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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| Qual foi a parte que eu não percebi?!

por josé simões, em 07.09.12

 

 

 

Não questionado a efectiva "redução da população" escolar, nem sequer o argumento de que o Estado não é, nem deve ser, uma "agência de colocação de emprego", há professores a mais e aumenta-se o número de alunos por turma, com claro prejuízo para o aluno, para o processo de aprendizagem, para a qualidade do ensino, e para o professor? Qual foi a parte que eu não percebi?!

 

 

 

 

 

 

|| Falta sopeira e mulher-a-dias

por josé simões, em 29.08.12

 

 

 

E dar graças ao dono da oficina por nos aceitar os filhos sem remuneração, e ao mestre pelo tempo que perde a ministrar-lhes conhecimento:

 

«eletricista, talhante, agricultor ou canalizador»

 

 

 

 

 

 

|| O admirável mundo novo de Nuno Crato

por josé simões, em 25.07.12

 

 

 

E é nesta altura do campeonato que a universidade, pressionada pela falta de fundos, procura fontes alternativas de rendimento e abre as portas do campus às marcas e às corporações que, como contrapartida, levam consigo projectos educativos próprios – a célebre bandeira de a escola ter um projecto educativo próprio e independente do centralismo e condicionalismo do Ministério da Educação, pois… –, e desenganem-se os que pensam que fica por aqui, ainda há os menus das cantinas em exclusividade para determinadas marcas de fast-food, os equipamentos desportivos e o desporto escolar disputados por outras, os computadores e software "generosamente" oferecidos, a educação ambiental patrocinado por uma companhia que afinal não destrói o ambiente e o ecossistema mas cria emprego e, no final das contas feitas, onde é que está a linha que separa a educação da publicidade e da formação dos futuros consumidores na/ da aldeia global. O admirável mundo novo.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Rock 'n' Roll High School

por josé simões, em 13.04.12

 

 

Uma vez que, e segundo a teoria do ministro Nuno Crato, parece não haver relação directa entre o número de alunos por turma e a qualidade da aprendizagem, sugere-se ao Ministério da Educação a compra do Pavilhão Atlântico, por forma a juntar todas as turmas da região de Lisboa numa só classe. Economiza-se em espaço e em meios e resolvem-se dois dos problemas que parecem afectar este Governo – o investimento na melhoria das instalações da escola pública, e a contratação e o despedimento de professores. Além do investimento na compra do pavilhão ser rápida e facilmente recuperável em horário nocturno, pelas salas cheias nos concertos de Madonas e Ladys Gagas e Coldplays e outras superstars do top of the pops e mais uns festivais avulso.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Desculpem por não ficar eufórico mas…

por josé simões, em 11.04.12

 

 

 

Se tem dívidas ao fisco e/ ou à Segurança Social e está em condições de agora regularizar a situação, ou foi por desleixo ou por tentativa de fuga e, quer numa quer noutra situação, a grande maioria com possibilidades económicas para pagar os estudos dos filhos e dispensar as bolsas. A outra hipótese é não ter mesmo dinheiro para fazer face às despesas do dia-a-dia e o fisco aparece em último lugar no rol das prioridades, atrás da alimentação, do vestuário, da água e da luz e etc. Por isso queiram desculpar por não desatar aqui a pregar saltos e "hurras!" de euforia, mas há aqui qualquer coisa que não bate certo…

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Não ter a noção do ridículo

por josé simões, em 23.03.12

 

 

 

Atente-se no pormenor: «[…] mas também em todas as escolas do pré-escolar do agrupamento e noutras de Lisboa e Cascais"». Portanto, os mouros detêm o controlo dos territórios, para lá das Linhas de Torres pelo menos.

 

"Pinto da Costa, olé!/ vai-te embora pulga maldita/ batata frita/ SLB filhos da puta SLB/ Hulk! Hulk! Hulk!"

 

 

 

 

 

 

|| À atenção do ministro Nuno Crato

por josé simões, em 14.11.11

 

 

 

Além da História, devia o Ministério da Educação, em nome da redução de custos e/ ou contenção de despesas, acabar com o ensino do Inglês, em particular, e com toda e qualquer língua estrangeira, no geral, na escola pública.

 

É extremamente perigoso, e potencialmente subversivo, ter as pessoas a ir à net ler, noutras línguas, outras opiniões que não o discurso formatado da brigada do “direita volver!” dos paineleiros do comentário político-económico com lugar cativo para toda a época, nas rádios, televisões e jornais nacionais.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Coisas de mentirosos e trafulhas

por josé simões, em 13.10.11

 

 

 

Aumentar o financiamento ao ensino privado em €5148 por turma [*] contra o que havia sido previamente acordado no memorando de entendimento com a troika [and rationalising transfers to private schools in association agreements] ao mesmo tempo que a escola pública sofre um corte que é o triplo do que foi [também] recomendado pela troika é, além de um ataque sem paralelo ao ensino público, por assim dizer, uma grande mentira e uma trafulhice, e legitimar nas ruas o pior pesadelo de Pedro Passos Coelho, não é?

