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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Ainda gozam com os cidadãos [I]

por josé simões, em 27.10.15

 

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Ministério das Finanças


Maria Luís Albuquerque, «não vamos falar em cortes de 600 milhões, nunca ninguém falou em cortes».

 

 

 

 

||| Alemanha declara guerra à Rússia

por josé simões, em 14.10.15

 

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É a primeira página dos jornais económicos [e adjacentes] de amanhã, depois de terem gastos os trunfos todos logo no primeiro dia.


«Portugal emite 1.300 milhões de euros em dívida com juros inferiores aos do mercado»


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||| Mito urbano

por josé simões, em 13.10.15

 

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Mito urbano. A direita que sabe fazer contas:


«[...] ausência de fornecimento por parte do governo e da coligação de informação indispensável ao suporte financeiro das medidas que apresentaram e que é indispensável para podermos avaliar da consistência e da credibilidade do exercício que nos é apresentado.» [A partirt do minuto 02:49]


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||| Da tradição

por josé simões, em 12.10.15

 

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E depois havia a tradição. O filho do pedreiro era pedreiro, o filho do pescador era pescador, o filho do sapateiro era sapateiro, o filho do trabalhador rural era trabalhador rural, que por acaso era camponês, e por aí, e andavam na escola até à quarta classe a aprender que D. Afonso Henriques tinha sido o primeiro rei de Portugal e que em 1385 tinha havido uma batalha em Aljubarrota onde tínhamos dado nos cornos dos espanhóis, os rios do Continente, as plantações das Ilhas Adjacentes e os caminhos-de-ferro do Ultramar, a escrever o nome para quando fossem tirar o bilhete de identidade ao registo civil e a tabuada de cor e salteado para contar os trocos e o rol a pagar na mercearia no final do mês. O filho do rico era o filho do rico e o filho do doutor era o filho do doutor, categoria que abrangia todos os doutores de todas as categorias à face da terra, à excepção do engenheiro que era senhor engenheiro e era filho do senhor engenheiro. As mulheres eram as mulheres com a nuance de poderem ser mulheres ricas ou mulheres pobres, mulheres dos ricos ou mulheres dos pobres, quietas lá no seu sítio de donas de casa e parideiras. Na Santa Paz do Senhor, Amém.


Depois vieram os comunistas e os anarquistas e os socialistas e os esquerdistas e os do reviralho e ficou tudo de pernas para o ar e já não se percebe quem é quem. E é preciso um electricista e já não há electricista, só se for um brasileiro, que o filho do electricista agora é engenheiro. E é preciso um estucador e já não há estucador, só se for um preto qualquer das ex-colónias, que o filho do estucador agora é advogado e preto estucador é o pai que os filhos dos pretos estucadores andam no gamanço e a vender droga. E depois é preciso um canalizador e já não há canalizador, só se for um ex-comunista qualquer do leste da Europa, que o filho do canalizador agora é médico. Onde é que já se viu?!


E há que corrigir estas distorções à tradição e ao normal funcionamento da sociedade e isso consegue-se dando às famílias a possibilidade de escolher a melhor escola que dê o melhor ensino e a melhor educação aos seus rebentos, coisa até agora impossível de conseguir por causa do interregno que foi o fim da tradição imposto de fora pelos outros, sem respeito, comunistas e anarquistas e socialistas e esquerdistas e do reviralho.


E o senhor Presidente do Conselho preocupava-se com as coisas que eram de preocupação e os trabalhadores preocupavam-se com as coisas que eram de trabalhar e os colaboradores preocupavam-se com as coisas que eram do colaboracionismo e os engenheiros com as coisas que eram da engenharia e os doutores com as coisas que eram dos doutores, em geral, e da medicina, em particular, e não haviam cá estas democracias da democracia e de haver eleições onde ninguém elege um primeiro-ministro, quanto mais um Presidente do Conselho, mas onde são eleitos deputados que formam maiorias.


E pode o partido que não ficou em primeiros no final da contagem formar Governo, com o suporte da maioria dos deputados que foram eleitos para formar maiorias e não para eleger primeiros-ministros, e governar? Não pode, por causa da tradição.


