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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| E depois há o "indicador de referência"

por josé simões, em 03.09.13

 

 

 

Que é o que a Função Pública costuma ser, por exemplo ao nível de aumentos salariais, para o sector privado. Pedro Passos Coelho sabia muito bem ao que ia quando propôs despedir por cima de toda a folha os trabalhadores do Estado. Já o estou a ver com aquele ar cândido a envolver o tom calmo, pedagógico e cheio de vírgulas, muito erudito e compenetrado, dizer depois: "então, se até o próprio Estado pode despedir por 'razões atendíveis', porque é que um empresário, o sector privado, que é quem cria riqueza para o país, não pode?".

 

Não, quem não tem formação política, cultural e democrática, não pode revelar «fragilidades, [enormes, pequenas ou médias] na sua formação… política, cultural e democrática». Antes pelo contrário, Pedro Passos Coelho revela planeamento estratégico e visão de futuro. Não se pode pedir a um escorpião que seja sapo. É a natureza.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

|| Alegria no trabalho

por josé simões, em 01.08.13

 

 

 

"Note-se que, com álcool, o trabalhador pode esquecer as agruras da vida e empenhar-se muito mais a lançar frigoríficos sobre camiões, e por isso, na alegria da imensa diversidade da vida, o público servido até pode achar que aquele trabalhador alegre é muito produtivo e um excelente e rápido removedor de electrodomésticos"

 

Não sei se os resultados das análises ao sangue podem ser usados pelo Ministério da Justiça sem autorização dos seus funcionários, nem sei se há alguma norma que proíba o consumo de álcool em serviço dentro dos tribunais mas, e por uma questão de boa imagem e para a tranquilidade pública, talvez não fosse mal pensado a senhora ministra, "uma reforma por segundo", esclarecer estas dúvidas aos cidadãos e, se for o caso, emitir uma norma interna a fixar o limite de álcool em 0,50 gramas por litro dentro das instalações dependentes do seu ministério.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Nunca se dão por saciados

por josé simões, em 17.05.13

 

 

 

Enquanto anda toda a gente entretida com as piruetas do líder do 2.º maior partido da oposição, e ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros; com as fezadas de Maria na Senhora dali do pé de Leiria e que tem o nome da filha do Profeta; de Aníbal no caça dragões que, por acaso e só por acaso, também tem nome ali ao pé de Leiria, no local exacto onde os castelhanos levaram para contar; mais as alucinações homofóbicas de uma "grande repórter" económica que vomita num blog, ignorância, preconceito, falta de educação moral e cívica, e apelos à Senhora dali do pé de Leiria e que tem o nome da filha do Profeta [não há link, desculpem, há limites para a estupidez humana], enquanto isso tudo, o assalto e o saque continuam: Primeiro reduzir as indemnizações por despedimento, que é como quem diz, aumentar os lucros e os prémios aos accionistas e gestores, a seguir, a parte que sobra, "poderá ser entregue a privados", para que joguem com ela no casino. Se der para o torto, as reformas e as pensões, de uma vida inteira de trabalho e contruibuições, que se danem se o Estado aka o contribuinte não assumir o prejuízo, se correr bem, ou enquanto correr bem, e der lucro e fizer fortuna, a gente, se fechar os olhos e fizer muita força como fazem a Maria, o Aníbal, e a "grande repórter", acredita que reverterá a favor do dito cujo fundo, no dia 25 de Dezembro à meia-noite, quando o Pai Natal desce pela chaminé. Por falar em Natal, o peru menor do "poderá". Poderá quando estiver, e se alguma vez chegar a estar, tudo oleadinho e rolar na perfeição, que isto de correr riscos a "iniciativa" privada gosta tanto como o pai da Fátima gostava de toucinho; e "poderá" que é onde o líder do 2.º maior partido da oposição, e ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, se vai agarrar para fazer uma dança do varão em directo nas televisões todas.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Para os mais distraídos, para quem ainda não tinha percebido

por josé simões, em 18.03.13

 

 

 

É de uma guerra que se trata. «Assistentes operacionais e assistentes técnicos são os alvos identificados pelo primeiro-ministro». Ainda que ser alvejado, morrer em combate, deva «ser visto como uma oportunidade». Para a ressurreição.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Da subserviência

por josé simões, em 14.03.13

 

 

 

«a troika aceitou rever o regime das indemnizações por despedimento [

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| O estado da Nação

por josé simões, em 21.01.13

 

 

 

Com o pior Governo da curta história da Democracia portuguesa preso pelos fios do pior Presidente da República da curta história da Democracia portuguesa; com o país prestes a entrar na pior crise social e económica de que há memória, a melhor maneira de dividir os trabalhadores e de os colocar uns contra os outros passa por expor à opinião pública, sem qualquer tipo de comentário ou observação, só as coisas como elas são, a "equidade" entre o sector privado e o sector público. É triste mas é verdade.

