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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Ainda o sabujo que secretaría geralmente a UGT

por josé simões, em 01.10.14

 

 

 

E, no dia a seguir à assinatura do aumento do salário mínimo nacional, temporário, só até haver eleições legislativas e os partidos da maioria poderem usar a bandeira na campanha eleitoral, já que a imagem de um secretário-geral da UGT capaz de consensos e de ganhos de poder de compra para os mais miseráveis da sociedade, apoiante de António José Seguro, parece não ter passado em favor do dito cujo candidato nas primárias do PS, não houve paineleiro-comentadeiro do pensamento único nem cão nem gato que não fizesse primeira página nem abertura de telejornal com a última hora de que a «CGTP só assinou quatro acordos em 30 anos de concertação social» sem perceberem que, e olhando para trás e para o deve e haver, isto são medalhas e comendas para a CGTP. O PCP agradece.

 

 

 

 

 

 

||| Diz que a CGTP é correia de transmissão com agenda escondida

por josé simões, em 30.09.14

 

 

 

Negociado e assinado à socapa pela UGT, na pessoa do secretário-geral Carlos Silva, o homenzinho, crescidinho, do sindicalismo responsável e com "sentido de Estado",  o aumento miserável do salário mínimo nacional em €20 mensais é temporário, só vale até 31 de Dezembro de 2015, acaba depois das eleições legislativas e das fotografias de Carlos Silva, secretário-geral da UGT, ao lado de Pedro Passos Coelho, Paulo Portas e Pedro Mota Soares. Pior que ser correia de transmissão é ser idiota útil e carregar toda a vida na consciência, se a tiver, o peso da destruição do sindicalismo, da contratação colectiva e da descapitalização da Segurança Social.

 

 

 

 

 

 

||| Liberalismo

por josé simões, em 25.09.14

 

 

 

Meter o dinheiro do contribuinte a pagar o aumento do salário mínimo nacional às empresas enquanto continua a descapitalização da Segurança Social, que é preciso reformar e o coise e tal, com a bênção de uma associação de sabujos e sem representatividade no mundo laboral e a que se deu o nome de central sindical.

 

«Estado suporta 15% do encargo da subida do salário mínimo»

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

||| Com papas e bolos se enganam os tolos

por josé simões, em 09.09.14

 

 

||| Alternativa de esquerda é isto

por josé simões, em 01.07.14

 

 

 

 

João Proença, ex-secretário-geral da UGT, da UGT da assinatura do Código do Trabalho, no Secretariado Nacional de António José Seguro, de António José Seguro do apoio do PS à "reforma do IRC", de António José Seguro apoiado por Carlos Silva, secretário-geral da UGT, da UGT em negociação com o Governo para o fim da contratação colectiva.

 

João Proença que ainda antes de sair se mostrou muuuuuito indignado por o Governo não cumprir o assinado com a UGT e até ameaçou denunciar o acordo. Aguardemos.

Carlos Silva que está muuuuuito preocupado com a criação de emprego mas, como é homenzinho responsável e prenhe de "sentido de Estado", vai dar o aval da UGT à liquidação da contratação colectiva, esse entrave que impede os patrões de criar emprego e de contratar ao desbarato. Ao desbarato e a preços justos e regalias sociais inimagináveis para o comum dos portugueses, habituados que estão a viver em regime de exploração socialista desde 1974.

 

Só [ainda] não sabemos se Carlos Silva depois de pedir autorização a Ricardo Salgado para avançar para a liderança da UGT repetiu a façanha antes de apoiar António José Seguro nas primárias do Partido Socialista.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 22.06.14

 

 

 

«O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, defendeu hoje que a posição de diálogo que tem assumido é mais bem-sucedida do que a luta na rua […]

 

[…] frisou que a central sindical que dirige "sempre fez da negociação, do diálogo social e da concertação uma forma de estar e de lutar".

 

Carlos Silva insistiu que a forma que a UGT tem "promovido para resolver o problema das pessoas tem mais sucesso e tem-se provado".»

 

Numa coisa o líder da UGT, Carlos Silva, tem razão: cedências atrás de cedências traduzidas em diminuições do salário real e do tempo de descanso, aumentos das mais-valias para os patrões e accionistas sem retorno para a economia real, perdas de direitos e garantias dos trabalhadores sempre em favor da rigidez patronal, é um sucesso… para os patrões.

