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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Hoje há caracóis

por josé simões, em 23.02.16

 

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Ver Miguel Morgado, um dos ideólogos do "social-democrata, sempre!" Pedro Passos Coelho, no debate parlamentar ao Orçamento do Estado para 2016, "muito bem! muito bem!", sentado ao lado de Marco António, de Gaia, diz muito da espinha dorsal dos nossos liberais de pacotilha.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| O capitalismo mata o capitalismo

por josé simões, em 22.07.15

 

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A ideia é simples e universal: empobrecimento geral – que a austeridade é purificadora e liberta o homem e os Estados dos 7 pecados mortais, baixos salários e diminuição dos custos dos trabalho, ausência de direitos e garantias, aumento da mais-valia ao patrão e accionista.


Depois do plano gizado e universalmente aplicado um dos ícones do capitalismo – a Apple, vende 47, 5 milhões de iPhones em três meses – um aumento de 35%, mas não chega, os investidores queriam mais, muito mais do que o aumento de 38% dos lucros e as acções "deslizaram" [bonito termo da novilíngua] 7%.


Não lhes passou pela cabeça baixar o preço final do produto, produzido quase de graça aí num qualquer mercado do crescimento supersónico a dois dígitos, como forma de aumentar as vendas já que do empobrecimento geral e da baixa dos custos de trabalho e da perda do poder de compra não sobra nada ao colaborador ex-trabalhador para se dar ao luxo de transportar iPhone no bolso de trás das calças.


Capitalismo sem consumismo. Pois sim.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 21.12.14

 

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«Por isso vou fazer-vos uma revelação: eu já não sou liberal. [...].Tem é de haver mais autoridade do Estado. [...]. E olhe que me custa dizer isto. Até estou comovido…». Ponto


E vírgula. Nunca foi liberal. Dizia que era mas não era. E isso é outra coisa. Como era e foi a defesa da intervenção da Câmara do Porto, com dinheiros dos contribuintes, todos, no Boavista FC para salvar o clube da gestão Loureiro, como o há época já um artista com "a" grande defendeu nas páginas do Correio da Manha e na caixa de comentários aqui do blog, nos idos de 2008. Ou então é o mui famoso "liberalismo à moda do Porto" sempre na boca de Carlos Abreu Amorim [sem querer com isto eu ofender os liberais do Porto].


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||| T. P. C. [Trabalho Para Casa]

por josé simões, em 15.06.14

 

 

 

 - Definir "intelectual"

 - Depois de encontrada a definição para "intelectual" incluir João Pereira Coutinho, Henrique Raposo, Pedro Mexia, João Miguel Tavares e Pedro Lomba na categoria.

 

«Os intelectuais de direita estão a sair do armário»

 

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||| Liberalismo e neoliberalismo não rimam com direitos humanos nem com dignidade

por josé simões, em 10.04.14

 

 

 

Que o Estado se deve restringir às funções de soberania e deixar a economia aos mercados e à auto-regulação e que as empresas economicamente inviáveis devem falir por si, numa espécie selecção económica natural do direito do mais forte à liberdade, sem qualquer espécie de ajuda e/ ou intervenção estatal. Daí o ser-se contra um patamar mínimo para o salário mínimo, estabelecido pelo Governo, por impedir que as empresas economicamente inviáveis sobrevivam à custa de salários incompatíveis com a dignidade humana e com a dignidade do trabalho, e com trabalho a roçar o trabalho escravo. Liberalismo e neoliberalismo não rimam com direitos humanos nem com dignidade e quem não pode pagar €500 de salário vai trabalhar por conta de quem possa.

 

 

 

 

 

 

||| O liberalismo em todo o seu esplendor

por josé simões, em 19.11.13

 

 

||| E a China aqui tão perto

por josé simões, em 10.11.13

 

 

 

"Reformas económicas sem precedentes", direitos humanos, independência do sistema judicial e liberdade de imprensa fora da agenda. A caminho do liberalismo.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Argumentos "liberais" para a destruição do sistema capitalista

por josé simões, em 12.10.13

 

 

 

«Gosto das definições de "regime contributivo" que implicam que se tem direito a muito mais do que aquilo que se contribuiu»

 

«Se é contributivo não faz sentido que pague mais do que se contribui»

 

O que um dos "grilos falantes" [na versão bondosa] do Governo Passos/ Portas nos diz, ou aquilo que o Governo PSD/ CDS-PP pensa mas não tem coragem de nos dizer [n’ A Versão] é que Karl Marx tinha razão quando teorizou a Lei da Mais-Valia [na versão bondosa], ou que o lucro é ilegítimo [n’ A Versão].

 

Ora se um operário para produzir, por exemplo, uma cadeira despende 2 horas de trabalho diárias, por que razão, ou razões, há-de ter um horário de trabalho de 8 horas? Ou bem que trabalha as 2 horas necessárias para produzir a cadeira ou bem que recebe em função do horário de 8 horas de trabalho diárias, ou seja, 3 vezes mais.

 

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|| Por falar em liberalismo

por josé simões, em 27.02.12

 

 

 

[…] fomos campeões do liberalismo, na nossa região, e da desmontagem do Estado. […] fomos excelentes alunos das ideias do denominado Consenso de Washington. […] Houve um aumento da desigualdade e uma situação muito grave, a debilitação do Estado. Os períodos de violência – que foram muito intensos e cruéis – têm a ver com a ausência do Estado no território nacional… (…) O que temos de fazer, agora, é reconstruir o Estado, porque não há uma dicotomia entre o Estado e o mercado, é o contrário: onde chega o Estado, chega o mercado. […] Não se trata de criar um Estado burocrático e pesado, mas permitir que a segurança do cidadão, a educação, a saúde possam chegar à totalidade do território nacional. Isso vem em conjunto com o objectivo de ter uma sociedade menos desigual, uma sociedade com uma melhor distribuição de rendimentos. […]

 

Desmantelar o Estado e a iniciativa privada e as ruas a arder. Depois não digam que não foram avisados. Rafael Roncagiolo, ministro dos Negócios Estrangeiros do Peru, a partir do minuto 12:51.

