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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Idiotas úteis

por josé simões, em 06.09.15

 

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Como é que as televisões, todas, sabiam que Marcelo Rebelo de Sousa estava na Festa do Avante! ?

 

 

 

||| Wishful thinking

por josé simões, em 05.09.15

 

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«Marcelo diz que campanha de Costa "está nas mãos" de Sócrates»


[Imagem]

 

 

 

 

||| "Os Melos, os Espírito Santo e os Champalimaud"

por josé simões, em 11.12.14

 

quem tem medo do comunismo.jpg

 

 

"Os Melos, os Espírito Santo e os Champalimaud", os parasitas, e um coro de assobios e apupos. Era isto que a gente ouvia, sempre, nos comícios do PCP, da boca de Álvaro Cunhal, Carlos Brito, Sérgio Vilarigues, Octávio Pato e perdoem-me os que ficaram esquecidos.


«A Festa do «Avante!» tem com o BES/Novo Banco uma relação comercial que tem como principal elemento a titularidade de uma conta bancária onde são depositadas e movimentadas as receitas da Festa»


A coerência fica-vos tão bem.


[O poster na imagem é meu]

 

 

 

 

 

|| Atalaia Red Summer Festival

por josé simões, em 05.09.10

 

 

 

 

 

Ver na televisão o secretário-geral vestir a mesma camisa branca que o secretário-geral vestia para ler o mesmo discurso que o secretário-geral lia é qualquer coisa de surreal.

 

Em Santa Maria da Feira também fazem um festival medieval.

 

 

 

|| Deixa-me rir! (*)

por josé simões, em 10.06.09

 

O gargalhar quando escuto ou leio que, as «leis dos partidos políticos e do respectivo financiamento têm, desde a primeira hora» como objectivo último «atacar o PCP e a sua forma de organização e regras de funcionamento». A presunção; o grau de importância em que o PCP se tem. Como se para “atacar” o PCP fosse necessário recorrer a uma qualquer Lei manhosa. Ou sequer o haver a necessidade de “atacar” o PCP. É d’outro mundo (o PCP). Para “atacar” o PCP basta a contagem de votos no dia das eleições depois de encerrarem as urnas.

 

Se o PCP tivesse um mínimo de honestidade política recusava que a sua Festa do Avante! fosse usada como álibi para o fartar vilanagem, de bombordo a estibordo, que a nova Lei do Financiamento dos Partidos vai proporcionar, e, no dia da votação, tinha votado contra, e com declaração de voto desmascarava a farsa. Assim sim o PCP subia muitos pontos aos olhos da opinião pública.

 

Deixa-me rir!

 

(*) Banda sonora do post

 

(Imagem de Dita Alangkara para a AP)

 

Festa do Avante!

por josé simões, em 08.09.08

 

Após uma ronda de prospecção pela vizinhança da blogocoisa, fiquei com a sensação que, da esquerda à direita, ter sido dos raros que não foi à Festa do Avante!

Ou foi impressão minha; camaradas?

 

(Também, nem que se mordam todos, algum dia hão-de vir a ter a vossa foto num cartaz da Festa. E mais não digo.)

 

(Foto roubada no Dayli Telegraph)

 

 

 

A não-notícia

por josé simões, em 06.09.08

 

“A organização da Festa do ‘Avante!’ impediu que fosse gravado um «sketch» do programa humorístico ‘Contra-Informação’, no decorrer do evento (…), com o boneco Paulo Tortas (…)”

 

Primeira página do Expresso.

 

Mas quem é que quer saber disto? A quem é que isto interessa?

À força de “moer” cai-se no ridículo; ou pensavam que a falta de sentido de humor era exclusivo dos alemães?

Give me a break!

 

 

Post-Scriptum: “Impediu”?!. Quer-me cá parecer que foi mais “não autorizou”…

 

 

  

Do Rock in Rio

por josé simões, em 06.06.08

 

“Mas o muito tempo de antena consagrado ao Festival da música dita jovem, embora correspondendo a um macronegócio gerido por gente não assim tão juvenil, explica-se por ser uma promoção publicitária, assumida ou disfarçada de informação pura, que terá tido aliás excelentes resultados no plano da eficácia.”

 

Não, não é à Festa do Avante! que se refere Correia da Fonseca. É ao Rock In Rio, que cada vez mais se parece com uma Festa do Avante!

Sem as bandeiras e o discurso da praxe.

 

Quanto ao resto estamos de acordo.

