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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Como diria o outro, "isto para nós são piners"

por josé simões, em 08.09.14

 

 

 

O respeito com que o Governo do inculcar a culpa e do moralismo do "viver acima das nossas possibilidades" trata o dinheiro do contribuinte e a inteligência dos cidadãos.

 

O Governo ainda não decidiu se vai corrigir um erro no caderno de encargos [que origina duas mil e duzentas – 2 200 – duas mil e duzentas perguntas] para a concessão da STCP, que poderá custar quase três milhões – 3 000 000 – três milhões de euros por ano.

 

 

 

 

 

 

Um Governo de mentirosos compulsivos

por josé simões, em 03.09.14

 

 
 

 

 

Primeiro o desemprego não era tido nem achado para a encomenda do sermão, se calhar porque as pessoas mesmo desempregadas continuavam a apanhar o transporte público todos os dias na mesma paragem e a fazer o trajecto até ao posto de trabalho que já não existe, [hábitos das pessoas, o que é que se há-de fazer?],  mas era antes porque a fraude tinha aumentado exponencialmente, uma coisa nunca vista, [os malandros e vigaristas todos à pendura todos os dias da mesma paragem para o posto de trabalho que ainda existia. Agora, se calhar, iam a pé ou de bicicleta...] apesar da nova bilhética introduzida e dos novos títulos de transporte desmentirem na prática a teoria da fraude inaudita.

 

Agora parece que a «pouco e pouco, os transportes públicos começam a travar a fuga em massa de passageiros», por motivos curiosos: menos dias de greve [como se no dia da greve o dinheiro dos passes mensais já não tivesse entrado na tesouraria da empresa] e pela diminuição do... desemprego. Mas espera lá, como o desemprego não contribuía para a diminuição do número de utentes dos transportes públicos também o emprego não pode agora contribuir para o aumento do número de passageiros. E então o que se passa é que o Governo ameaçou pôr o fisco a cobrar as multas e os borlistas e vigaristas, e outros terminados em istas, só de ouvir tremeram e pensaram duas vezes antes de entrar no autocarro ou no metro, apesar da ideia nunca ter saído do papel.

 

Um Governo de mentirosos compulsivos é o que isto é.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Passos Dias Aguiar

por josé simões, em 17.10.13

 

 

«Os onze motoristas do gabinete do primeiro-ministro ganham 1848€ cada»

 

Na próxima greve vão aparecer os do costume, muito indignados com os malandros dos transportes públicos, com salários base a rondar os 600/ 700 euros mensais, com amplitudes horárias até 12 horas diárias [nas empresas com escrúpulos e que cumprem a legislação laboral em vigor] ao volante de autocarros cheios de seres humanos, 60, 70, às vezes mais [se o transporte for urbano e forem de pé devidamente encaixadinhos uns nos outros], que transportam para as fábricas, empregos, escolas, para ganharem os mesmos 600/ 700 ou ainda menos euros mensais, e com amplitudes horárias de 12 horas diárias, ou mais se contarmos com o tempo gasto para cá e para lá em transportes.

 

"Deixem-se de greves! Do que o país precisa é [mais] de trabalho! Malandros…"

 

 

 

 

 

 

|| A única fraude aqui é o próprio Governo

por josé simões, em 30.08.13

 

 

 

A introdução e adopção da nova bilhética nos transportes públicos, ao contrário do que o Governo parece acreditar e nos quer fazer crer, não se deveu ao desejo de sermos muuuuuito modernos e avançados como o resto da Europa. Não.

 

Os novos títulos de transporte, e recorrendo só ao exemplo da Área Metropolitana de Lisboa, com o Lisboa Viva em substituição do passe com vinheta autocolante e o Viva Viagens em substituição do bilhete pré-comprado, vendido individualmente ou em carteiras com x unidades e validado a bordo no obliterador, permitem precisamente combater… a fraude, por serem carregados electronicamente e por serem descarregados também por essa via. No caso do passe tradicional, o problema da vinheta fotocopiada e colada no cartão com foto e plastificado deixou de existir, no caso do pré-comprado, o problema do bilhete "picado" ad eternum desapareceu, assim como a fotocópia caseira em cartolina.

 

Além disso o novo sistema de títulos de transporte, e isto é, a meu ver, o mais interessante, é uma excelente ferreamenta de gestão já que possibilita seguir em tempo quase real o fluxo de passageiros por linha, por carreira, por paragens e por hora, reflectindo-se este acompanhamento em ganhos de produtividade para as empresas e melhor serviço para o utente, e permitir saber, por exemplo, que a carreira x a tais horas sistematicamente vai sobrelotada e é necessário um desdobramento [reforçar com outro autocarro ou um de lotação superior], ou que a carreira y a horas tantas vai sistematicamente vazia, ou quase, e há que proceder a uma alteração da sua frequência [por exemplo, de 15 em 15 minutos para meia em meia hora], ou substituir a viatura por outra de lotação inferior [mini bus], com ganhos ao nível do consumo por km, de conforto para o passageiro, de mobilidade, de facilidade de condução, e mais amiga do ambiente, só a título de exemplo.

