Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| Nas entrelinhas

por josé simões, em 26.01.13

 

 

 

A essência da acção governativa da maioria PSD-CDS/ PP, a sua razão de ser, numa pergunta 'venenosa' no último parágrafo do artigo de João Marcelino, hoje no Diário de Notícias:

 

«Como é que António Borges sabia que havia "vários interessados na RTP, alguns de grande qualidade", e "portugueses, pessoas por quem qualquer pessoa teria o maior respeito"?»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| O banqueiro bolchevista

por josé simões, em 05.01.13

 

Acreditar que a intervenção do Estado no Banif terá sucesso corresponde à mesma coisa que supor serem os êxitos iniciais da ofensiva alemã das Ardenas, em dezembro de 1944, uma sólida garantia da capacidade de Hitler inverter a sorte da guerra... Não há leitura técnica de mais este caso revoltante. Apenas uma leitura política e ideológica. Este é um governo que promove a luta de classes. Quis colocar os portugueses uns contra os outros, conseguindo unir sindicatos e patrões na mesma recusa ética da redução da TSU. Incita os jovens a hostilizarem os pensionistas. Desmoraliza os trabalhadores no ativo, alimentando o ressentimento de desempregados contra modestos salários, apresentados como privilégios. Movido pela sua ideologia da luta de classes, este governo não respeita a palavra dada, como se viu na abrupta redução para 12 dias da indemnização por despedimento. A transferência, num plano kamikaze, de 1,1 mil milhões de euros das dívidas do BANIF para o erário público, numa nacionalização de prejuízos, sem qualquer discussão parlamentar, exorbitando as competências do executivo, violando o princípio republicano do consentimento fiscal, constitui uma verdadeira confissão da natureza classista da política que o ministro das Finanças conduz em Portugal, em articulação com a fação predatória de ministros-banqueiros e banqueiros-ministros que visa submeter os povos da Europa ao jugo da indigência. Este ministro desembarcou em Lisboa como uma espécie de Lenine monetarista na Gare da Finlândia. Ele constitui a principal ameaça à coesão social e à tranquilidade pública. Veio com a missão de subverter o país e obrigar Portugal a uma nova revolução. Só que, na revolução tal como na guerra, sabe-se como as coisas começam, mas nunca como e quando acabam.

 

Viriato Soromenho Marques

 

 

 

 

 

|| Um povo inteiro condensado num parágrafo

por josé simões, em 14.08.12

 

 

 

O primeiro parágrafo do editorial do Diário de Notícias de hoje resume exemplarmente, não os últimos 38 anos da História de Portugal, mas a História de Portugal desde a data da sua fundação. A elite no Olimpo, o povo a construir o Partenon, em modo mito de Sísifo, na promiscuidade [a poeira] e alimentado a comida barata e de fácil confecção, merecendo de quando em vez a visita de um Deus, às vezes para procriar, na esperança de que nasça um Hércules ou um Aquiles, ciclicamente, quando a sorte nunca ao povo deu um Perseu.

 

«Em 1976, já Francisco Sá Carneiro se misturava com o povo laranja no meio de muita poeira, frango e sardinha assada, num pinhal de Faro, naquela que passou a ser conhecida como a Festa do Pontal.»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| "O défice do Estado preventivo" ou o Fascismo 2.0

por josé simões, em 15.06.12

 

 

 

Ou quando o editorial do Diário de Notícias podia muito bem ter sido escrito por um agente da PIDE reformado e atento às "novas tendências":

 

«É pena que a intenção não exista, até porque o princípio em que assenta é mais do que aceitável, sendo até meritório»

 

[Na imagem de Eduardo Gageiro, agente da PIDE/ DGS preso por militares, Lisboa, 25 de Abril de 1974]

 

 

 

 

 

 

|| Maximizing The Audience [Capítulo II]

por josé simões, em 11.03.12

 

 

 

Naquele jeito peculiar de bajular o poder político, seja qual for o partido no Governo, seja qual seja a sua ideologia, o Diário de Notícias lá continua hoje na sua função de rêmora do ministro da Solidariedade e Segurança Social.

 

A pergunta aqui deixada ontem a Pedro Mota Soares vale também para João Marcelino: excelentíssimo senhor director,  punha o excelentíssimo senhor seu pai, ou a excelentíssima senhora sua mãe, num lar destes, num lar com estas condições?

 

[Imagem fanada algures na rede]

 

 

 

 

 

 

 

 

|| O ânus da prova

por josé simões, em 20.02.12

 

 

 

Naquele jeito camaleónico de cair nas boas graças do poder, de se colar ao Governo, seja ele qual for, seja qual seja a sua orientação política e/ ou ideologia, o Diário de Notícias escreve hoje em editorial que «O Presidente "fortalecido" que Passos Coelho quer é um Presidente que partilhe com ele o desgaste político de liderar o País em tempos difíceis». Errado. O que Passos Coelho quer é substancialmente diferente, é um Presidente com quem partilhar o desastre político da governação. E para aí, sendo igual a si próprio, como alguém numa feliz expressão já classificou como o "Supremo Cobarde da Nação", Cavaco Silva não está virado e, Pedro Passos Coelho vai ter de arcar sozinho com o ânus da prova.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Prà Frente, Sempre! [Com acento ao contrário e tudo]

por josé simões, em 24.12.11

 

 

 

Desde 17 de Março de 1978 que os eleitores da Madeira dão sucessivas maiorias absolutas ao senhor Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim e, em campanha eleitoral, "choram" pelo Querido Líder vivo como os norte-coreanos pelo Querido Líder morto.

