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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Vergonha alheia [Capítulo II]

por josé simões, em 05.08.15

 

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[Via]


Capítulo I

 

 

 

 

||| Voltaram os "cursos da CEE"

por josé simões, em 17.06.15

 

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Agora em versão 2. 0, direita sabida, em véspera de eleições e apostada em manter o poder custe o que custar. Mistura-se uma pitada, q.b. , de "activos empregados", para dar gostinho à boca e compor o prato , pespega-se com os desempregados nas empresas, como gente grande a fazer o trabalho de gente empregada – formação em movimento, ainda se paga ao patrão para os ter lá e, no fim do dia, os números do desemprego baixaram, tipo uma ladeira com inclinação de 10%, toda a minha gente ganha dinheiro e vai para casa satisfeita e os partidos do Governo fazem um brilharete na campanha eleitoral. Siga a marcha.

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 06.05.15

 

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Antes ou depois dos 478,7 mil destruídos por 4 anos de Governo PSD/ CDS-PP com a cumplicidade de Cavaco Silva?


«O primeiro-ministro afirmou que, apesar da recessão, em dois anos foram criados cerca de 130 mil postos de trabalho, "quase tanto" como os 150 mil prometidos pelo PS no tempo da liderança de José Sócrates.»


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||| Da série "Aliviar o peso do Estado na economia"

por josé simões, em 20.04.15

 

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Ou as notícias da retoma no país do milagre económico:


«O governo vai pagar, durante seis meses, até 80% do valor do estágio às pequenas e médias empresas que contratem desempregados com mais de 31 anos e que estejam inscritos nos centros de emprego há mais de um ano. As outras empresas poderão receber 65%.»


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||| Vergonha

por josé simões, em 17.04.15

 

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José Manuel Durão Barroso:


"No me creo el paro en España. Son centroamericanos que quieren el subsidio"


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||| Parafraseando Passos Coelho, "malabarice"

por josé simões, em 08.04.15

 

 

 

Agora sem mãos: Governo limpa mais 13 000 desempregados das listas. «Governo lança formação para 13 mil desempregados pouco qualificados». Vai fazer um brilharete nas instancias internacionais e deixar o senhor do FMI mais uma vez a falar sozinho. "penso que ninguém ainda percebeu muito bem como é que a taxa de desemprego está a baixar". "estamos muito satisfeitos com a evolução, mas precisamos de perceber o que está a acontecer para que possamos tirar lições".

 

 

 

 

||| Três ou quatro coisas que é preciso saber acerca do desemprego

por josé simões, em 07.04.15

 

«Alteração de critérios estatísticos: em 2011, o INE mudou de critério estatístico — “as pessoas a frequentar Planos Ocupacionais de Emprego, promovidos pelo IEFP, não eram consideradas necessariamente empregadas no questionário anterior, mas passaram a ser no questionário atual”, pode ler-se numa nota metodológica do INE. Em consequência, desde 2013, com o aumento do número desempregados ocupados em planos ocupacionais, o número de desempregados diminuiu. Ou seja, o desemprego foi subavaliado e o emprego sobreavaliado.


Emigração: a taxa de desemprego é um rácio entre o número de desempregados e a população ativa, isto é, a soma da população empregada com a população desempregada. Mas quem acompanha menos estes assuntos desconhece que este rácio pode descer, não porque alguns desempregados encontraram emprego (como seria adequado), mas porque houve desempregados que emigraram. Vejamos um exemplo numérico muito simples. No ano A, havia um milhão de desempregados e quatro milhões empregados. A população ativa era de cinco milhões. A taxa de desemprego era de 20%. No ano B, 250 mil desempregados emigraram. A população ativa passou a ser de 4,75 milhões e a taxa de desemprego baixou para 16%. Algo semelhante aconteceu precisamente em Portugal. De facto, de 2011 a 2013, o número de emigrantes foi sempre em crescendo. A taxa de desemprego foi afetada pela emigração.