 

Até à data o papel da UGT tem sido o de passar uma imagem de credibilidade e seriedade a decisões tomadas em sede de concertação social e de onde saem como se de negociações se tratassem, evitando com isso às organizações patronais a 'maçadoria' de negociarem entre si e entre si e o Governo.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| E viva a UGT!

por josé simões, em 18.06.14

 

 

 

Percebem agora o ataque descabelado, assim do nada, do secretário-geral da UGT, Carlos Silva, à CGTP? Havia que criar uma manobra de diversão para desviar as atenções do que realmente importa e o que realmente importa é o papel, activo e cúmplice, da UGT neste «Relatório do Centro de Estudos Sociais [que] quantifica a "transferência de riqueza" dos trabalhadores para as empresas promovida pela última revisão do Código do Trabalho como idêntica à que se pretendia obter com a alteração da TSU» e para que um salário médio tenha sofrido «cortes anuais de 400 euros só com as alterações às leis laborais»; da UGT de João Proença, com saída directa para o Secretariado Nacional do PS onde, sem um pingo de vergonha, não se coíbe de aparecer nas televisões a criticar a política económica e laboral da maioria PSD/ CDS, o Secretariado Nacional do PS de António José Seguro que na outra frente de batalha, a parlamentar, aumenta ainda mais os lucros aos patrões e accionistas por via do voto favorável à "reforma do IRC"; da UGT de Carlos Silva que agora se prepara para dar a machadada final, perdão, para fechar o ciclo, com o "SIM" à "reforma" daquilo que ainda resta na protecção dos trabalhadores contra a rigidez patronal: a contratação colectiva.

 

O reverso é que o canibal Carlos Silva, diligente no seu papel de mordomo das empresas e corporações, ao acusar a CGTP de autofagia e de acenar com o papão do PCP aos gritos de "vem aí o comunismo!" esquece-se do óbvio e o óbvio é que o cidadão comum olha para os papéis desempenhados pela CGTP e pela UGT na revisão do Código do Trabalho e da contratação colectiva, olha para João Proença nas suas novas funções, olha para a perda de rendimentos, regalias e direitos, olha para o PS de António José Seguro a votar favoravelmente a "reforma" do IRC e, malgrado o Estaline oculto por detrás do símbolo da CDU no boletim de voto, faz a opção. Melhor propaganda para o PCP não podia haver. E Viva a UGT!

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 15.06.14

 

 

 

Da UGT de Torres Couto, cálice de Porto na mão, ombro com ombro com Cavaco Silva, brinde à concertação social, para a UGT de João Proença, das revisões dos códigos do trabalho, em nome dos amanhãs que cantam e do sol brilhará para todos os trabalhadores, traduzidos em cada vez mais rigidez patronal, abandonando o cargo, com uma vaga ameaça de denuncia do acordo caso a maioria Passos-Portas não cumprisse o assinado, para o Secretariado Nacional de António José Seguro, até à UGT de Carlos Silva que, antes de ocupar o lugar, pede autorização ao patrão Ricardo Espírito Santo Salgado e, até ver, muto elogiado por Paulo Portas e tudo o que é ministro do CDS. Nascemos todos ontem e precisamos de explicações sobre o que é a CGTP, nascemos todos ontem e não sabemos o que é a UGT. Um canibal a falar:

 

«UGT acusa CGTP de ser "organização autofágica"

 

Carlos Silva afirma que a Intersindical permanece amarrada ao partido comunista mais ortodoxo da Europa e ao princípio do "quanto pior melhor".»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| His Master's Voice

por josé simões, em 28.05.14

 

 

 

Uma demonstração muito bem demonstrada e uma prova muito bem provada, com o impacto muito bem impactado e a dinamização muito bem dinamizada, como aquando do novo Código do Trabalho e da concertação social assinada pelo então secretário-geral João Proença:

 

«A UGT admite uma redução gradual do prazo de caducidade das convenções colectivas desde que o Governo demonstre a vantagem dessa redução e que fique provado o seu impacto na dinamização da contratação colectiva.»

 

 

 

 

 

 

||| I Want to Believe

por josé simões, em 21.04.14

 

 

||| Alguma coisa está a mexer, alguma coisa está a mudar

por josé simões, em 18.04.14

 

 

 

Primeiro foi o encontro em defesa da Segurança Social pública promovido por 19 dos mais importantes sindicatos, dos têxteis aos professores, dos médicos aos estivadores, estruturas afectas à CGTP e à UGT a alguns independentes, à revelia das duas centrais sindicais que, formalmente convidadas a associarem-se ao encontro, nem se dignaram responder nem de esconder o incómodo que a iniciativa lhes causou.

 

Agora é um grupo de trabalhadores de call centers que se propões criar o Sindicato Nacional dos Call Centers, sem qualquer relação com as estruturas sindicais afectas à CGTP ou à UGT, com vista a enquadrar uma profissão precária, mal paga e exercida por 50 mil portugueses.

