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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| 30 dinheiros

por josé simões, em 03.08.15

 

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«Escolha do socialista João Proença foi anunciada pelo Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social.»


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||| A origem das espécies

por josé simões, em 21.07.15

 

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«O enfraquecimento dos sindicatos também alimenta o problema, pois leva ao aumento do rendimento dos 10% mais ricos.»

 

 

 

 

||| Serviço público

por josé simões, em 16.06.15

 

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Era algum jornalista, até podia ser mesmo um estagiário e vinha a propósito, ir perguntar ao homenzinho responsável e cheio de "sentido de Estado" e ex-sindicalista não menos responsável e não menos cheio de "sentido de Estado", João Proença, se já leu o relatório do FMI.


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||| Os homenzinhos do sindicalismo responsável e com "sentido de Estado"

por josé simões, em 14.04.15

 

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Uma: "redução da taxa terá de ser discutida em sede de concertação"
Duas: "garantiu que a medida será construída em concertação social"
Três: "a redução da Taxa Social Única é uma medida para construir em concertação social e diálogo social"


Três vezes em três sítios diferentes, é capaz de ser mesmo verdade.
"Discutida" + "construída" + "concertação social". É aqui que entra a UGT, foi para isto que a UGT foi inventada. Os homenzinhos do sindicalismo responsável e com "sentido de Estado".


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||| O homenzinho responsável vs. o artista circense

por josé simões, em 29.03.15

 

O artista circense vestido de homenzinho responsável aventa que «"se os cidadãos continuarem a depositar a decisão nestes três partidos", deveria ser criado "um pacto" entre PS, PSD e CDS para "mais do que uma legislatura"» e remata o homenzinho responsável vestido de artista circense que nos últimos quatro anos se assistiu a "um esbulho de direitos dos trabalhadores".

 

 

 

 

||| A assobiar para o lado

por josé simões, em 17.03.15

 

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Não foi nada com ele. Homenzinho com agá grande. Responsável e estimado entre os grandes do comércio e da indústria. Prenhe de "sentido de Estado". Medalhado no Dia da Raça. Almeja agora ocupar a presidência do Conselho Económico e Social. Merece. Trabalhou para isso. A assessoria na Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal é curto demais para ele.


«O direito ao trabalho foi provavelmente o mais afectado pelas medidas de austeridade” em Portugal, lê-se. E recapitulam-se medidas que para isso contribuíram: cortes salariais no sector público (aconteceu o mesmo no Chipre, na Grécia, na Irlanda); alterações nas regras de despedimento colectivo, nomeadamente com base no argumento da “extinção de posto de trabalho”; redução significativa das indemnizações a pagar, algo que também aconteceu em Espanha; congelamento do salário mínimo (na Grécia, começou por ser congelado e acabou por ser reduzido, em Portugal decidiu-se um aumento a partir de Outubro de 2014).»

 

 

 

 

||| O[s] Verdadeiro[s] Artista[s]

por josé simões, em 10.03.15

 

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Primeiro João Proença e a UGT, a meias como o ministro do CDS Pedro Mota Soares, liquidam a legislação laboral por via da revisão do código do trabalho, depois a UGT de Carlos Silva, agora já liberto da tutela do caído em desgraça Ricardo Salgado, vem fazer prova de vida [e se calhar lembrar aos patrões "quem é amigo, quem é?" para a cadeira no Conselho Económico e Social] e defender o aumento da contratação colectiva. Ninguém se riu. Nem o cameraman porque senão a imagem aparecia tremida.


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||| Dia 1 de Abril

por josé simões, em 08.01.15

 

 

 

Carlos Silva, o depois de autorizado por Ricardo Salgado, secretário-geral da UGT, propôs a António Costa, secretário-geral do Partido Socialista, o nome de João Proença, ex-secretário-geral da UGT e ex-assinante de coisas e ex-terminator do sindicalismo e da contratação colectiva em Portugal, para presidir ao Conselho Económico e Social. Diz que António Costa, secretário-geral do Partido Socialista, achou a ideia interessante.

 

 

 

 

||| O que é muito pouco, convenhamos

por josé simões, em 16.12.14

 

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A verdade é que as únicas justificações dadas até agora pelo Governo e pelos escudeiros do Governo para a privatização da TAP é porque a dita já vinha numa alínea qualquer do PEC IV, que era tão mau tão mau tão mau para o país que até obrigou o Governo antes de ser Governo a votar contra ele; que já vinha numa alínea qualquer do memorando de entendimento com a troika, assinado e fotografado com um BlackBerry pelo Eduardo Catroga do PSD e por uma trupe de penteadinhos de gravatas Hermès do sentido de Estado e do balão e arco da marcha da governação do CDS com Paulo Portas à cabeça; e porque sim. O que é muito pouco, convenhamos.


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||| "O Governo não tem um modelo de salários baixos e de desemprego para o país" [*]

por josé simões, em 03.12.14

 

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«Mais trabalhadores vão poder acumular um salário com uma parte do subsídio de desemprego, desde que tenham um contrato ou inscrição no Centro de Emprego, há pelo menos três meses» ["Colaboradores" por "trabalhadores", registe-se].