 

[Imagem]

 

[Via]

 

 

 

 

 

 

|| Lições de História

por josé simões, em 13.10.11

 

 

 

Compreendo que o ministro Nuno Crato, por ser mais dado às matemáticas e às estatísticas, tenha alguma dificuldade em perceber o lugar comum “um povo que não preserva o seu passado é um povo sem futuro”, ou, posso ser maquiavélico q. b., e ver no «corte nas aulas de História» uma interpretação da máxima da historiadora brasileira Helena Pignatari «um povo sem história é um povo sem memória», e como a primeira etapa da construção de um “homem novo”, totalmente ignorante do seu passado enquanto povo e enquanto Nação. Trabalhar, trabalhar, produzir, produzir, para satisfação plena dos mercados. Obey, obey, obey.

 

[Imagem]

 

By the way, a construção do "homem novo" já foi tentada no princípio do século XX, na Alemanha e na ex-URSS, e não deu resultado. 

 

 

 

 

 

 

|| Ministério da Educação, mercearia fina

por josé simões, em 06.10.11

 

 

 

Fazer contas de merceeiro é um matemático e estatístico com responsabilidades governativas não perceber a diferença entre investimento a longo prazo e poupança no imediato. Depois “ai Jesus!” que o negócio corre mal. Não viria daí grande mal ao mundo, mais uma mercearia de bairro que fecha, se o “ai Jesus!” não fossem as gerações futuras e o futuro do país.

 

«Cortes para a Educação já são o triplo do que foi recomendado pela troika»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| «Liberdade para escolher» my ass!

por josé simões, em 03.10.11

 

 

 

Isto não me cheira bem. E nem sequer me estou a referir ao factor cobaia do «existem ainda "muito poucas" experiências internacionais neste âmbito» porque, na prática, o que vai acontecer é que as escolas vão ter liberdade para escolher os alunos que quiserem. Tomemos como exemplo a Escola Secundária da Bela Vista em Setúbal, cá para os fundos do ranking nacional, e a Escola Secundária de Bocage [ex-Liceu], também em Setúbal, e lá para o topo do referido ranking, e vamos lá distribuir “cheques-ensino” pelos pais/ encarregados de educação. O afluxo de alunos ao Liceu vai ser de tal ordem que vai ser necessário pôr alguma ordem na coisa. E como é que essa “ordem” vai ser conseguida? Por uma selecção feita pela própria escola, através de uma entrevista aos pais/ encarregados de educação [como já acontece no Reino Unido], or ever. E quem é que vai ficar de fora nessa selecção? Ah pois é.

 

[Imagem Patrizia Berardo,1961, Quinta Elementare]

 

 

 

 

 

 

|| Venha a nós [*]

por josé simões, em 30.09.11

 

 

 

O sindicato que apoia os professores barricados no Ministério da Educação em protesto pela sua não colocação é o mesmo sindicato que mantêm o silêncio sobre os professores com baixa médica fraudulenta, a ocupar um posto de trabalho enquanto colegas habilitados continuam no desemprego, e para prejuízo de milhares de alunos e do bolso do contribuinte. [*] E seja feita a vossa vontade.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| A idiotacracia

por josé simões, em 28.09.11

 

 

 

Tomando como exemplo o Rendimento Social de Inserção e o princípio orientador deste Governo de acabar com ele porque não é de apoio às famílias mais carenciadas de que se trata mas de apoiar malandros e calaceiros com o dinheiro dos contribuintes, como explicar que o «valor pecuniário será afecto a projectos existentes na escola destinados a apoiar alunos ou famílias carenciadas» [clicar na imagem para ler edição em papel], os tais malandros e calaceiros, e como explicar a caridadezinha imposta de «ao aluno que deveria receber o dinheiro caberá seleccionar “aquela que deverá ser beneficiada”», introduzindo logo à nascença um factor segregador social [ou "elevador social", como falava o parolo dos chapéus na campanha eleitoral] dando como adquirido que o aluno premiado não pode vir de uma família carenciada? Se é que a idiotacracia tem explicação.

 

«Ministério cancelou prémios de 500 euros a dias de entregá-los aos melhores alunos do país»

 

[Imagem Victor Zobulovich , The inventor of the flying hat]

 

 

 

 

 

 

|| Notícias do Estado agência de colocação de emprego para toda a vida

por josé simões, em 26.09.11

 

 

 

Entretanto milhares de alunos continuam sem professor e centenas de professores continuam no desemprego porque o posto de trabalho está ocupado pela baixa médica passada por irresponsáveis do juramento de Hipócrates. De permeio é possível encontrar o dinheiro do contribuinte, o Serviço Nacional de Saúde, a escola pública gratuita, e essas coisas todas bonitas que é bonito dizer-se nas televisões.

 

«70 mil atestados médicos a professores em 4 meses»

 

[Brigitte Bardot na imagem]

 

 

 

 

 

 

 

|| Os brâmanes

por josé simões, em 21.08.11

 

 

 

Ou o dia em que o comissário Nogueira descobriu que a “unidade da classe operária” mais o “internacionalismo proletário” é uma coisa muito bonita nos livros, e que a luta dos “seus” profs pode vir a ser vítima do sistema de castas imposto criado pelo sindicato que dirige, em 30 e tal anos de “negociações” contratuais e salariais.

 

(Imagem)