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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| É preciso recuar muito no tempo

por josé simões, em 20.02.13

 

 

 

Para dar com o dia em que alguém foi identificado pela polícia por entoar "Grândola, Vila Morena". É preciso recuar mesmo muito, até antes do dia 29 de Março de 1974.

 

 

 

 

 

 

|| É dos livros

por josé simões, em 02.01.13

 

 

 

Os totalitarismos sempre tiveram uma especial predilecção por quotas e percentagens:

 

«considerou insuficiente a redução de 5% do número de fumadores»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| A estupidez humana não tem limites

por josé simões, em 13.12.12

 

 

 

Já nem indo pela estupidez e pelo desperdício que é monotorizar a rede, e as redes sociais, para perseguir e punir os cidadãos, no geral, e os próprios funcionários, no particular, ao invés da atitude inteligente que seria usar a monotorização da[s] rede[s] para, primeiro, corrigir erros e deficiências dos serviços e ir de encontro aos anseios e necessidades das populações com vista à prestação de um melhor serviço, e para, segundo, usar a rede como ferramenta de trabalho para melhor perceber a relação empregador-empregado e melhor proceder à optimização de desempenhos, com reflexos imediatos nos índices de produtividade, é a estupidez de não se aprender nada com o que a história nos conta e nos ensina, e não compreender que nunca em tempo algum, algum governo ou regime conseguiu suprimir a opinião crítica, e que, mais tarde ou mais cedo, o dique rebenta e a enxurrada que se lhe segue tem efeitos devastadores, como o demonstrou, por exemplo, o caudal de excessos nos dois anos seguintes à revolução de 25 de Abril de 1974 após 48 anos de ditadura.

 

Bem podem questionar o ministro da tutela, este ou outro qualquer, com outra qualquer tutela, que a resposta vai ser sempre a mesma, no mesmo jo go do empurra. O Governo das empresas e das marcas defende as empresas e as marcas contra os perigosos e subversivos cidadãos que o elegeram. E o exemplo parte do próprio Governo. A Direita no poder.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 05.11.12

 

 

 

E num instante tudo muda, de besta a bestial enquanto um eleitor [ou devo dizer um contribuinte? ou devo dizer um cidadão?] esfrega um olho:

 

«as Parcerias Público Privadas (PPP) são "vantajosas para o Estado" […] a exploração destas PPP tem sido "negativa para os privados"»

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| A saga continua

por josé simões, em 02.10.12

 

 

 

a) Vai sair mais barato ao Estado? Não.

b) Vai sair mais barato ao utente? Não.

c) O utente vai ser mais bem servido? É duvidoso e remete-nos para as alíneas anteriores; a que preço para o Estado, para o contribuinte, para o utente?

 

Qual é a ideia então por detrás da ideia, e depois do "êxito" que foram os Hospitais SA e EPE? Desmontar e repartir o Estado Social pela elite dos amigos-patrões da esfera político-partidária dos dois partidos que compõem a coligação, mais Santas Casas e casas santas dos grupos de saúde privados.

 

Podemos partir da ideia base que o que é privado é só de alguns e o que é público é de toda a comunidade?

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| A ética do Conselho da Ética

por josé simões, em 27.09.12

 

 

 

A seguir vai ser o para quê gastar dinheiro em doentes terminais ou em paneleiros e drogados arrumadores de carros, assim como assim vão morrer. O terreno da ignorância e do ódio higienista da populaça à diferença e às minorias está devidamente fertilizado, é só, a coberto da poupança e da racionalização do dinheiro do contribuinte, largar a semente do populismo à terra. Que morram para aí como cães que alguma Isabel Jonet do medicamento há-de aparecer para os acudir.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

 

|| Do expurgo

por josé simões, em 21.02.12

 

 

  

Os cadernos eleitorais é que não há pressa em expurgar. Como aí o rácio "clínico"/ "doente" é favorável à classe "médica", deixa estar.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| The end

por josé simões, em 29.09.11

 

 

 

Paulo Macedo limitou-se a acabar com o trabalho que José Sócrates ameaçou começar [uma das muitas promessas nunca concretizadas] logo no discurso da tomada da posse no primeiro mandato à frente do Governo, e que lhe valeu de imediato uma barragem fortíssima do fortíssimo lobby encabeçado por João Cordeiro. The end.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Mais corte na despesa

por josé simões, em 08.09.11

 

 

 

Desta feita “dois em um”. É que a Direita beata e da caridadezinha sempre foi contra os métodos contraceptivos porque sim e porque vão contra os princípios da Santa Madre Igreja [Amén!], tem agora o álibi perfeito. A seguir ataca-se na interrupção voluntária da gravidez, abonos de família já não há, deduções fiscais vão deixar de haver. Retrocesso civilizacional.

 

[Imagem de John Collier Jr.]