 

"As pessoas não vêem que o facto de pagarem uma quota lhes vá servir para alguma coisa", diz Pedro Fortunato. E podia ter acrescentado que as pessoas vêem a UGT, desde o dia da sua fundação, a assinar sucessivos pactos laborais, concertações sociais e contratos colectivos de trabalho sempre em favor da rigidez patronal e sem que notem melhorias no recibo do ordenado no final do mês nem das condições de trabalho nem nos direitos e garantias, antes pelo contrário; que as pessoas vêem a CGTP a marcar, por decisão da Soeiro Pereira Gomes, sucessivas jornadas de luta, manifs e greves com timings e objectivos inescrutáveis, às vezes pelos motivos mais estapafúrdios, como as famosas greves em solidariedade com a Reforma Agrária ou as greves contra as privatizações, por exemplo. As pessoas vêem a UGT, sem representatividade nem implantação no mundo laboral, encostada ao Governo seja ele qual for, assinar e decidir coisas que mexem com a sua via e a dos seus para pior; as pessoas vêem a CGTP como uma força representativa e reivindicativa mas com um léxico pejado de chavões e adjectivos decalcados do discurso do tempo da Revolução Indústrial do secretário-geral do PCP, seja ele qual for, permanentemente entrincheirada na barricada dos comunistas e intolerante para com as diferenças e surda a tudo o que fuja ao dogma. As pessoas estão fartas.

 

Alguma coisa está a mexer, alguma coisa está a mudar. Ainda há esperança para o sindicalismo em Portugal?

 

[Joe Hill na imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Ora vamos lá brincar com as palavras

por josé simões, em 09.04.14

 

 

 

«reafirmou a disponibilidade da central sindical em negociar um acordo onde se preveja o aumento imediato do salário mínimo para os 500 euros e outras matérias laborais»

 

Mas só depois das eleições, que a UGT não se deixa instrumentalizar, e na silly season, que o pessoal já está espairecido a banhos. Ora vamos lá brincar com as palavras me com o que resta dos direitos dos trabalhadores.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Chegou a hora do "sindicalismo responsável" dos homenzinhos "responsáveis" e com "sentido de Estado"

por josé simões, em 07.04.14

 

 

 

Com ou sem consenso entre patrões e sindicatos, para o caso com; com ou sem consenso na competitividade das empresas e do país assente nos baixos salários; com ou sem eleições à vista, o que é certo é que Passos Coelho já disse "estar disponível para negociar o salário mínimo nacional", leram e ouviram bem, negociar. Assim como é certo o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, ter ameaçado, tenham medo, muito medo dito que "não haverá nada assinado pela UGT sem mexer no salário mínimo nacional". E aqui é que a porca torce o rabo, e aqui é que reside um dos dramas dos trabalhadores portugueses. Passos Coelho está disponível para negociar e Carlos Silva está disponível para assinar… desde que o salário mínimo nacional seja mexido. E a história, since 28 de Outubro de 1978, não ajuda nada nem dá esperança alguma, sempre a favor da rigidez patronal. Mas parece que "os outros" são correias de transmissão e isso. Deve ser por serem mais velhos, agora usa-se tracção directa.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Os idiotas úteis

por josé simões, em 31.01.14

 

 

 

E a saga continua, com a UGT a fazer-se de início muito esquisita e a rejeitar, para a seguir se fazer de responsável e de sentido de Estado e assinar, sem ganhos substantivos, para depois vir protestar que as outras partes faltam à palavra dada e não cumprem a sua parte no acordo assinado. Dizem que é uma negociação. Negociação, aquilo que o vice-trampolineiro Paulo define como um acordo em que ambas as partes ficam a ganhar. E andamos há mais de 30 anos nisto.

 

[Imagem]

 

Adenda: Ainda estamos à espera que João Proença denuncie o acordo de concertação social por o Governo continuar a não cumprir e a adiar as medidas para o crescimento e emprego.

 

 

 

 

 

 

||| Imagem de marca

por josé simões, em 18.12.13

 

 

 

Ver o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, a fazer de porteiro, perdão, a esperar e cumprimentar o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, na porta da concertação social, só comparável ao presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, Carlos Magno, também de porteiro, a oferecer cartões de consumo mínimo por conta da casa, perdão, a elogiar a gravata de Miguel Relvas antes da audição que o ilibou de pressões ilícitas sobre o jornal Público e de devassa da vida privada da jornalista Maria José Oliveira. Sim, patrão. Sim, sô tôr. Sim, senhor primeiro-ministro. Com certeza.