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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 03.06.14

 

 

 

Paulo Portas culpa o Tribunal Constitucional por o obrigar, enquanto ministro, a espezinhar e ultrapassar todas as linhas vermelhas que definiu e demarcou, enquanto líder do partido dos contribuintes, na esperança de que o pagode se esqueça de todas as linhas que definiu e demarcou, enquanto líder do partido dos reformados e pensionistas, espezinhadas e ultrapassadas, enquanto ministro, e repostas pelo Tribunal Constitucional.

 

«Portas diz que TC tomou uma decisão política que põe em causa o DEO e reforma do Estado»

 

[Imagem "The Northampton Clown" via The Independent]

 

 

 

 

 

 

||| "Lá vai alho!"

por josé simões, em 03.06.14

 

 

 

Da filha da putice e da cobardia política de quem enfiou Paulo Teixeira Pinto e o seu projecto de revisão constitucional lá para os fundos do porão por medo da reacção dos cidadãos, da filha da putice e da cobardia política de quem fez toda uma campanha eleitoral assente na omissão e na mentira, da filha da putice e da cobardia política de quem agora quer governar com base numa revisão constitucional que não foi feita, numa Constituição da República que não existe e num programa eleitoral que não foi sufragado nas urnas.

 

«PSD acusa TC de não estar "à altura das responsabilidades"

 

O porta-voz do PSD acusou hoje a maioria dos juízes do Tribunal Constitucional (TC) de "invadir o campo do legislador", "para não dizer que atropelou competências da Assembleia da República, a propósito do mais recente "chumbo" do Palácio Ratton.»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Outro que se fartou de aprender com os resultados das últimas eleições europeias

por josé simões, em 02.06.14

 

 

 

O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, mostra-se muito enfadado por o Tribunal Constitucional, órgão de soberania, guardião da Constituição da República e último garante do Estado de Direito, ter pela terceira vez chumbado um Orçamento do Estado.

 

O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, não se mostra enfadado, nem sequer preocupado, por na União Europeia, da Europa, cada vez mais mito, dos direitos, liberdades e garantias e do Estado de Direito haver um governo que pela terceira vez consecutiva tem um Orçamento do Estado fora da lei.

 

«Olli Rehn lamenta que chumbos do Tribunal Constitucional sejam um assunto recorrente»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

 

||| Pior que ser burro

por josé simões, em 02.06.14

 

 

 

Pior que ser burro é não querer aprender e a Comissão Europeia mostra que não aprendeu nada que aprendeu muuuuuito com o resultado da últimas eleições europeias, ainda nem duas semanas são passadas.

 

«Barroso espera que Governo apresente alternativas às medidas chumbadas pelo TC no "prazo mais curto possível".»

 

Precisamente no dia em que ficámos a saber que em 2013 o Tribunal de Contas poupou ao Estado 147 milhões de euros e efectuou correcções financeiras na ordem dos 1,5 mil milhões, as verdadeiras "gorduras do Estado", não os salários da administração pública e as reformas e pensões. Mas isso ao Governo e ao ainda camarada presidente da Comissão Europeia não interessa nada quando o objectivo é empobrecer os cidadãos e o país e não mexer com contratos e outsorcings de escritórios de advogados e de empresas amigas para onde, inevitavelmente e invariavelmente, vão saltar os ministros depois das "comissões de serviço" na administração da cousa pública.

 

 

 

 

 

 

||| Um espertalhão

por josé simões, em 01.06.14

 

 

 

Vivemos numa democracia e, como tal, a asneira é livre. Mesmo quando a asneira de outrém tem implicações na nossa vida presente e futura. Assim como livres são as opções políticas e ideológicas de cada um. Mas é sempre esclarecedor ver o instigador da "ida ao pote", porta-voz do PSD e ex-secretário de Estado do Governo, deste Governo que, pela chantagem económica, pelo empobrecimento, pela emigração forçada, pela ausência de Estado, quer fazer regressar o país aos idos de 1933, vir acusar o Tribunal Constitucional de "arrastar o país para o passado".

