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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Toda a gente faz um esforço para não se rir

por josé simões, em 27.07.15

 

 

 

«a questão que tem que ver com o chamado enriquecimento ilícito não resultou de uma iniciativa do Governo, resultou de uma iniciativa dos deputados da maioria no parlamento»


Uma pessoa leva 4 – quatro – 4 anos a ver Luís Montenegro e Nuno Magalhães, auxiliados por Telmo Correia, nos debates parlamentares a largar deixas para o Governo maquilhadas de interpelações, chegavam a parecer o ponto, o fulano nas peças de teatro, dentro do caixote à frente do palco, e depois os grupos parlamentares têm vida própria e autónoma e até produzem projectos de lei, invariavelmente inconstitucionais. E vão 17 – dezassete – 17.

 

 

 

 

||| Da série "Coisas Verdadeiramente Surpreendentes"

por josé simões, em 03.11.14

 

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Se o Partido Socialista, em "arco da governação", assinasse de cruz, vulgo consenso com o alto patrocínio de S. E. o Presidente da República, as medidas inconstitucionais do Governo de direita Pedro Passos Coelho/ Paulo Portas, só por esse facto elas passavam a constitucionais aos olhos da Tribunal Constitucional na sua interpretação da Constituição da República Portuguesa.


Foi o Partido Socialista que teve uma "posição deslizante e de falta de compromisso" e não a maioria PSD/ CDS-PP que, por cegueira e fanatismo ideológico e desprezo pelo maior partido da oposição, deslizou, derrapou, entrou em slide effect e aquaplaning, para a inconstitucionalidade. Que nome é que se dá a um espécime destes?


«Se o PS tivesse assumido alguns compromissos com o Governo, em especial para a reforma da Segurança Social e para a redução de despesas no Estado, o Tribunal Constitucional não teria chumbado tantas propostas deste Executivo.


Quem o diz é o secretário de Estado Adjunto do ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Pedro Lomba [...]»


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||| O Estado de direito na douta interpretação de Pedro Passos Coelho, de cognome O Inconstitucional

por josé simões, em 30.10.14

 

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Apesar do Tribunal Constitucional impor a devolução integral dos cortes salariais da função pública em 2016, Pedro Passos Coelho caso ganhe as eleições volta a propor uma devolução de 20%.


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||| O fundo de verdade da anedota

por josé simões, em 21.08.14

 

 

 

Ia uma fulana, alegremente ao volante do seu carro, a ouvir música do rádio em altos berros quando, subitamente, vê a transmissão interrompida pela informação de trânsito "Senhores automobilistas interrompemos a emissão para informar de que neste momento circula um veículo em contramão na A1" e pensou para com os seus botões "Vai um em contramão?! Vão todos!!!".

 

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||| Portanto, não vai ser a agit-prop do Governo a desmentir a agit-prop do Governo, ou vai?

por josé simões, em 19.08.14

 

 

 

 

Diz que a «agência de notação financeira Fitch entende que a recente decisão do Tribunal Constitucional (TC) não compromete as metas orçamentais para este ano (o objectivo é chegar ao final de 2014 com um défice de 4% do PIB), mas "limita" a flexibilidade orçamental no futuro».

 

E também diz que «contudo, alerta que a decisão de declarar inconstitucionais os cortes salariais em 2016 e em 2018 "limita a flexibilidade orçamental no futuro, embora a redução da dívida dependa, em parte, da capacidade de Portugal manter o seu regresso ao crescimento económico"».

 

E ainda diz mais, diz que «a decisão do TC, […], "reforça a nova visão de que Portugal vai atingir a sua meta orçamental de um défice de 4% do PIB, abaixo dos 4,5% no ano passado"».

 

Portanto não vai ser a agit-prop do Governo a desmentir a agit-prop do Governo [que isto tudo está tudo muito bem, o país está melhor, as pessoas, coitadas, é que têm de aguentar mais um bocado até começarem a ver o dinheiro a sobrar na carteira, a economia abriu-se, as reformas estruturais, blah-blah-blah, o desemprego está a diminuir e a economia a crescer], ou vai?

 

 

 

 

 

||| Expliquem-nos lá, como se fossemos todos muito burros

por josé simões, em 16.08.14

 

 

 

De 2011 a 2014, 3 – três – 3 anos de Governo PSD/ CDS, ou de coligação Passos Coelho/ Paulo Portas, como queiram, com Pedro Mota Soares, CDS-PP, aos comandos do Ministério da Segurança Social, incapaz, pelo fundamentalismo ideológico que o cega, de fazer mais do que cortar pensões e reformas, quebrando o contrato de confiança entre o Estado e os contribuintes, cortar subsídios e apoios sociais, canalizados para a indústria das IPSS, maioritariamente ligadas à Igreja Católica, com o falso pretexto de serem quem no terreno está mais próximo dos necessitados beneficiários, mais não fazendo do que engordar uma classe de intermediários da miséria alheia, a mui famosa "economia social", e duplicando funções na mesma área ocupada pelo Estado social, para agora a culpa por não haver reforma da Segurança Social ser do Tribunal Constitucional e do Partido Socialista que, de 2011 a 21014, 3 – três – 3 anos, foi ignorado, desprezado e até achincalhado pelo Governo da direita, depois de ter escaqueirado a última reforma da Segurança Social feita com pés e cabeça, por coincidência e só por coincidência, por um ministro de um Governo do Partido Socialista, Vieira da Silva, ficando agora o PS com a responsabilidade de fazer, em dueto com o PSD, a "reforma da Segurança Social" que o PSD em dueto com o CDS, por fundamentalismo ideológico não souberam e não quiseram fazer, ou então quem vier que se desenmerde lá para 2016. É mais ou menos isto, não é?