 

(Imagem roubada no TóColante)

 

 

 

1.º de Maio (Rewind)

por josé simões, em 06.05.08
Visto por Masson no Almocreve das Petas:
 
(Atenção à versão d’A Internacional pelos italianos Area; banda que tive o privilégio de ver ao vivo em 1976, na primeira Festa do Avante! nas antigas instalações da FIL à Junqueira, num pavilhão literalmente a rebentar pelas costuras, e onde o cheiro a erva era mais que muito!)
 
«Curiosamente a parte artística deste 1º de Maio, ou poesia dos trabalhadores (os que o são), teve as trovas & o lampejo do proleta da UGT, o sr. João Proença. Sabe-se que nós, por mero acaso, não somos de excursos suaves. Mas assistir ao folclore do sr. Proença neste 1º de Maio, enquanto nas vésperas (ou nos amanhãs que cantam) lambe liberalmente as mãos do patrão Sócrates (como antes do casto Bagão Félix), ou aos seus pomposos quanto hipócritas discursos, é demais mesmo se a pregação é mais do mesmo. Como diria o povo na sua sageza: "Um burro sobre um animal / à maneira de Portugal
 
 

Ainda a festa do Avante! (Os cúmplices)

por josé simões, em 04.09.07

 

“A direita tradicional é céptica em relação à intervenção cultural. Irrita-se com os apoios públicos, mesmo que representem uma parte insignificante dos orçamentos. Desvaloriza a produção. Receia as clientelas. Impacienta-se com os intelectuais. Desconfia das instituições e dos critérios de escolha. Subestima o impacto galvanizador dos projectos. Incomoda-se com a face subversiva da arte. No máximo, a velha direita considera legítimo que o Estado trate da conservação do património histórico, desde que se mantenha prudentemente afastado de fenómeno contemporâneo. É este o ponto de partida. É curto. É defensivo. É antiquado. Pede uma reviravolta, a bem da vitalidade. E é sempre da vitalidade que vem a excelência, a afirmação, a obra. Se há passado para invocar é porque alguém atrás inovou. Uma sociedade que não pretende a vanguarda petrifica.”
 
Gonçalo Reis in A Excepção Cultural na revista Atlântico de Março de 2007.
 
Houve uma época em que a cultura em praticamente todas as suas vertentes era “coutada” da Esquerda. Da música à literatura, passando pelo teatro, cinema, pintura, escultura, etc., era difícil, se não mesmo impossível, encontrar um criador que se reivindicasse do espaço político à Direita. A Direita dava-se mal com a cultura. Os criadores, os artistas, os intelectuais, davam-se mal com a Direita, muito por culpa desta, por não ter sabido cavalgar a onda da Revolução e ter ficado “lá atrás”, agarrada a um certo passado, conotada – por mérito próprio – com a ditadura.
 
Foi a época pós-revolução de Abril (PREC), e das eleições autárquicas subsequentes, em que, olhando para o mapa eleitoral autárquico, de Santarém para Sul era uma imensa mancha Vermelha, salpicada por alguns bastiões Rosa; a Azul e a Laranja só mesmo algumas regiões a Norte e na quase totalidade das Ilhas.
 
Como é sabido, as autarquias eram – e continuam a ser – os maiores empregadores culturais deste país, seja ao nível da promoção de espectáculos, seja ao nível da cedência de equipamentos, ou da atribuição de subsídios.
Será esta uma possível explicação para que os criadores / intelectuais / músicos conotados com uma certa Esquerda, por norma mais radical e rebelde em relação à (s) disciplina (s) partidária (s), ou ideologicamente mais afastada do PC e próxima de grupelhos como a UDP e outros m-l’s (marxistas-leninistas-maoistas) da altura – onde se incluia Zeca Afonso e todo o seu círculo à época (Sérgio Godinho, Vitorino e o clã Salomé, Samuel, José Mário Branco, etc.) -, que mantiveram sempre uma relação de conflituosidade com o PC, sempre terem aceite participar na Festa do Avante! apesar de todos os apesares. É que afrontar com uma negativa, a festa do jornal do partido organizador-mor de espectáculos, por via das autarquias que controlava, implicava ir para a lista negra e ficar quase todo o ano no desemprego (que o diga José Mário Branco). Posso compreender esta tomada de posição na altura, mas não a aceito, como já tive oportunidade de explicar aqui.
 