 

 

 

 

 

 

|| Governo amigo do funcionalismo público, este

por josé simões, em 10.08.11

 

 

 

Quer-me parecer que o ministro está só a oficializar uma coisa que já ninguém faz. É que reembolso é tão ridículo no SNS que a gente prefere guardar as facturas para deduzir no IRS. Se o objectivo fosse mesmo poupar dinheiro acabavam com a divisão entre portugueses de primeira categoria na ADSE e portugueses de segunda categoria no SNS.

 

Comparação do SNS, Seguros Privados de Saúde e ADSE

 

Tabelas de comparticipação na ADSE

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

 

 

 

 

 

|| Assim à primeira vista

por josé simões, em 17.06.11

 

 

 

E deitando mão do futebolês, nos casos específicos da Justiça, Saúde e Educação, o treinador vai construir o sistema de jogo com base nos jogadores que tem ou, pelo contrário, vão os jogadores ter de adaptar ao sistema de jogo pensado pelo treinador? (E jogar para ganhar).

 

(Imagem Sarah Millican's show Typical Woman)

 

 

 

 

 

Dá-me música que eu estou a gostar de ouvir!

por josé simões, em 23.11.07

 

Não podia estar mais de acordo com o que Manuel Carvalho assina hoje em editorial no Público:
 
“A inspecção da Provedoria de Justiça. Cujo diagnóstico arrasa a imagem de eficiência e produtividade da máquina fiscal e denuncia várias ilegalidades lesivas do Estado de Direito, não prescinde da intervenção do poder político ou de um inquérito judicial. Os apelos de Paulo Portas, que se insurge contra o “fanatismo fiscal” e reclama o respeito pela lei e pelas garantias dos contribuintes, têm de ser levados em conta.” (Negrito meu)
 
O que dá que pensar é o timming e a forma (abaixo-assinado), que Portas escolheu para introduzir o tema na ordem de trabalhos. Não foi Portas ministro de dois Governos, primeiro com Durão Barroso e depois com Santana Lopes, sendo que neste último a pasta das Finanças pertencia ao seu partido (Bagão Félix)? Não era Paulo Macedo responsável máximo pelo fisco durante esses dois Governos? Que fez Portas para inverter a situação? Nada!
 
Assim cheira-me a líder, de um partido político que não existe, desfragmentado por lutas intestinas promovidas por si próprio, candidato a líder e depois líder eleito; com a reputação e a idoneidade pelas horas da morte, e que busca assim a legitimidade que em consciência sabe não ter aos olhos dos eleitores. E nestas eu não embarco.
 
(Foto via Interfoto Agentur)
 
 

Pagas tu? Ou… pagas tu?

por josé simões, em 22.11.07

 

Segundo o Público, (sem link) o relatório da Provedoria da Justiça resultado de uma acção de inspecção a 11 serviços de finanças entre Junho e Agosto de 2006, revela-se arrasador do “estado da Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) sob a direcção do seu anterior responsável máximo, Paulo Moita Macedo”.
 
“Contas bancárias totalmente congeladas em resultado de penhoras fiscais independentemente do valor da dívida; penhoras de vencimentos e de ordenados que ultrapassam os limites estabelecidos na lei; liquidação de juros de mora, umas vezes por excesso, outras por defeito; cativação de reembolsos de IRS sem que estejam esgotados os meios de defesa dos contribuintes; situações em que são os contribuintes a avisarem os serviços de finanças de que impugnaram as liquidações que lhes foram efectuadas; e penhoras efectuadas depois de ultrapassado o prazo de prescrição das eventuais dívidas ficais.”

Paulo Macedo, que para alguns opinion-makers e para a classe política que se senta nas bancadas à direita no Parlamento era o insubstituível, o paradigma da virtude e da eficiência do sector privado quando chamado a tomar conta da cousa pública, desde que, obviamente, devidamente remunerado, veio afinal a revelar-se que padecia de um mal; aquilo que algum sector privado tem de pior: o autoritarismo, a arrogância e o poder discricionário do patrão da revolução industrial portuguesa e que teimosamente teima em persistir no Portugal do sec. XXI. Vale tudo quando o objectivo é criar riqueza; este princípio quando aplicado ao Estado dá os resultados que o relatório aponta.
 
No mesmo dia em que o relatório é apresentado, ouvimos todos o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais dizer na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças, com todas as letras e alto e bom som que, “alguns empresários deviam ter vergonha da sua actuação" porque fogem ao fisco, cometem fraudes fiscais e, de caminho, ainda lavam uns dinheirinhos.
 
Expliquem-me como se eu fosse muito burro: e ao Estado, via secretário de Estado, só lhe resta vir para a praça pública lamuriar-se? O que andou mais a fazer Paulo – o incorruptível – Macedo pelo fisco, além de continuar a receber o salário que recebia no privado e a chatear quem não tinha fuga possível? Há lobies nas Finanças? Ou tudo isto não passa de flexigurançafiscal?
 
(Foto via Ad Lib Studios)