 

E a isto chama-se ajustamento, a empresa a prestar o serviço em função da procura e não, como diz o Governo [?], ou a jornalista [?] a reproduzir textualmente, e sem raciocinar nem fazer o trabalho de casa, a nota de imprensa distribuída pelo Governo, a procura a ser penalizada por via do ajustamento na oferta.

 

As pessoas vêem-se no desemprego e não têm necessidade de usar o transporte público porque o dinheiro não estica e não precisam de ir a lado nenhum procurar emprego que não existe. As pessoas continuam empregadas ou a viver duma pensão de reforma e vêem o rendimento disponível substancialmente reduzido pela carga fiscal e pelos aumentos dos bens de primeira necessidade, renda da casa, água e luz, e tudo o mais. As pessoas continuam empregadas ou a viver duma pensão de reforma e vêem o preço dos transportes públicos sofrer um aumento brutal na exacta proporção à redução das comparticipações. As pessoas deixam de usar o transporte público para deslocações curtas ou arranjam alternativas mais económicas porque o dinheiro continua a não esticar.

 

Não há volta a dar-lhe nem maquilhagem governativa que embeleze o quadro negro e a única fraude aqui é o próprio Governo.

 

[Imagem "New York Subway, 1970" by Jay King]

 

 

 

 

 

 

|| Por falar em contratos swap…

por josé simões, em 31.05.13

 

 

 

Têm mesmo a certeza certezinha de que o governo vai mesmo demitir os gestores ligados à contratualização de swaps especulativos nas empresas públicas? É que alguns, para não serem demiti@s, foram promovid@s a secretári@s de Estado.

 

 

 

 

 

|| "Chegou a hora do investimento" [Em actualização]

por josé simões, em 28.05.13

 

 

 

Quem perdeu o emprego, porque a empresa onde trabalhava faliu ou porque foi despedido, pela via do ajustamento que as empresas estão a fazer face à quebra da procura, não precisa de andar de transportes públicos para nada, fica em casa sossegado e gasta o menos possível; quem continua empregado passou a contar todos os cêntimos que lhe faltam no ordenado quando o mês começa a sobrar, por via da perda de poder de compra, pelos salários congelados, pelos aumentos brutais, não só dos transportes públicos mas dos bens essenciais, da água, da luz, da renda da casa, da escola dos filhos, dos medicamentos, e, e, e, na medida do possível, ou vai a pé ou arranja alternativas mais em conta, que não passam pelo transporte próprio ou, se passam, sai uma horas mais cedo da cama e vai pela velhinha nacional, de preferência a meias com mais 2 ou 3 penduras, já que a circulação nas auto-estradas protagonizou a maior queda de tráfego da Europa

 

Um "artista" que pensa que é secretário de Estado dos Transportes atribui o "fenómeno" à fraude sem ter a noção do ridículo e de que aqui a fraude é ele próprio e o Governo a que pertence.

 

[Imagem de Brendan Austin]

 

 

 

 

 

 

|| Seria caso para rir se não fosse um caso triste

por josé simões, em 04.05.13

 

 

 

Não é só a incompetência dos criançolas, dos gaiatos, dos ganapos, dos putos do PSD/ CDS-PP no, e para o governo da Nação. Não. É também, e acima de tudo, mais um exemplo do total desconhecimento dos dossiers e das matérias: Quando a norma nas empresas privadas de transportes, sublinho privadas, é a passagem à reforma quando é atingida a idade de 62/ 63 anos, pelas razões que os sindicatos que os sindicatos explicam. Ainda assim se calhar é melhor fazer um desenho…

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| O presidente da comissão liquidatária

por josé simões, em 10.01.13

 

 

 

Pós-graduação e mestrado em transportes na universidade do cartão do partido.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Nem com um desenho lá vai

por josé simões, em 07.01.13

 

 

 

Um mês depois, e depois de toda a gente, aqui o humilde escriba incluído, lhe ter explicado, volta à carga com a mesma lengalenga.

 

Tem dois defeitos mortais: é ignorante e não quer aprender:

 

"Para onde é que foram as pessoas?", disse.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 03.12.12

 

 

 

Depois da fase "se as previsões não encaixam com a realidade é porque a realidade está errada", passámos para um outro nível que é "se as previsões não encaixam com a realidade inventamos uma realidade que encaixe com as previsões".