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

||| 86%, o número mágico

por josé simões, em 14.08.14

 

 

 

"Sublinho [ou chamo a atenção ou uma treta assim do género] para que 86% dos pensionistas ficariam isentos dos cortes"

 

O orgulho do vice-pantomineiro por haver em Portugal 86% de miseráveis que não são taxados nem impostados pelo Governo. Um país com 86% de velhos a receberem uma pensão ou uma reforma que não dá para comprar um par de botões de punho daqueles que Paulo Portas exibe mas que dá e sobra para chamar a atenção e sublinhar.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

 

||| Princípios do totalitarismo

por josé simões, em 11.07.14

 

 

 

Aquilo que em todas as democracias ocidentais é o normal funcionamento do Estado de Direito, pela separação de poderes e fiscalização do governo e da governação, de modo a não atentar contra valores que supostamente deve garantir e promover, os famosos checks and balances que n' América não só são muuuuuito bons mas o melhor do mundo e que em Portugal são [só] submissão aos tribunais.

 

"Vamos ter de ter um Governo de maioria depois das eleições. E não acredito que nenhum aceite governar no estado de submissão aos tribunais que este aceitou"

 

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Nota: E não me venham cá com a Lei de Godwin por causa da foto que ilustra o post. Lei de Godwin é Telmo Correia, escudeiro de Paulo Portas, a comparar o Partido Socialista com os partidos trotskistas, na Assembleia da República no debate "o estado da Nação"; Lei de Godwin é Teresa Caeiro, nos frente-a-frente do telejornal que já foi do Mário Crespo, a insultar todos os oponentes de esquerda de estalinista e norte-coreanos para cima.

 

 

 

 

 

||| Na falta de pão há circo com fartura

por josé simões, em 25.06.14

 

 

||| O ISO 9000 do Governo

por josé simões, em 20.06.14

 

 

 

Entre cortar salários e pensões ou taxar e impostar quem vive do salário ou da pensão. "Soluções de menor qualidade":

 

«o primeiro-ministro lamentou que o Governo acabado por ter de "encontrar soluções de menor qualidade", para alcançar o objectivo de respeitar o programa de assistência económica e financeira.»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

||| O Estado de Direito explicado às criancinhas e outros analfabetos

por josé simões, em 18.06.14

 

 

||| A voz do dono e o dono da voz

por josé simões, em 17.06.14

 

 

||| Circo, ignorância e má-fé

por josé simões, em 12.06.14

 

 

 

O Governo convoca os sindicatos para dia 20 Junho para discutir a reposição dos cortes salariais de 3,5% a 10% nos salários acima de 1500 euros e que o Governo aprovou no dia 12 de Junho, oito dias antes.

 

Os cortes salariais que o Governo aprovou e que vai propor aos sindicatos ficam dependentes da aprovação no Parlamento, onde o Governo tem uma maioria absoluta que o suporta, acéfala e em modo correia de transmissão e câmara de eco da acção governativa, que se demitiu das suas funções de fiscalização.

 

Depois destas etapas do "processo democrático", os cortes decididos pelo Governo, propostos aos sindicatos e aprovados pela maioria no Parlamento, ainda têm de passar pelo crivo do camarada conivente do Governo, o Presidente da República.

 

O mesmo Presidente da República que, baseado em "profundos e estudados pareceres técnicos", não pediu ao Tribunal Constitucional, nem a fiscalização preventiva nem a fiscalização sucessiva do Orçamento do Estado com os cortes salariais, posteriormente chumbados pelo Tribunal Constitucional, a pedido dos partidos da oposição e que, vá-se lá saber por que cargas de água, a vai pedir agora.

 

No final deste circo de total nonsense que é uma notícia que parece feita de encomenda pelo Governo para transmitir a ideia de que o processo é muito complexo e cheio de perigos e escolhos, ficamos com a dúvida se o jornalista é ignorante, se está de má-fé, se é mais um actor circense, não necessariamente por esta ordem, cada uma por si ou todas em conjunto.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

||| Saída à portuguesa

por josé simões, em 12.06.14

 

 

 

A saída do programa da troika, malgrado o aumento da dívida, os défices "martelados", o aumento do desemprego, o êxodo da emigração, as falências das empresas, a degradação dos serviços públicos – desde a educação à saúde passando pela justiça, a baixa do custo do factor trabalho, a precarização laboral em benefício da rigidez patronal, o empobrecimento generalizado do país, seria sempre, desse por onde desse, uma saída limpa e o contrário o assumir pela troika, e pelo Governo do para o infinito e mais além que a troika, do fracasso das suas políticas e do falhanço de todos os objectivos propostos. Apontaram-nos a porta da rua e agora estão por vossa conta. Mas, como Deus escreve direito por linhas tortas, graças ao Tribunal Constitucional a partir de agora deixar-se-á de ouvir falar em saída à irlandesa para se começar a ouvir falar em saída à portuguesa, antes do tempo e tudo, como exemplo para o futuro. Temos pena de quem quer que se siga e da devastação económica e social que terá pela frente.

 

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||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 10.06.14