Mas como é "preciso aliviar o peso do Estado na economia", dizia o senhor Coelho antes de se alçar ao poder, e porque "não é o Estado que cria emprego" mas porque "o emprego só virá da retoma económica", disse o senhor Coelho, já primeiro-ministro, numa comunicação de Natal ao pagode, há ainda que "limar algumas arestas", diz a dona Ana Vieira da Confederação do Comércio, neste acordo de concertação social, assinado pela UGT e onde, curiosamente, o secretário-geral Carlos Silva não aparece a dar o bigode ao manifesto e às câmaras, se calhar ainda a digerir o António Costa do passado fim-de-semana no congresso do PS, e as arestas todas limadinhas e com os rebordos boleados era os trabalhadores a trabalharem para as empresas os colaboradores a colaborarem com as empresas com a colaboração da Segurança Social com o salário pago na totalidade pela Segurança Social, que está descapitalizada e precisa de reforma e de consenso para a reforma, diz o Governo, todo, e o Presidente do Governo, no palácio que é da República.


E a prova provada de as empresas ultrapassaram as dificuldades, recuperaram e estão a responder aos desafios, de que a economia está aí, em modo milagre, e de que "chegou o momento do investimento" é que uma medida temporária, como era a suspensão dos feriados, pode até ser antecipada, diz agora o vice-pantomineiro, em modo barata tonta, à procura de uma nova vocação para o partido do contribuinte-pensionistas-ex-combatentes-lavoura-famílias-numerosas, a adivinhar o que lhe vai acontecer nas próximas legislativas. Viva!


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[*] Pedro Passos Coelho, 22 de Março de 2013

 

 

 

 

||| O estado da Nação

por josé simões, em 25.11.14

 

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Uma "marcha" protesto contra o desemprego - que está a baixar, junta pouco mais de uma centena de manifestantes - espírito de contradição, vontade de chatear o Governo e de aparecer na televisão, em Viseu.

 

Um protesto contra uma troca de padres, por decisão superior da hierarquia da Igreja – "escreve Deus direito por linhas tortas", junta milhares todos os fins-de-semana em Vila Nova de Gaia - "insondáveis são os desígnios do Senhor".

 

Do que é que nos queixamos?

 

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||| Vira o disco e toca o mesmo

por josé simões, em 15.10.14

 

 

 

«UGT e CGTP criticam políticas do "mais do mesmo" no OE2015» com a UGT a acabar por assinar tudo o que o Governo lhe puser à frente lá mais para a frente mesmo sem já precisar de pedir autorização a Ricardo Salgado. Não é defeito, é feitio, e é, nas empresas, o nível a seguir a "engraxador": sabujo.

 

 

 

||| Ainda o sabujo que secretaría geralmente a UGT

por josé simões, em 01.10.14

 

 

 

E, no dia a seguir à assinatura do aumento do salário mínimo nacional, temporário, só até haver eleições legislativas e os partidos da maioria poderem usar a bandeira na campanha eleitoral, já que a imagem de um secretário-geral da UGT capaz de consensos e de ganhos de poder de compra para os mais miseráveis da sociedade, apoiante de António José Seguro, parece não ter passado em favor do dito cujo candidato nas primárias do PS, não houve paineleiro-comentadeiro do pensamento único nem cão nem gato que não fizesse primeira página nem abertura de telejornal com a última hora de que a «CGTP só assinou quatro acordos em 30 anos de concertação social» sem perceberem que, e olhando para trás e para o deve e haver, isto são medalhas e comendas para a CGTP. O PCP agradece.

 

 

 

 

 

 

||| Diz que a CGTP é correia de transmissão com agenda escondida

por josé simões, em 30.09.14

 

 

 

Negociado e assinado à socapa pela UGT, na pessoa do secretário-geral Carlos Silva, o homenzinho, crescidinho, do sindicalismo responsável e com "sentido de Estado",  o aumento miserável do salário mínimo nacional em €20 mensais é temporário, só vale até 31 de Dezembro de 2015, acaba depois das eleições legislativas e das fotografias de Carlos Silva, secretário-geral da UGT, ao lado de Pedro Passos Coelho, Paulo Portas e Pedro Mota Soares. Pior que ser correia de transmissão é ser idiota útil e carregar toda a vida na consciência, se a tiver, o peso da destruição do sindicalismo, da contratação colectiva e da descapitalização da Segurança Social.

 

 

 

 

 

 

||| Liberalismo

por josé simões, em 25.09.14

 

 

 

Meter o dinheiro do contribuinte a pagar o aumento do salário mínimo nacional às empresas enquanto continua a descapitalização da Segurança Social, que é preciso reformar e o coise e tal, com a bênção de uma associação de sabujos e sem representatividade no mundo laboral e a que se deu o nome de central sindical.

 

«Estado suporta 15% do encargo da subida do salário mínimo»

 

[Imagem de autor desconhecido]