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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| E respeito nenhum

por josé simões, em 21.11.15

 

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Percebem agora porque é que o mangas de alpaca que a direita tem no governo do Banco de Portugal e onde lava as mãos consoante as conveniências contratou Sérgio Monteiro, com mestrado em PPP’s e doutoramento em contratos swap, para fazer uma, mais uma PPP com o Novo Banco?


«Bancos ficaram com o poder de mandar o Estado renacionalizar a TAP. E de obter nova garantia pública à dívida. Nunca uma privatização tinha tido estas condições.


Risco da dívida da TAP fica no Estado»


O bolso do contribuinte é um poço sem fundo. E respeito nenhum.


[Imagem]

 

 

 

 

||| Andam amigos de Miguel Pires da Silva a tirar selfies nos corredores do ministério da Economia [*]

por josé simões, em 01.07.15

 

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Não sei o que é mais surpreendente, se o haver pessoas com [falta de] carácter suficiente ao ponto de verem o seu nome associado ao de Pires de Lima  para se fazerem passar por representantes do ministro da Economia, se as pessoas terem já assimilado que representando de Pires de Lima podem retirar vantagens económicas e benefícios vários das privatizações.


[Miguel Pires da Silva e imagem]

 

 

 

 

||| É assim que a coisa funciona

por josé simões, em 14.06.15

 

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«Questionado pelos jornalistas numa conferência de imprensa em Seul, na Coreia do Sul, sobre se a situação do Grupo Espírito Santo pode ter consequências na economia portuguesa, Cavaco Silva afirmou que o "Banco de Portugal tem sido peremptório, categórico, a afirmar que os portugueses podem confiar no Banco Espírito Santo (BES)".


O Presidente da República justificou que os portugueses podem confiar no BES "dado que as folgas de capital são mais do que suficientes para cobrir a exposição que o banco tem à parte não financeira, mesmo na situação mais adversa".»

 

 

«Interrogado sobre a avaliação que Bruxelas fará do negócio, o Presidente da República explicou que as informações que recebe são dadas pelo Governo e pela Direcção-Geral da Concorrência, adiantando que a conjugação dos dois documentos aponta para que a TAP tenha possibilidade de permanecer uma "companhia europeia autónoma, com um hub [base de operações] em Portugal, satisfazendo serviços públicos e mantendo as especificidades próprias" relativas ao Brasil e ao países africanos de língua oficial portuguesa» o que o leva a estar «"mais aliviado" relativamente à privatização da TAP».


É assim que a coisa funciona, Cavaco Silva não disse, Cavaco Silva disse que lhe disseram, o que não é bem a mesma coisa de dizer e que é o esconderijo dos cobardes e dos irresponsáveis para quando as coisas correm mal, depois. Porque antes, a ideia era Cavaco dizer e dar a cara e quem foi ao engano porque ouviu Cavaco dizer é porque estava desatento porque Cavaco não disse, Cavaco disse que lhe disseram. Temos pena.


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||| Como diz "o outro", o resto são pinares

por josé simões, em 11.06.15

 

Matthew Smith-National Geographic Traveler Photo C

 

 

Importa agora é saber quem foi o facilitador e qual o escritório de advogados que trabalhou com o consórcio vencedor para perceber quem é quem e aferir o respectivo peso, de momento, na coligação de direita. O resto são pinares, como diz "o outro".


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||| A Voz do Povo

por josé simões, em 02.06.15

 

 

 

Ao balcão do café: "Ainda vamos ver o Relvas sentado numa cadeira do conselho de administração da TAP privatizada".

 

 

 

 

||| E ficam desde já avisados

por josé simões, em 16.05.15

 

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Que o Governo, democraticamente eleito e na plenitude de funções, a 4 meses de eleições tem legitimidade para privatizar o que muito bem entender até ao último segundo do último dia de mandato, logo a começar por uma companhia aérea de bandeira que até constava no programa.


O Governo, dos mesmos partidos, que assinou o despacho a autorizar o abate de 2 600 sobreiros, espécie protegida, na Herdade da Vargem Fresca em Benavente, já depois de José Sócrates ter ganho as eleições, com a data do despacho rasurada para uma data anterior, segundo o Expresso, para caber dentro da tal legitimidade do Governo na plenitude de funções.


O Governo dos mesmos partidos que na madrugada da tomada de posse de José Sócrtaes como primeiro-ministro assinou o despacho da não devolução ao Estado do edifício do Casino de Lisboa, no Parque Expo, no final da concessão à Estoril Sol, com Telmo Correia, especialmente profícuo, a assinar 300 – trezentos – 300 despachos numa só madrugada.


Portanto ficam desde já avisados que vai ser saque e fartar vilanagem até ao cair do pano.


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||| Quando até o Correio da Manha consegue perceber

por josé simões, em 12.05.15

 

«Num país sem tradição capitalista, em que os grupos económicos estão habituados a viver à custa de privilégios e rendas do Estado, o processo não passa de uma transferência de propriedade pública para mãos estrangeiras de joias da coroa, com intermediários nacionais a fazerem fortuna pelo caminho, enquanto milhares de trabalhadores são despedidos. Foi assim na Banca, nos seguros, na energia, na Cimpor, na PT. Em alguns casos, houve mesmo crimes de lesa-pátria. O dinheiro dessas vendas não resolveu nenhum problema. E o País ficou mais pobre.»


