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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| O[s] público[s]-alvo do Governo

por josé simões, em 03.01.13

 

No mesmíssimo dia em que o Governo avança com a «proposta de redução das indemnizações para 12 dias por cada ano de trabalho», o BCP, banco intervencionado pelo Estado, «ofereceu aos trabalhadores que aceitarem sair 1,7 vencimentos por cada ano de trabalho», ao mesmo tempo que, com o aval do Governo dos "12 dias", reencaminha para uma Segurança Social, "descapitalizada" e sem dinheiro para nada, nas palavras do próprio Governo, a cortar a eito, na duração e no valor, em tudo o que é subsídio e comparticipação, 600 rescisões amigáveis, directamente para o subsídio de desemprego. Este Governo não tem pena de 600 futuros desempregados, este Governo é amigo dos bancos. Mas isso já toda a gente sabe. Ou pelo menos devia saber, passado que é um ano e meio.

 

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|| O "elevador social" de que Paulo Portas falava na campanha eleitoral

por josé simões, em 12.12.12

 

 

 

O Governo PSD/ CDS baixa as indemnizações por despedimento, ao mesmo tempo que reduz o valor e a duração do subsídio de desemprego e das prestações sociais, de modo a obrigar as pessoas a voltar ao mercado de trabalho de uma economia e de um tecido económico destruídos pelas políticas do Governo PSD/ CDS. As mais-valias e os dividendos dos patrões e accionistas não são para aqui chamados, e Isabel Jonet em alta nas colunas "Sobe & Desce" dos jornais. O crime perfeito.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Uma frase que é toda ela um programa

por josé simões, em 22.08.12

 

 

 

«[…] aquilo que cada empresa gasta por cada funcionário […]». Depois de ter sido despromovido à condição de "colaborador", o trabalhador, com dignidade, já não vende a sua força de trabalho, agora a empresa "gasta" com o funcionário.

 

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|| Como diria o "treesome" Pedro/ Miguel/ Paulo, um não-país

por josé simões, em 10.07.12

 

 

 

«Portugal sofreu a maior quebra de salários da OCDE em 2011» e «Crianças portuguesas estão a emigrar para trabalhar»

 

[Na imagem a Presidência - pobrezinha, remediada, honesta e temente a Deus e aos mercados - que nos calhou em sorte, num intervalo de avisar, na primeira página do Público de hoje]

 

 

 

 

 

 

|| Tempos que correm

por josé simões, em 16.06.12

 

 

 

Ao menos no tempo do Império Romano as coisas eram mais transparentes: havia escravos. Por outras palavras, retiraram o factor dignidade ao trabalho.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| O elevador social

por josé simões, em 17.01.12

 

 

 

Aumentam-se todas as taxas, tarifas e impostos, até quase a total liberalização, em nome dos custos de produção e da sustentabilidade. Desregula-se o mercado de trabalho com menos protecção no emprego e no desemprego e pelo embaratecimento dos custos do trabalho, reduzem-se até quase à eliminação as prestações sociais. O Estado demite-se da sua função social e coloca-se a segurança social a financiar a redução dos salários dos trabalhadores com o dinheiro dos descontos dos já por si baixos salários. Fomenta-se a miséria. É o crime perfeito.

 

Mas como somos um país de tradição cristã há que acudir aos famintos e aos pés descalços vítimas das políticas do Estado, dar esmola para ficarmos de bem com Deus, já que com os mercados Diabo nem por isso. Omnipotente e omnipresente e [omni]insaciável como o Criador.

 

Voltam as ovelhas tresmalhadas ao rebanho do Senhor porque as pessoas têm de se encostar a algum lado, têm de se valer de alguma coisa. É a natureza humana.

Foi [é] pela ausência e demissão do Estado que os fundamentalismos religiosos florescem e prosperam na margem sul do Mediterrâneo. Não há ponto sem nó. É o elevador social de que falava o parolo dos chapéus na campanha eleitoral.

 

[Na imagem "Escurre" by Chema Madoz]

 

 

 

 

 

 

|| E a solução é?..

por josé simões, em 16.01.12

 

 

 

Proposta por aquele senhor que pensa que é ministro da Economia: trabalhar mais meia hora diária…

 

«Os trabalhadores portugueses são dos que mais trabalham, mas a competitividade da economia portuguesa é das mais baixas da EU»

 

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|| Devo trabalhar de graça, de borla, para aquecer, a bem da Nação, porque o patrão precisa coitadinho, or ever?

por josé simões, em 09.01.12

 

 

 

À atenção de Pedro Passos Coelho, Miguel Relvas, Vítor Gaspar, Paulo Portas, Álvaro, e população em geral, não obrigatoriamente por esta ordem.

 

Detalhes aqui e para escolher o idioma aqui, se bem que o português seja um bocado para o manhoso.

 

 

 

 

 

 

|| Os amigos são para as ocasiões

por josé simões, em 22.12.11

 

 

 

A lei da mais-valia [absoluta] explicada às criancinhas e outros analfabetos.

 

 

 

 

 

 

|| Rewind / Fast Forward buttons

por josé simões, em 07.12.11

 

 

 

Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América.

 

Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA. No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte,  4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.

 

Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.

 

Em 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. [Fonte]

 

«O Governo aprovou hoje em Conselho de Ministros o aumento de meia hora diária do horário de trabalho no sector privado.»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Da ideologia

por josé simões, em 06.12.11

 

 

|| Amnesty International: Worker. For a world where you can speak your mind

por josé simões, em 18.10.11

 

 

|| Empregos para ucranianos e brasileiros

por josé simões, em 29.08.11

 

 

Não espanta ninguém que alguns dos principais beneficiários pelo estado calamitoso em que se encontram as finanças do país venham agora a terreiro clamar por medidas para a competitividade e produtividade. Agora que o país deixou de ser atractivo para a imigração há que aplicar aos nativos a mesma dose que antes era aplicada aos desgraçados que vinham de fora em busca de melhores salários e condições de vida. Começa sempre assim, não está em causa isto, não está em causa aquilo, e depois vem o mas.

 

 

 

 

 

|| Da série "Coisas Verdadeiramente Surpreendentes"

por josé simões, em 20.07.11

 

 

 

Sempre foi. Conjugado com as alterações que se adivinham à lei laboral é apenas um upgrade da mais-valia absoluta.

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

 

 

 

 

|| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 25.05.11