Inativos “desencorajados”, “indisponíveis” e subemprego: quem leia, pela primeira vez, estudos sobre as estatísticas de emprego surpreender-se-á com estes critérios. Mas na realidade eles são considerados internacionalmente no apuramento do “desemprego em sentido lato”. Quem não sabe pode pensar — como se refere na crónica — que “inativos desencorajados” são “aqueles que por opção de vida não querem trabalhar, como Kiki Espírito Santo”. Mas na verdade, este conceito decorre de convenções da OIT que procuram dar visibilidade a diversas formas de desemprego oculto. Definição do INE para “inativo desencorajado”: “Indivíduo com idade mínima de 15 anos que, no período de referência, não tem trabalho remunerado nem qualquer outro, pretende trabalhar, está ou não disponível para trabalhar num trabalho remunerado ou não, mas que não fez diligências no período de referência para encontrar trabalho.” Para todos os efeitos, menos o estatístico, um inativo desencorajado é alguém que quer trabalhar e não tem trabalho, é um desempregado. Entre 2011 e 2014, o número de pessoas desencorajadas, indisponíveis ou que gostavam de trabalhar mais horas aumentou substancialmente — de 415 mil para 546 mil.


Pessoas menos conhecedoras poderão ignorar que possa haver desempregados não tidos em conta por força de critérios estatísticos. Mas na realidade, desde 2013, o conjunto dos desempregados não considerados nas estatísticas — incluindo os “desempregados ocupados”, os “inativos desencorajados” e parte da emigração — ultrapassou o dos desempregados “oficiais”. Tal facto, sem precedentes, suscita sérias dúvidas sobre a adequação da taxa de desemprego como indicador em tempos de crise prolongada. Descontadas estas distorções estatísticas, a taxa de desemprego “real” estabilizou em níveis muitos elevados, contrariamente ao que aconteceu com a taxa “oficial.»


Manuel Carvalho da Silva, José Castro Caldas, João Ramos de Almeida e Nuno Serra


Observatório sobre Crises e Alternativas do Centro de Estudos Sociais

 

 

 

||| Ainda antes do 1.º de Dezembro de 1640 de Paulo Portas

por josé simões, em 06.04.15

 

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 Sem relógios a andar de marcha à ré e com as horas desacertadas, depois dos Atoleiros temos este ano os 630 anos de Aljubarrota e de luta pela independência da Pátria, contra Castela e contra as elites pró Castela, por sangue e por terra.


«Sim, o desemprego está a subir (mesmo que Passos não perceba porquê)»


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||| "A nossa imagem no exterior"

por josé simões, em 31.03.15

 

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«¿Está maquillando Portugal sus datos de desempleo?»


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||| A verdadeira reforma estrutural

por josé simões, em 27.03.15

 

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A verdadeira reforma estrutural deste Governo: transformar o desemprego de factor conjuntural para factor estrutural da economia.


«De acordo com a análise feita pelo Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, considerando as diversas formas de desemprego, o subemprego e estimativas prudentes sobre a situação laboral dos novos emigrantes, a taxa real de desemprego poderia situar-se, no segundo semestre de 2014, em 29% da população activa, caso os trabalhadores emigrados tivessem ficado no país.


No entender do Observatório, em vez de uma descida do desemprego, "é talvez mais adequado falar-se numa situação de estabilização do desemprego em níveis bastante elevados e de uma estabilização do emprego num nível bem mais reduzido do que o estimado no início do programa de ajustamento".»


«Taxa de desemprego esconde número real de desempregados»


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||| A propaganda continua de vento em popa

por josé simões, em 20.03.15

 

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Correndo o risco de me repetir, por que cargas de água há-de alguém de Setúbal ou de Lisboa ou de Coimbra ou do Porto ou de Aveiro, do litoral urbano, onde há de tudo menos empregos, deixar casa e família por 1258 € mensais, e a dormir debaixo da ponte e a fazer as refeições na Carátias ou numa organização do género, porque é de mil duzentos e cinquenta e oito euros de que falamos, ir para Évora ou Portalegre ou Castelo Branco ou a Guarda ou Miranda do Douro, onde não falta tudo mas faltam muito mais coisas do que as que há disponíveis no litoral e nem oferta de emprego a ganhar o salário mínimo nacional há para os que lá estão, ajudar a combater "a desertificação e as assimetrias regionais"?


