

Ser puto implica, invariavelmente, ser do contra; ter uma predilecção muito especial pelas chamadas causas fracturantes. Talvez com excepção de Manuel Monteiro e Manuela Ferreira Leite, já todos fomos putos e sabemos o que é que a casa gasta.

 

Por exemplo, nos meus tempos de teen os trabalhos de grupo na escola iam sempre bater à porta, ou da droga, ou da prostituição, ou aos bairros de lata, ou da emancipação da mulher; não obrigatoriamente por estas ordem. A revolução de Abril tinha sido há dias e questionávamos tudo o que até então era tabu.

 

Não erradicámos os problemas, apesar de nos ter passado pela cabeça que o podíamos fazer, mas contribuímos para que pelo menos fossem falados. E, acima de tudo, conseguimos chatear (muito) a brigada do reumático do “não se fala, não se vê, não existe”.

 

Há sempre um espelho para cada geração. Há quem lhe chame bandeiras. E também há aqueles que não têm geração e fazem suas as “bandeiras” das gerações presentes. O que não quer dizer que sejam toda a vida putos.

 

Vem esta conversa da treta a propósito de Romeu e Julieta de Shakespeare numa adaptação feita por alunos de uma escola de Londres abordando a temática homossexual, e que recebeu o nome de Romeu e Julian.

 

Tudo tão absolutamente normal e natural, quantas as adaptações das peças de Shakespeare que foram feitas ao longo dos anos. Não fora aqueles que, no meu tempo de puto, chamávamos de “obstáculos epistemológicos”.

 

In Memoriam

por josé simões, em 25.12.08

 

Harold Pinter

 

1930 – 2008

 

 

Uma agradável surpresa!

por josé simões, em 25.05.08

 

Sábado à noite teatro.

No Parapeito Da Ponte, uma peça do francês nascido no Senegal, Guy Foissy; actualmente presidente da Companhia 73 de Cannes, dirigida por Chantal Bouisson.

 

No Parapeito Da Ponte é um texto de humor negro, cruel e absurdo sobre o comportamento e a forma como é vigiado por homens e mulheres detentores de um poder enorme e manipulador, através duma imprensa destituída de valores éticos e deontológicos. A vida íntima de cada um torna-se assim um espectáculo para devoradores de imagens, notícias e símbolos.

Só o homem lúcido e atento à transformação do mundo pode ser a medida de todas as coisas. Será ele capaz de combater os seus monstros?”

Palavras de Duarte Victor, encenador e actor, ao lado de um excelente José Nobre.

 

No Parapeito Da Ponte é no Teatro de Bolso do Teatro de Animação de Setúbal.

 

Em boa hora aceitei o convite do meu amigo Duarte Victor para uma excelente noite de, e no teatro. As únicas palavras que me ocorrem dizer são: numa peça apenas com duas pessoas em cima do palco, eu estive "lá"; não estava no teatro.

Uma agradável surpresa que se aconselha vivamente!