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||| Um pantomineiro explica a outro pantomineiro como se formam as maiorias no sistema político-constitucional português

por josé simões, em 10.10.15

 

 

 

 

 

 

||| De má-fé

por josé simões, em 09.10.15

 

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Não bastava Pedro Passos Coelho, depois de ter estado sentado à mesa com Marco António Costa ao seu lado, vir atirar a contenção do défice e o travão ao endividamento à cara do Partido Socialista, à saída de uma reunião pedida por Cavaco Silva – vai aos mandados e não percas o troco pelo caminho – a fim de achar soluções de governabilidade – porque a maioria ganhou e a maioria que ganhou é que forma Governo e porque a maioria que ganhou e que forma Governo precisa do aval da maioria que não ganhou – enquanto enrolava conversa durante 15 infindáveis minutos sobre a ausência de propostas do Partido Socialista, sem possibilidade de contraditório para António Costa que havia sido bastante comedido nas declarações, truncando o recado de Cavaco Silva – quem está em apuros é que propõe – a mesma táctica usada durante a campanha eleitoral – enquanto falamos do programa do Partido Socialista ninguém fala do nosso, que não existe porque é mais do mesmo – para, no final, depois de 15 minutos de conversa enrolada, em vacuidades sempre iguais com roupagens diferentes, o mentiroso ser rasteirado pela própria mentira, com que queria rasteirar a opinião pública, ao deixar cair para os jornalistas que "a reunião foi a nosso [deles] pedido" – ora se a reunião foi a pedido deles por que cargas de água é que António Costa havia de aparecer cheio de propostas na manga? – enquanto os jornalistas já papagueavam a bom papaguear para todas as rádios e televisões  que a reunião tinha dado em nada por ausência de propostas do Partido Socialista.


Esta gente não é de confiança. Esta gente está de má-fé em tudo o que se mete e com tudo o que se mete no seu caminho. E é bom que o Partido Socialista tenha aprendido a lição da campanha eleitoral porque a campanha eleitoral ainda não acabou, como se viu pelo chorrilho de mentiras cheias de "sentido de Estado" saídas da boca de Pedro Passos Coelho à porta da reunião com António Costa.


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||| Da série "Coisas Verdadeiramente Surpreendentes"

por josé simões, em 08.10.15

 

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A direita, eleita Governo, pode privatizar todas as empresas públicas, alienar a participação do Estado em empresas, desmantelar o Estado social em benefício do sector privado, tudo com o argumento, inatacável, "porque assim estava no programa eleitoral que foi a votos", apesar de, arrisco, mais de 90% dos eleitores nunca lhe ter posto a vista em cima e de ter sido cuidadosa e meticulosamente escondido de todo e qualquer debate.


A esquerda, hipoteticamente no Governo, não pode questionar a participação de Portugal na NATO [se é que alguém no seu perfeito juízo, com excepção da agit-prop de direita, acredita que o PCP e/ ou o Bloco de Esquerda uma vez no Governo teriam isso como prioritário], nem a legitimidade do Tratado Orçamental, nem considerar a saída de Portugal do Euro, nem a renegociação da dívida pública, apesar de tudo isso estar no programa eleitoral que foi a votos e apesar dos portugueses nunca terem sido tidos nem achados sobre esses temas, que para governar estão cá os iluminados e o povo ignaro não se deve preocupar com essas minudências.


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||| Dia 1

por josé simões, em 07.10.15

 

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«[...] o PCP rejeitará “qualquer moção de rejeição vinda do PSD ou do CDS” a um programa de governo socialista [...]»


[...]


«E garantiu que não põe como condição entrar num governo socialista. E também "não significa que o programa do PCP ou do PS tenham de estar contidos no programa do governo"»


[...]


«O que estamos discutir não é o programa dos partidos, porque cada um tem o seu programa. O que estamos a discutir são as medidas de políticas consideradas prioritárias para o país [...]»


[...]