 

 

 

 

 

 

||| Ora foda-se!

por josé simões, em 31.05.14

 

 

 

Uma pessoa tira um curso, com mais ou menos esforço dos pais - médico, engenheiro, advogado, arquitecto, o que seja, ou uma pessoa não tira curso nenhum, por todas as razões e mais algumas. Uma pessoa tira um curso, ou nem por isso, e arranja um emprego. E dá o melhor de si, todos os dias, a todas as horas.

 

Uma pessoa tem um emprego e casa e compra uma casa e constitui família e tem filhos e compra um carro e mais umas extravagâncias de vez em quando, que a vida não é só trabalho. E duas pessoas trabalham todos os dias do ano nos seus empregos e vêm os filhos crescer e vão de fim-de-semana com a família e umas férias em Agosto, coisas simples, não pedem mais da vida.

 

Uma pessoa trabalhou toda a vida num emprego, a contar os dias para ver crescer os filhos e pagar as contas e os dias que faltam para a reforma, para ter finalmente descanso e dizer "missão cumprida!".

 

Uma pessoa que tirou um curso, ou nem por isso, e que tem um emprego, e duas pessoas que constituíram família e têm contas para pagar e filhos para crescer, e uma pessoa que trabalhou toda a vida e vai ter agora, finalmente, um pouco de descanso, essas pessoas descobrem que afinal não são pessoas, são "despesa do Estado".

 

Ora foda-se!

 

[Imagem "Quinceanera con su padrino, El Agustino, Lima, 1991" by Daniel Pajuelo]

 

 

 

 

 

 

||| Num país normal

por josé simões, em 30.05.14

 

 

 

E numa democracia adulta, um governo que viola sistematicamente a Constituição e que em três anos tem três orçamentos do Estado declarados inconstitucionais pelo Tribunal Constitucional, o célebre "checks and balances" que é bué da bom n' América mas que aqui nem por isso, seria objecto de uma reflexão política. Num país normal, não num país de um Governo, uma maioria e um Presidente do Governo e da maioria.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| 999

por josé simões, em 09.01.14

 

 

 

Como no single de 1977 da banda punk dos singles 999, "I' m Alive / Quite Disappointing", 999 é o número mágico que marca a fronteira entre estar vivo e a decepção, numa via com dois sentidos.

 

«O Governo decidiu alargar a aplicação da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) a todos os pensionistas que recebam uma pensão superior a 1000 euros brutos»

 

Bem vindos ao admirável mundo liberal, recalibrado e liberto do peso do Estado na economia, da riqueza a partir dos € 1 000.

 

«Don't like pretty bureaucracies and detentions, Don't wear those funny clothes, Get into schemes or pensions, Do the same thing every day, I can't stay up to late, Watch out for me now cos. I'm alive? I'm alive? I'm alive?»

 

 

 

 

 

 

 

||| Extraordinariamente solidários

por josé simões, em 03.01.14

 

 

 

O roubo de 5% e 6%, respectivamente, aos subsídios de doença e de desemprego, não é roubo é "contribuição". O aumento de impostos aos funcionários públicos, por via dos descontos para a ADSE, como forma de compensar o chumbo do Tribunal Constitucional aos cortes nas pensões, não é aumento de impostos é "contribuição". O esbulho aos pensiomistas da Caixa Geral de Aposentações não é esbulho é  "Contribuição Extraordinária de Solidariedade", e o esbulho generalizado não é esbulho generalizado é "alargamento da base de incidência".

 

Isto no país em que o trabalhador não é trabalhador mas colaborador, não vende a sua força de trabalho ao patrão, colabora com o empresário. Colaborar é as tarefas divididas lá em casa entre o casal, e os filhos se ou houver, por exemplo.

Contribuição de solidariedade é quando os meninos vestidos de parvos, vulgo escuteiros, andam na rua com as caixinhas a catar moedas para a Liga Portuguesa Contra O Cancro, e o povo dá porque lhe apetece dar e porque sim, também por exemplo.