Já nem digo um trabalho de investigação jornalística sobre o real impacto destas medidas na economia e nas zonas "desertificadas" e "assimétricas" a que se destinam, nem sequer um trabalho sobre estas trambiquices que entram a 100 por um dos ouvidos do cidadão, anónimo e desempregado, e saem pelo outro a 200, mas pelo menos alguém perguntar a um secretário de Estado ou a um ministro o que é que se pretende concretamente com isto, se acham que as pessoas nasceram ontem ou se acreditam no Pai Natal.


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||| Da série "Reformas Estruturais" [que são um "estado d’ alma" *]

por josé simões, em 17.03.15

 

The Hindenburg Disaster, Sam Shere, 1937.jpg

 

 

E aliviar o peso do Estado na economia. «O número de desempregados que conseguiu arranjar trabalho com a ajuda do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) atingiu níveis inéditos em 2014, mas mais de metade dessas colocações foi feita através dos programas de apoio à contratação financiados por dinheiros públicos».


E o homem velho que continua a não querer nada com o homem novo que o liberalismo que aliviou a economia do peso do Estado quer criar. «Portugal registou a maior queda da taxa de emprego entre os Estados-membros da União Europeia no último trimestre de 2014, com uma descida de 1,4% face ao trimestre anterior».

 

É o mercado a funcionar, estúpido.


[Imagem e "estado de alma" * do título]

 

 

 

 

 

||| O defeso da pescadinha de rabo na boca

por josé simões, em 26.02.15

 

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O bom aluno dos programas de ajustamento e da austeridade, depois de colocado em vigilância apertada por causa de excessivos desiquilibrios macroeconómicos, leva um puxão de orelhas por causa do desemprego elevado, e com tendência para estabilizar, e uns valentes calduços pela ineficaz resposta aos elevados níveis de pobreza, e de pobreza infantil, ambos provocados pelo ajustamento e pela austeridade de que Portugal é o bom exemplo na sua aplicação, sob vigilância da Comissão Europeia que faz relatórios e aconselhamentos.

 

 

 

 

||| "Aliviar o peso do estado na economia" e salvar o Estado social no tradutor do Google

por josé simões, em 10.02.15

 

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Meter o dinheiro dos contribuintes a financiar os baixos salários e a precariedade que não são a política deste Governo:


«A nova medida que incentiva os desempregados a aceitar emprego por um salário inferior ao subsídio foi publicada nesta terça-feira em Diário da República e produz efeitos desde o início do ano. Os apoios pagos mantêm-se, mas o universo de potenciais beneficiários é alargado, com o objectivo de tornar a medida mais atractiva e combater os fracos resultados da primeira versão que, em dois anos, apenas chegou a 319 desempregados.»

 

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Descapitalizar a Segurança Social que é um mercado apetecível para as seguradoras e para os fundos privados:


«A Portaria 26/2015 introduz uma outra inovação e permite que o incentivo às ofertas de emprego possa ser acumulado com a dispensa temporária do pagamento de contribuições para a Segurança Social e com a medida Estímulo Emprego.»


[Conta Twitter de Pedro Passos Coelho]

 

 

 

 

 

 

||| Os "génios" da OCDE

por josé simões, em 09.02.15

 

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Os "génios" da OCDE querem que o factor idade deixe de contar para a atribuição do subsídio de desemprego. Assim, alguém a rondar os cinquentas, que se veja na condição de desempregado e que já é velho demais para que algum patrão o reempregue e ainda exageradamente novo para ter direito a uma pensão de reforma, recebe um incentivo para sair da zona de conforto, que é receber o subsídio de desemprego português em Portugal [nada comparável aos desempregados bifes e boches a viver no Algarve] e ficar ao Deus-dará, sem protecção absolutamente nenhuma, malgré os descontos de uma vida de trabalho, para procurar emprego onde ele não existe. Um Prémio IgNobel para eles era pedir demasiado, porque, cada vez mais, os "génios" que elaboram os relatórios da OCDE parecem responder apenas aos anseios dos governos dos países, objecto de análise em cada capítulo, dos relatórios para fazer prova de vida.


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