 

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Antes pelo contrário!

por josé simões, em 10.09.08

 

Boas notícias para os neo-liberais. E ainda a procissão vai no adro

Daqui por uns anos as instituições hão-de vir a ser outra vez privatizadas. Volta tudo à estaca zero. Especulação à farta; novas fortunas na calha, os mesmos de sempre com a corda na garganta e os mesmos de sempre a saírem impunes (e ricos), porque há sempre alguém, perdão o Estado, perdão todos nós, que assume o risco e tapa os buracos.

 

O liberalismo ainda é o que era.

 

(Ilustração de Beryl Cook via Dayli Telegraph)

 

 

 

Liberais de meia-tigela

por josé simões, em 26.05.08

 

 

Até eu, que de liberal só ao nível de costumes, nada ou quase nada na economia, sou um defensor do princípio do utilizador-pagador, por uma questão de justiça social; nomeadamente nas Scut.

 

Mas há liberais, com “éle” grande, daqueles mesmo, mas mesmo liberais, que arrumam o liberalismo na gaveta em favor do cumprimento de promessas por parte do Governo. Mesmo que essas promessas impliquem um custo de cerca de 300 milhões de euros ao erário público.

 

É o liberalismo em versão regionalista, onde são permitidas excepções: para o futebol; para as SCUT. Até ver, que a procissão ainda vai no adro.

 

Recorrendo a um termo ultimamente muito em voga: liberais de meia-tigela.

 

(Na imagem capa de Autobahn dos Kraftwerk; vinyl)

 

 

 

 

Coisas do liberalismo

por josé simões, em 11.06.07

O que quer dizer João César das Neves, quando escreve no Diário de Notícias de hoje: “Por detrás das imposições há uma falácia perversa. Elas estão ligadas a preocupações que, em geral, os ricos adoptam voluntariamente, porque têm possibilidades para isso. Forçando-as a todos, a lei diz beneficiar os pobres, a quem garante produtos de qualidade. Mas essas exigências pagam-se. As coisas passam a ser boas, legais e inacessíveis. Impor hábitos de rico torna todos mais pobres.”; refere-se à Interrupção Voluntária da Gravidez, em que participou activa e encarniçadamente, dando a cara pelo “Não”? Refere-se à eutanásia? Aos casamentos homossexuais? Não. A insurgência de João César das Neves é porque “A defesa do consumidor justifica hoje miríades de leis, regulamentos e prescrições. Como todos os exageros, o resultado é em grande medida precisamente o oposto, oprimindo o cidadão para beneficiar alguns instalados.

Trocando por miúdos, está contra – e eu estou com ele – a intromissão do Estado na esfera privada dos cidadãos, com a sua “fúria controladora”, seja através de uma lei que proíbe os tradicionais galheteiros nos restaurantes, até outra que proíbe as colheres de pau e, pelo meio, mais uma quantidade sem fim de normas e obrigações, desde cadeirinhas de determinado tipo para transportar crianças em automóveis, determinado tipo de embalagens para acondicionar alimentos, garagens de inspecção para viaturas, licenciamentos camarários, seguros por isto e por aquilo, etc. etc. etc.

Só que o liberalismo, e principalmente o made in Portugal, tem destas coisas; no fait-divers do dia-a-dia do cidadão, todo o Estado é demais; naquelas coisas fundamentais que possam colidir com o conservadorismo existente e instalado de que César das Neves é uma das faces visíveis, e que é castradora da liberdade política filosófica, ética, ou religiosa de cada um, como sejam os casos atrás referidos do aborto, da eutanásia, dos casamentos homossexuais, despenalização de drogas leves, todo o Estado existente ainda é pouco.

Coisas do Liberalismo

por josé simões, em 08.05.07

Nem sempre os bons exemplos vêm do estrangeiro.

Uma pergunta simples e de resposta aparentemente fácil, foi por mim colocada a amigos ingleses e portugueses durante a minha última estadia na capital britânica.

Se o objectivo, declarado pelas autoridades, é fazer com que as pessoas usem cada vez mais os transportes públicos em detrimento do transporte privado, para evitar congestionamentos na cidade, poluição atmosférica e sonora, emissão de gases, etc., etc., etc. qual a razão para o preço dos bilhetes nos transportes públicos em Londres, ser mais caro na chamada “hora de ponta”, que nas outras horas?

Ninguém soube responder. Ninguém conseguiu encontrar uma justificação plausível para esta aparente contradição.

Eu tenho uma explicação. Talvez uma explicação vista através dos olhos de um português, mas ainda assim uma explicação.

Primeiro criam-se portagens, elevadíssimas, a taxar as viaturas que entrem no centro da cidade – Westminster – usando um argumento aparentemente consensual; o ambiente e a qualidade de vida. E as pessoas começam a deixar o carro em casa. Depois aumentam-se os preços dos transportes públicos nas horas de ponta. Ganham todos. Ganha o Council com as portagens. Ganha a empresa, que vê os lucros disparar com as tarifas adaptadas. Perde o suspeito do costume…

Longe de mim suspeitar de um conluio entre o Mayor de Londres, Ken Livingston, e a empresa de transportes Arriva para meter a mão ao bolso dos londrinos… Mas que ele há coincidências do Arco-da-Velha, lá isso há!

Começo a concordar com alguns blogues cá do sítio. Leiam Hayek!

Só um aviso para quem meter mãos à obra: Mind The Gap!