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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| E deixar de argumentar como se fossemos todos um bando de crianças?

por josé simões, em 18.12.14

 

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"por determinismos ideológicos e políticos" não pode haver uma greve contra uma privatização ditada pelos por determinismos ideológicos e políticos dos partidos da coligação que compõem o Governo que decreta a requisição civil para defender a economia nacional e o interesse público que deixa de ser prioritário a partir do momento em que a empresa for privatizada, ou nacionalizada por outro Estado, como tem sido norma nestes quatro anos de Governo da direita.


Que fica tudo escarrapachado, tim-tim por tim-tim, no caderno de encargos, isso do interesse público e do serviço público e que não há volta a dar-lhe pela empresa ou pelos investidores ou pelos especuladores que comprarem a TAP. Assim como estava tudo escarrapachado, tim-tim por tim-tim, preto no branco, não havia volta a dar-lhe, no caderno de encargos que era a Constituição da República Portuguesa no capítulo que dizia que as nacionalizações eram irreversíveis.


E deixar de argumentar como se fossemos todos um bando de crianças?


[Imagem]

 

 

 

 

||| O que é muito pouco, convenhamos

por josé simões, em 16.12.14

 

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A verdade é que as únicas justificações dadas até agora pelo Governo e pelos escudeiros do Governo para a privatização da TAP é porque a dita já vinha numa alínea qualquer do PEC IV, que era tão mau tão mau tão mau para o país que até obrigou o Governo antes de ser Governo a votar contra ele; que já vinha numa alínea qualquer do memorando de entendimento com a troika, assinado e fotografado com um BlackBerry pelo Eduardo Catroga do PSD e por uma trupe de penteadinhos de gravatas Hermès do sentido de Estado e do balão e arco da marcha da governação do CDS com Paulo Portas à cabeça; e porque sim. O que é muito pouco, convenhamos.


[Imagem]

 

 

 

 

||| Já não percebo nada

por josé simões, em 14.12.14

 

Photograph for Ad Lib Studios1.JPG

 

 

Eu era capaz de jurar que a troika tinha sido despedida e que até tinha havido um Conselho de Ministros especial de corrida para o assinalar com direito a discurso do Moedas que o Dono Disto Tudo punha “a funcionar” e tudo e ainda tinha havido em final countdown no Largo do Caldas com o apóstolo-soberano e os escudeiros e garrafas de espumante e tudo e afinal não passou tudo de uma pantominice porque é preciso privatizar a TAP porque estava escrito no memorando de entendimento assinado pelo Eduardo Catroga em nome do PSD e registado para a posterioridade num BlackBerry que era o último grito em telecoises e que agora já ninguém usa nem o Obama e pela delegação do CDS todos lampeiros e engravatados e penteados pelo mesmo cabeleleireiro com Paulo Portas à cabeça a dar vivas a Portugal e a a D. João IV e a Deuladeu Martins e afinal não passou tudo de uma pantominice mais outra porque afinal de contas é preciso privatizar a TAP porque vem escrito no memorando com a troika que já cá não está porque foi despedida e celebrada num Conselho de Ministros especial de corrida com discurso do Moedas e tudo e num rendez-vous no Largo do Caldas com relógios a andar para trás e rolhas de espumante a andar pelos ares.


Já não percebo nada.


«Memorando da troika estabelece apenas a “venda” da TAP

Documento não pormenoriza se a venda é parcial ou total, ao invés do que sucede com a REN e EDP. Polémica abriu nova frente de confronto entre Governo e PS.»


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| O estado da Nação

por josé simões, em 28.12.13

 

 

 

Um ministro qualquer de um Estado que não existe chama pateta ao Presidente da República e o pagode encolhe os ombros e continua impávido e sereno. Who gives a shit?

 

 

 

 

 

 

|| E voltamos sempre ao início

por josé simões, em 17.12.12

 

 

 

 "só fui recebido pelo dr. Ricardo Salgado, presidente do BES"

 

[Imagem fotograma de Nosferatu de F.W. Murnau]

 

 

 

 

 

 

|| Correcção à notícia no Público online

por josé simões, em 22.02.12

 

 

|| Agit-prop

por josé simões, em 25.06.11

 

 

 

Pedro Passos Coelho, para dar o exemplo à plebe e um sinal à troika, «vai voar sempre em económica na Europa» apesar de ser «prática corrente os ministros e os secretários de Estado serem dispensados do pagamento de bilhete nas deslocações oficiais» em que utilizam os serviços da TAP. Soube o jornal «junto de fonte ligada ao anterior Executivo». Fonte, ligada, anterior executivo. Foi assim frustrada, de modo simples e eficaz, a primeira acção de agit-prop do novel executivo, com uma acção de guerrilha, limpa e sem danos colaterias, ao alcance de um telemóvel ou de um e-mail. Siga a dança.

 

(Imagem “1970’s Southwest Airlines”, Hulton Archive/ Getty Images)

 

 

 

 

 

 

|| I beg your pardon?! - um post escrito por um “jacobino” (*)

por josé simões, em 29.04.10

 

 

 

 

Estamos a falar da TAP? Reformulando a pergunta: estamos a falar de “a” TAP, “aquela” TAP?

 

«Um serviço de 24 peças de porcelana para seis pessoas - num total de cerca de 100 peças, todas "bordadas" a tinta de ouro (…)»

 

Pagam os suspeitos do costume contribuintes, que eles existem é para isso mesmo, para contribuir, independentemente de acreditarem ou não no cucificado, e que se dane a dívida e o rigor de gestão porque Sua Santidade, ao contrário do carpinteiro de Nazaré, tem os lábios divinos demasiados sensíveis ao vidro e a porcelana comum. Não é?

 

(*)

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

 

|| Do século passado

por josé simões, em 10.03.10

 

 

 

Do século passado é a precariedade no emprego e o salário mínimo e o salário médio nacional. Do século passado são também os salários e os prémios dos gestores. Do século passado é haver patrão com  nickname empresário. Do século passado são partidos políticos mascarados de sindicatos e as formigas continuarem a caminhar enfileiradas no carreiro.

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

 

 

|| Alegria no trabalho

por josé simões, em 26.01.10

 

 

 

A receita para trabalhadores felizes assenta na «sinceridade e formação»; dizem. Nada mais falso. A sinceridade de uma discussão no Facebook teve como consequência um curso de formação profissional que arrisca acabar em conflito de trabalho.