 

A novilíngua vai de vento em popa. O mexilhão, além de se lixar como diz o provérbio, ainda leva com a novilíngua pela proa. E a passividade com que tudo isto é aceite é resumida na perfeição pelo corrector do Word quando quer alterar novilíngua por novilhada.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Andaram todos na mesma escola

por josé simões, em 02.01.14

 

 

 

Depois da convergência das pensões, acompanhada por paletes de mui eruditos pareceres que corroboravam a sua constitucionalidade, e prontamente chumbada pela unanimidade do Tribunal Constitucional, «Cavaco Silva tem "pareceres" que não apontam para a inconstitucionalidade do Orçamento». Andaram todos na mesma escola e nunca se enganam e raramente têm dúvidas.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Da série "Grandes Primeiras Páginas"

por josé simões, em 20.12.13

 

 

 

A primeira página do i

 

 

 

 

 

 

||| Qual é o espanto?

por josé simões, em 19.12.13

 

 

 

Foi respeitada a Constituição da República e o Estado de Direito [ainda] funciona, o contrário é que seria de estranhar.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| O Banco de Portugal é uma instituição credível e independente?

por josé simões, em 10.12.13

 

 

 

Dito de outra maneira, a "crença" do Banco de Portugal ignora os cortes de 3,9 mil milhões de euros [1,320 mil milhões de euros via cortes na despesa com pessoal] constantes no Orçamento do Estado para 2014? Se não ignora os cortes está em "modo adivinhação" e já conta com o eventual chumbo [mais um] do Tribunal Constitucional? Se conta com o eventual chumbo do Tribunal Constitucional faz ao mesmo tempo fé na palavra do Governo de que não tem um "plano B"?

 

«Portugueses estão de volta ao consumo, acredita o Banco de Portugal»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Isto é abjecto. Ponto final

por josé simões, em 24.11.13

 

 

 

"Depois de terem sido estimuladas a deixar o emprego, foram-lhes dadas garantias que hoje se preparam para lhes retirar. Se essas garantias não tivessem sido dadas, não teriam saído" das empresas”.

 

Isto é abjecto. Ponto final. O problema é que o problema começa mais atrás, muito mais atrás. Começa nas privatizações cavaquistas, nos 80s, quando se "limparam" as empresas para as tornar mais atractivas para os compradores, que ainda não eram investidores. Na altura em que em todas as ruas abria um café ou uma pastelaria em todas as portas e vãos de escada, montadas com o dinheiro das indemnizações, e quando se deu o boom dos empreiteiros, que empregavam as mesmíssimas pessoas, aquelas que não montaram um café e uma pastelaria, ou porque a indemnização não chegava ou porque não tinham vocação para empregado de balcão ou porque não estavam para aí viradas, para fazer o mesmíssimo trabalho que faziam na mesmíssima impressa antes da privatização, agora sem encargos para a empresa e sem encargos para o empreiteiro, contratos apalavrados e assim. Sobrava sempre para o mesmo, para o contribuinte, vulgo Estado via Segurança Social, que arcava com as pensões de reforma, com os complementos, com os subsídios de desemprego e por aí. Até chegarem agora uns gajos que tratam o Estado como se de uma empresa se tratasse e o querem "limpar" como os pais "limparam" as empresas. E as pessoas para onde é que se viram?

 

[Imagem de Julia Geiser]

 

 

 

 

 

 

||| A sério?!

por josé simões, em 22.11.13

 

 

 

«Quem tem por missão fazê-las respeitar não pode dar o exemplo de as violar»

 

«num Estado de Direito há regras que devem ser observadas e limites que não podem ser ultrapassados»

 

 

A sério?! Miguel Macedo é ministro da Administração Interna deste Governo, desta maioria que, desde o dia da tomada de posse mais não fez do que violar as regras e ultrapassar os limites, desde os sucessivos Orçamentos do Estado até ao contrato social, ignorando que tem por missão fazê-las respeitar e dar o exemplo, ou foi só ali comprar cigarros e chegou agora?

 

[Imagem de LambertoTeotino]