Agora, passados que são 33 anos sobre o 25 de Abril, e em que o PC perdeu a enorme influência que detinha nas autarquias, que estas cumplicidades se mantenham (veja-se o cartaz da festa deste ano), é que dá que pensar…

Ainda a festa do Avante!

por josé simões, em 04.09.07

 

Onde se dá conhecimento de carta, publicada na secção Cartas ao Director, na edição de hoje do Público:
 
Carta aberta a Sérgio Godinho, Vitorino e Janita
 
«Sei que vão estar presentes na Festa do Avante! Que se realiza de 7 a 9 de Setembro na Atalaia, Seixal. Por isso acredito que saibam que também vai estar presente o Partido Comunista da Colômbia. Organização que está ligada às FARC, que têm Ingrid Bettencourt sequestrada há mais de 200 dias. Apesar dos movimentos a pedirem a sua libertação, As FARC têm sido insensíveis aos mesmos.
Continuo a pensar que acontecimentos como a Festa do Avante! São óptimas ocasiões para dar visibilidade a movimentos como este. Pensando que num passado, não muito longínquo, as vossas vozes se fizeram ouvir em muitos palcos a pedirem justiça e libertação de presos políticos, lembrei-me de vos escrever esta carta para que na Festa do Avante! Façam o que já fizeram no passado e gritem bem alto: “Liberdade para Ingrid Bettencourt.”
Dir-me-ão que não será bonito fazê-lo em casa de quem vos pagou para actuarem, mas acredito que ainda mantenham a irreverência e o gosto pela liberdade da vossa juventude tão bem expressos em muitas das canções que ouvi em alguns dos vossos espectáculos e agora ouço em CD. Fico à espera.
António Monteiro Pais – Lisboa.
 
Caro António Monteiro Pais; ou muito me engano, ou é melhor esperar sentado. Passo a explicar:
Durante alguns anos da minha vida exerci a profissão de Roadie, que, caso não saiba, são aqueles fulanos que chegam ao local dos espectáculos algumas horas, ou alguns dias antes deles acontecerem, e que têm como missão montar, desde os palcos aos PA’s, até ao afinar as guitarras para os músicos, e que, no fim, quando toda a gente já se foi embora, ainda por lá ficam mais alguns dias ou algumas horas, para procederem à desmontagem de tudo antes de partirem para outro.
Corria o mês de Agosto do ano de 1991, quando na então URSS, Mikhail Gorbachev foi vítima de uma tentativa de golpe de estado, levada a cabo pelo famoso “Gang dos Oito” com o intuito de trazer de volta os tempos de Brejnev. Valeu na altura a coragem de um desconhecido Boris Ieltsin que subiu para cima dos tanques e o resto é História. Também é História o apoio dado pelo PCP aos golpistas pela voz de um senhor que, no seu blogue, é agora um “enorme” defensor das causas da liberdade e das lutas dos oprimidos.
 
Pois bem, como ia dizer, tive como profissão Roadie, e, nos idos de 1991 recebi uma convocatória da empresa com que trabalhava, para acompanhar a montagem do espectáculo de uma banda portuguesa – que como deve compreender, não vou revelar o nome – na Festa do Avante! (o golpe foi em Agosto, a Festa em Setembro). Recusei o serviço, argumentando que não podia pactuar com a ditadura e a opressão, ao aceitar trabalhar para alguém que apoiava na URSS, o que dizia lutar contra em Portugal.
Eu não fui à Festa. Aliás, nunca mais trabalhei em nenhuma Festa do Avante! desde essa altura. Deixei de ganhar uns cobres que bem falta me faziam. A banda foi. Aliás, a banda continuou a ir.
 
Caro António Monteiro Pais; é melhor ir buscar uma cadeirinha ou um banco porque a espera vai ser longa.
(*) Imagem via TóColante.

Exército de assassinos

por josé simões, em 02.09.07

Os amigos do PC. Sem mais comentários. Via Apdeites.

 

O PCP e os assassinos

por josé simões, em 01.09.07

 

Em constante actualização no Kontratempos.
aqui havia sido questionada a relação entre os 90 anos da Revolução de Outubro e a Defesa da Democracia. Mais uma para o rol.
 
O Der Terrorist associa-se à vaga. Tiago conta connosco; dizemos Presente!
Ler mais aqui.

Revolução de Outubro e Democracia

por josé simões, em 30.08.07

 

A Festa do Avante! comemora este ano os 90 Anos da Revolução de Outubro.
 
A Festa do Avante! vai debater as ameaças à Democracia.
 
Qual foi a parte que eu não percebi?!