«Não estivemos a trabalhar sobre o que nos divide, mas a trabalhar em torno de perspectivas comuns e actuações prioritárias que correspondam à vontade dos cidadãos para que haja uma alteração de políticas em Portugal»


[Álvaro Cunhal na imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| Conversa de merda

por josé simões, em 07.10.15

 

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Afinal parece que Cavaco Silva não incumbiu Passos Coelho de formar Governo apenas o encarregou de «"desenvolver diligências" para encontrar "uma solução governativa que assegure a estabilidade política e a governabilidade do país"»


Podia era ter guardado para ele a conversa que os dois tiveram e poupado o país a uma homilia à hora do jantar, à laia de armar confusão onde ela não existe e desestabilizar o que já por si está instável, uma vez que a figura de "Orientador de Formador de Governo" não existe na Constituição da República Portuguesa, que jurou cumprir e fazer cumprir e que quem encarregou de diligenciar soluções de governabilidade olimpicamente ignorou durante 4 anos.


[Imagem de Jan van de Velde via Wellcome Library]

 

 

 

 

||| Golpe de Estado institucional

por josé simões, em 06.10.15

 

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Ignorar a Constituição da República na consulta a todos, todos os partidos sem excepção, com assento na Assembleia da República, ouvir um, um só líder de um partido e antes de estarem todos os resultados eleitorais apurados e promulgados, invocar a Constituição da República e os acordos e organizações internacionais para ilegalizar dois, dois partidos com assento na Assembleia da República, com deputados eleitos em eleições livres e democráticas e acudir a outros dois que durante quatro, quatros anos governaram contra a Constituição da República que por cobardia e mentira política não ousaram propor a revisão, passar uma rasteira ao Partido Socialista.


Cavaco Silva, o delegado desportivo no campeonato inter-turmas do liceu.


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||| "Gralha", dizem eles

por josé simões, em 24.07.15

 

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Descontando aquela parte do estudo do FMI abranger o período compreendido entre 2008 e 2012 e o acção de propaganda do Governo reportar a 2011/ 2015, a gente faz de conta que acredita, que é "gralha".


«O Governo redigiu um documento de quase 90 páginas em que faz o balanço dos quatro anos de legislatura com as medidas tomadas em várias áreas. Na área social, admite que os mais pobres foram mais afectados pela crise. É uma gralha, admite o Governo. E vai corrigir.»

 

 

 

 

||| Depois da "vanguarda da classe operária"

por josé simões, em 20.07.15

 

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A "vanguarda da zona euro":


«[n]o nascimento de uma "vanguarda" na zona euro "com os países que o decidirão"»


[Na imagem postal comemoratido da Revolução de Outubro]

 

 

 

 

||| Entretanto no Twitter...

por josé simões, em 02.04.15

 

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||| Cenas dos próximos capítulos: a besta do apocalipse

por josé simões, em 08.12.14

 

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A introdução do factor medo na equação, o invocar "os mercados", o apocalipse e o dia do juizo final, na eminência de uma "deriva" esquerdista do PS, materializada num governo de coligação à esquerda. Vai ser já na fase do desespero de causa e vai ser o momento exacto para aferir a máxima que vai perseguir, para o bem e para o mal, António Costa até ao fim dos tempos: "Se pensarmos como a direita pensa, acabamos a governar como a direita governou. A mudança necessária exige ruptura com a actual maioria e a sua política".


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||| Mais rigidez patronal

por josé simões, em 21.04.14

 

 

 

Um sindicato que represente menos de 30% dos trabalhadores do sector pode assinar um contrato colectivo de trabalho que vai valer para todos os trabalhadores de todas as empresas, médias, pequenas ou grandes, desse mesmo sector.

 

Uma central sindical que represente 30%, ou se calhar ainda menos, dos trabalhadores e que é onde os sindicatos que assinaram o contrato colectivo de trabalho e que representam menos de 30% dos trabalhadores estão agregados, pode assinar, em sede de Concertação Social, um Código do Trabalho que vai servir de "Bíblia" a todos os trabalhadores, seus filiados ou não, sindicalizados ou não, filiados noutra central sindical ou não.

 

As portarias de extensão – «que na prática alargam os efeitos de uma convenção a todo um sector, garantindo a sua eficácia» – só vão poder ser publicadas quando a associação patronal que assinou a convenção em causa represente mais de 50% dos trabalhadores de um sector.

 

Viva!

 

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