 

Sabem, porque tiveram mais que tempo para o saber e aprender, ao que vão, que é como quem diz, são cúmplices com o seu voto da «teia cerrada de compadrios, nepotismo, benefícios e privilégios em negócios, nos quais os limites do público e do privado se apagaram em prol dos benefícios para a nomenclatura local» e, no último acto eleitoral, não foi à falta de serem avisados para o que aí vinha que deixaram de repetir a dose.

 

Não, não se trata de punir os madeirenses pelo descontrolo das contas públicas e pela chegada iminente da bancarrota, mas também não se pode assobiar para o lado e desculpabilizar como se nada tivesse acontecido, coitadinhos foram enganados, e não se fala mais nisso e vamos declarar a dívida da Região Autónoma da Madeira como dívida odiosa.

 

É chato, num país refém da moral judaico-cristã do recalcamento da culpa, pedir às pessoas que assumam publica e frontalmente os seus pecados, mas por algum lado, e em alguma altura, havemos de começar.

 

E lá por estarmos em quadra natalícia também não vale abusar do mui cristão princípio do dar a outra face.

 

 

 

 

 

 

|| Os Direitos Humanos, explicados às criancinhas e a outros simples, na primeira página do Diário de Notícias

por josé simões, em 02.08.11

 

 

 

«Porque é que ninguém quer intervir na guerra da Síria?

 

Porque a Síria não tem petróleo e tem vizinhos perigosos.

Porque a Europa e os EUA têm as suas crises políticas e financeiras.»

 

 

 

 

 

 

|| Tungas! Mesmo mesmo mesmo na mouche

por josé simões, em 25.06.11

 

 

 

«viram chegar uma juventude que na sua imensa maioria desconhece em absoluto as subtilezas inerentes aos grandes ódios que dividiram a maior utopia do século XX»

 

Adenda: como sói dizer-se “somos um país de poetas”

 

(Imagem “Amateur Choir Performing in Bolshoi Theater, Moscow”, Yevgeny Khaldei, 1953)

 

 

 

 

 

 

|| Publicidade mascarada de jornalismo “de referência”

por josé simões, em 17.06.11

 

 

 

Alugar as páginas do jornal com quase 150 anos de história para fazer um Mega Pic-Nic com o Tony Carreira que está mais à mão e sem o disclaimer “pub”. Vergonhoso.

 

 

 

 

|| Uma realidade paralela

por josé simões, em 29.12.10

 

 

 

 

Não sei em que país é que Ferreira Fernandes, (segue-se tirada à lá família Soares, pai e filho e ilhas Barroso adjacentes incluídas), que não tenho o prazer de conhecer mas de quem sou leitor assíduo e por quem tenho grande respeito e consideração e que aproveito a ocasião para enviar um grande abraço e votos de feliz Ano Novo, vive. E quando digo “não sei”, quer dizer, ao melhor estilo de Ferreira Fernandes, exactamente o contrário, que sei. Vive no “país da administração pública e do sector empresarial do Estado”.

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

 

 

 

 

|| É para mim uma graaaaande incógnita

por josé simões, em 20.07.10

 

 

 

 

 

Quem são os leitores, o público-alvo, das redacções "testamento" 'never-ending-story' semanais de Mário Soares no Diário de Notícias?

 

 

 

|| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 30.12.09

 

 

 

«lá se foi o único cronista de direita do DN»

 

 

 

|| Jornalismo “de referência”

por josé simões, em 28.10.09

 

 

 

 

É normal que passadas quase três semanas sobre as eleições Autárquicas 2009 o Diário de Notícias ostente na sua homepage, secção “Portugal”, uma sondagem datada de 6 de Julho (!), com gráfico e tudo, intitulada “Se as eleições para a Câmara do Porto se realizassem hoje, em quem votaria?”?

 

(Na imagem October 1914, Mobile, Alabama, Seven year old Ferris. Photo by Lewis Wickes Hine)

 
 
 

 

|| A frase do dia

por josé simões, em 03.10.09

 

 

 

«Uma parte da corporação jornalística esteve em histeria a reivindicar para si os direitos que acha que não deve conceder aos outros cidadãos.»

 

(Primeiro no Twitter)

 

(Na imagem 2 A.M. February 12, 1908: Papers just out. Boys starting out on morning round. Ages 13 years and upward. At the side door of Journal Building near Brooklyn Bridge, New York. Photo by Lewis Wickes Hine)