 

«O subsídio de desemprego é para despedir. […] na Constituição não estão previstos despedimentos na função pública.»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Financiar a economia

por josé simões, em 25.01.12

 

 

|| Pensar em voz alta faz bem à saúde

por josé simões, em 05.01.12

 

 

 

O grupo editorial Leya vai para o Brasil, leio. Como é para o Brasil e não para a Holanda, obviamente que o novo Acordo Ortográfico não tem nada a ver com isso. Mas isso já sou eu a pensar em voz alta.

 

Também leio que grupo editorial Leya vai proceder a uma "redução de colaboradores". Obviamente que não é de um despedimento de empregados que se trata. Também sou eu a pensar em voz alta e não a limitar-me a reproduzir, qual "jornalista" virando as vírgulas e trocando os pontos, a circular distribuída à imprensa.

 

[Imagem Cursed Words Fuck by Casey Ligon]

 

 

 

 

 

 

|| Do stress. Ou a diferença entre dar à luz e parir

por josé simões, em 02.11.11

 

 

 

Receber 1,035 milhões de libras (1,2 milhões de euros) por ano, bónus e prémios não incluídos, para liquidar 15 mil postos de trabalho, é stressante e motivo mais que justificado para uma baixa médica. Trabalhar num banco, de segunda a sexta com meia hora de almoço e duas e mais horas não remuneradas para além do horário legal de trabalho, para garantir no final do mês um salário que dê à justa para pagar as contas, e não aguentar o ritmo, é de manhoso e calaceiro e motivo mais que suficiente para ser despedido com justa causa pela next big thing da gestão.

 

[Na imagem fotograma de American Psycho]

 

 

 

 

 

 

|| Entretanto nos States

por josé simões, em 04.10.11

 

 

 

E enquanto por cá o PSD quer propor alterações ao despedimento por justa causa dizendo que não vai suscitar abusos coisa nenhuma:

 

«Company offers employees $10... to guess next worker to be fired»

 

 

 

 

 

 

|| Começar por baixo para dar o exemplo

por josé simões, em 22.09.11

 

 

 

No país onde os administradores, por nomeação política, no sector empresarial do Estado e nas empresas públicas, levam bónus de gestão no final do ano, apesar das empresas por si "administradas" apresentarem resultados negativos e continuados aumentos de passivo.

 

«O Governo deverá propor aos parceiros sociais a alteração do conceito de despedimento com justa causa, introduzindo a possibilidade de o trabalhador ser despedido por não cumprir os seus objectivos ou ser menos produtivo

 

[Imagem de Jacques Derrida]

 

 

 

 

 

 

|| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 01.08.11

 

 

 

"Com este negócio acabámos por criar 750 postos de trabalho."

 

(Imagem "Performing Bear at Dr. Pepper Circus", Lennon Lynn, 1984)

 

 

 

 

 

 

|| Dinheiro graúdo

por josé simões, em 29.07.11

 

 

 

Já John dos Passos em “USA, Dinheiro Graúdo” [Portugália Editora, 1946] põe na boca de Samuel Insull: “A minha experiência ensinou-me que a maior contribuição para a eficácia de trabalho está numa comprida fila de homens à espera de emprego diante dos portões”. Nada de novo portanto. É dos livros. Dos livros de Economia. Do tempo em que havia a disciplina de Economia logo no 9.º ano de escolaridade [sim, já houve um tempo assim]. Ao capital interessa que haja um exército de desempregados em stand by como forma de pressão sobre os outros, os empregados. Do que é que estavam à espera, os trabalhadores sindicatos quando, pelos seus cadernos de encargos reivindicativos, desde sempre aceitaram jogar este jogo?

 

«Despedimentos. Indemnizações passam de 30 para 10 dias por ano»

 

 

 

 

 

 

|| Dos 195 despedidos e das suas famílias nem os jornais nem ninguém fala

por josé simões, em 28.07.11

 

 

 

Américo Amorim em Fevereiro de 2009 para fazer face ao «impacto negativo da crise global».

 

Américo Amorim em Julho de 2011 depois de ter feito face ao impacto negativo da crise global.

 

(Imagem de Cristina Garcia Rodero)

 

 

 

 

 

|| Vale quantos votos?

por josé simões, em 05.02.11

 

 

 

 

 

José Sócrates não percebe que a mentira [e para o caso nem é ser mentira] funciona contra ele na opinião pública e a favor de Pedro Passos Coelho.

 

(Imagem de autor desconhecido)