«Uma triste história

 

A privatização da TAP é mais um triste capítulo de uma história de alienação de soberania nacional.»

 

 

 

||| Diz-me com quem andas...

por josé simões, em 16.01.15

 

Margaret Thatcher miners strike.jpg

 

 

Independentemente da inconstitucionalidade obvia [mais uma do I Governo Inconstitucional da democracia] do direito ao despedimento só para quem é sindicalizado e sindicalizado em sindicatos que negoceiam com o Governo, o interessante nesta trapalhada é o Governo, que despreza os sindicatos e o sindicalismo, "falar grosso" e "partir a espinha", que sonha a cores com Margaret Hilda Thatcher e os mineiros, negociar com sindicatos na questão da privatização de uma empresa. Diz mais sobre os sindicatos envolvidos do que sobre o próprio Governo.


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Post-scriptum: "Margaret Hilda Thatcher teria feito assim"? É isto que lhes vai na cabeça neste preciso momento.

 

 

 

 

||| É uma questão de fezada

por josé simões, em 19.12.14

 

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O fulano que acreditava piamente na constitucionalidade de 4 – quatro – 4 Orçamentos do Estado é o fulano que tem a certeza de que a requisição civil para a greve na TAP é legal. Mete as mãos no fogo e jura pelas alminhas e pela rica saudinha dos entes mais queridos.


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||| E deixar de argumentar como se fossemos todos um bando de crianças?

por josé simões, em 18.12.14

 

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"por determinismos ideológicos e políticos" não pode haver uma greve contra uma privatização ditada pelos por determinismos ideológicos e políticos dos partidos da coligação que compõem o Governo que decreta a requisição civil para defender a economia nacional e o interesse público que deixa de ser prioritário a partir do momento em que a empresa for privatizada, ou nacionalizada por outro Estado, como tem sido norma nestes quatro anos de Governo da direita.


Que fica tudo escarrapachado, tim-tim por tim-tim, no caderno de encargos, isso do interesse público e do serviço público e que não há volta a dar-lhe pela empresa ou pelos investidores ou pelos especuladores que comprarem a TAP. Assim como estava tudo escarrapachado, tim-tim por tim-tim, preto no branco, não havia volta a dar-lhe, no caderno de encargos que era a Constituição da República Portuguesa no capítulo que dizia que as nacionalizações eram irreversíveis.


E deixar de argumentar como se fossemos todos um bando de crianças?


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||| O que é muito pouco, convenhamos

por josé simões, em 16.12.14

 

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A verdade é que as únicas justificações dadas até agora pelo Governo e pelos escudeiros do Governo para a privatização da TAP é porque a dita já vinha numa alínea qualquer do PEC IV, que era tão mau tão mau tão mau para o país que até obrigou o Governo antes de ser Governo a votar contra ele; que já vinha numa alínea qualquer do memorando de entendimento com a troika, assinado e fotografado com um BlackBerry pelo Eduardo Catroga do PSD e por uma trupe de penteadinhos de gravatas Hermès do sentido de Estado e do balão e arco da marcha da governação do CDS com Paulo Portas à cabeça; e porque sim. O que é muito pouco, convenhamos.


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||| Já não percebo nada

por josé simões, em 14.12.14

 

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Eu era capaz de jurar que a troika tinha sido despedida e que até tinha havido um Conselho de Ministros especial de corrida para o assinalar com direito a discurso do Moedas que o Dono Disto Tudo punha “a funcionar” e tudo e ainda tinha havido em final countdown no Largo do Caldas com o apóstolo-soberano e os escudeiros e garrafas de espumante e tudo e afinal não passou tudo de uma pantominice porque é preciso privatizar a TAP porque estava escrito no memorando de entendimento assinado pelo Eduardo Catroga em nome do PSD e registado para a posterioridade num BlackBerry que era o último grito em telecoises e que agora já ninguém usa nem o Obama e pela delegação do CDS todos lampeiros e engravatados e penteados pelo mesmo cabeleleireiro com Paulo Portas à cabeça a dar vivas a Portugal e a a D. João IV e a Deuladeu Martins e afinal não passou tudo de uma pantominice mais outra porque afinal de contas é preciso privatizar a TAP porque vem escrito no memorando com a troika que já cá não está porque foi despedida e celebrada num Conselho de Ministros especial de corrida com discurso do Moedas e tudo e num rendez-vous no Largo do Caldas com relógios a andar para trás e rolhas de espumante a andar pelos ares.


Já não percebo nada.


«Memorando da troika estabelece apenas a “venda” da TAP

Documento não pormenoriza se a venda é parcial ou total, ao invés do que sucede com a REN e EDP. Polémica abriu nova frente de confronto entre Governo e PS.»


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| O estado da Nação

por josé simões, em 28.12.13

 

 

 

Um ministro qualquer de um Estado que não existe chama pateta ao Presidente da República e o pagode encolhe os ombros e continua impávido e sereno. Who gives a shit?

 

 

 

 

 

 

|| E voltamos sempre ao início

por josé simões, em 17.12.12

 

 

 

 "só fui recebido pelo dr. Ricardo Salgado, presidente do BES"

 

[Imagem fotograma de Nosferatu de F.W. Murnau]

 

 

 

 

 

 

|| Correcção à notícia no Público online

por josé simões, em 22.02.12