 

Sem sequer aqui invocar o brutal aumento dos títulos de transporte e o fim das comparticipações nos passes sociais, o problema no "raciocínio" do secretário de Estado dos Transportes é que as pessoas desapareceram mesmo, umas emigraram, outras, muitas, cada vez mais, ficam em casa por via das falências e do encerramento das empresas, e ainda outras optaram por ir a pé, variável que nem sequer é equacionada, mas com um peso cada vez maior em circuitos urbanos de curta e média distância. Mas como as empresas adaptaram a oferta à procura, por exemplo, carreiras antes com uma frequência de 15 em 15 minutos passaram a meia em meia hora nas horas de ponta e a 40 em 40, ou até mais minutos, fora da hora de ponta, os transportes continuam cheios, obviamente que continuam. Cheios com os que cada vez menos se podem dar ao luxo de usar o transporte público e que têm de aguentar a "lata da sardinha" e os longos minutos de espera nas paragens e apeadeiros

 

Curioso seria ouvir a douta opinião do excelentíssimo senhor secretário de Estado sobre o papel do combate à fraude na queda em 2,5% das chamadas efectuadas por telemóvel durante o terceiro trimestre do ano, ou nos menos 40,1% de automóveis vendidos nos primeiros onze meses do ano, por comparação com igual período do ano anterior.

 

 

 

 

 

 

|| Agit-prop manhosa

por josé simões, em 02.02.12

 

 

 

Com o dinheiro da venda dos passes sociais já em caixa no primeiro dia do mês, com os transportes públicos parados por uma greve e, por consequência, não havendo consumo de combustível, de óleo, de lubrificantes, não havendo desgaste de material [carroçarias, pneus, motor, etc.], e sendo que o dia de trabalho e respectivos subsídios e prémios não são pagos aos grevistas, que os utentes, mal ou bem, com maior ou menor dificuldade, com mais ou menos despesa extra, vão chegar aos destinos, e que, no sector privado, se chegarem tarde mais tarde vão sair para compensar o atraso, como e de onde é que aparecem estes 150 milhões de euros?

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Um Governo de absolutos incompetentes

por josé simões, em 29.10.11

 

 

 

Já não vou pelo óbvio, a mobilidade dos cidadãos em geral, e em particular a dos que trabalham a horas impróprias para consumo para permitir que o consumo continue, mas, anos e anos de trabalho de formiguinha para colocar Lisboa nos roteiros internacionais para depois aparecer com asterisco, a fazer chamada para o rodapé do folheto, “transportes públicos só até às 21 horas”. Um Governo de absolutos incompetentes que só consegue ver os cifrões no imediato.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

 

 

|| Meia hora fulcral

por josé simões, em 28.10.11

 

 

 

Tomando como exemplo uma empresa privada de transportes públicos e tendo em conta o "Regulamento (CE) n.º 561/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho de 15 de Março de 2006 relativo à harmonização de determinadas disposições em matéria social no domínio dos transportes rodoviários […]", nomeadamente o artigo 7.º «Após um período de condução de quatro horas e meia, o condutor gozará uma pausa ininterrupta de pelo menos 45 minutos, a não ser que goze um período de repouso. Esta pausa pode ser substituída por uma pausa de pelo menos 15 minutos seguida de uma pausa de pelo menos 30 minutos repartidos pelo período [...]», e uma vez que todas as chapas de serviço [horário com a descrição do serviço a efectuar pelo motorista] estão maioritariamente construídas com recurso a horas extraordinárias por forma a rentabilizar ao máximo as placas [serviço atribuído a uma viatura, por ex. desde as 5 da manhã até à meia-noite: uma placa = dois motoristas], quer dizer que a meia hora diária, "oferecida" pelo trabalhador à empresa, é obrigatoriamente retirada ao trabalho extra e, por conseguinte, emagrecendo ainda mais o baixo salário e aumentando a mais-valia do patrão, e não se vê onde é que possa ser "absolutamente fulcral" e que impulso possa isso trazer à economia, ou a medida não é aplicável às empresas de transportes rodoviários pela impossibilidade legal [por razões óbvias, cansaço do motorista, segurança de passageiros] de as chapas de serviço terem uma amplitude superior a 14 horas?

 

[Imagem de Roberto Masotti fanada no La Repubblica]

 

 

 

 

 

 

|| O Governo com paredes de vidro translúcido

por josé simões, em 07.10.11

 

 

 

Vem um militante de base do partido do Governo anunciar, em primeiríssima mão na televisão, que o Governo do seu partido se prepara «para efectuar fusões entre as empresas de transportes», e toda a gente acha isto normal e encara isto com naturalidade. Diria mesmo com “naturalidade democrática”.

 

É este acesso a “informação privilegiada” que é possível encontrar em todas as áreas e sectores da sociedade, consoante as filiações e os amiguismos de cada um, que vai contribuindo para minar a centenária República.

 

 

 

 

 

|| Lamento, mas 15% parece-me pouco…

por josé simões, em 22.07.11

 

 

 

Comparemos o n.º de empregados vs. n.º de viaturas, o n.º de quilómetros percorridos, e a massa salarial entre, por exemplo, a privada Transportes Sul do Tejo e a pública Carris.

 

(O tarifário aumenta 2, 7% no sector privado e 15% no sector público. Ter gestores formados na Universidade do Cartão do Partido é outra loiça.)

 

(Imagem “Victoria Station Luggage” by John Gay)