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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| I want to believe

por josé simões, em 17.05.12

 

 

|| Muito mais que amuo politico, o Freud explica isto

por josé simões, em 23.06.11

 

 

 

Rui Tavares quando era teen sonhava com a praia debaixo da calçada e tinha na parede do quarto um poster com o Cohen-Bendit a fazer carantonhas à polícia.

 

 

 

 

 

 

|| “Dêem-me um tiro na cabeça”, upgrade

por josé simões, em 21.06.11

 

 

 

Anunciou que se «desvincula do grupo parlamentar do partido, mas mantém as suas funções como deputado independente», eleito nas listas do partido cuja direcção agora não lhe «merece a confiança política e pessoal». Independentes.

 

(Imagem fotograma de Once Upon a Time in the West)

 

 

 

 

 

|| Como diria “o outro”: de direita é a tua tia (pá!)

por josé simões, em 02.10.10

 

 

 

 

 

Como membro do colectivo 31 da Sarrafada (apesar de em 50% dos casos (ou mais) estar em completo desacordo com o que é escrito e dito pelos outros elementos do bando no Twitter e no blogue), só me resta manifestar o meu espanto por, nos alvores do sec. XXI, ainda haver gente para quem o mundo é uma coisa simples: uns são de Esquerda, outros são de Direita, e prontEs! não se fala mais nisso.

 

“Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu”, Mateus 5, 3-12.

 

(Cherry Vanilla na imagem)

 

 

 

 

 

 

 

|| Se "Deus quiser" e "graças a Deus"

por josé simões, em 15.02.10

 

 

 

É ridículo, para não lhe chamar outra coisa, invocar Zeus para não proferir a palavra Deus, só porque se é agnóstico, ateu, não crente ou o que lhe quiserem chamar.

 

Dizer «Deus sabe» é expressão popular, não profissão de Fé.

 

(Imagem de Rafael Trobat)

 

 

 

E de súbito, combinaram-se

por josé simões, em 11.12.08

 

 

Ontem tinha sido Rui Tavares no Público (só assinantes), hoje é o Pedro Lomba no Diário de Notícias.

Porque é que os portugueses estão a virar “à esquerda”; porque é que os portugueses são “de esquerda”?

 

Parece-me (a eles) que é por causa das desigualdades. E das assimetrias. E das injustiças sociais. E por ganharem pouco. Ainda tentei saber se havia uma equação demonstrativa, tipo: Baixos Salários + Aumento do Custo de Vida = Comunismo, ou Desemprego + Inflação : Taxas de Juro = Esquerda, mas não dei fé de existir.

 

Este tipo de análises soa(m)-me sempre a “manhosa”, porque se baseia(m) essencialmente no factor económico, ignorando o resto. E a meu ver “o resto” tem um peso muito maior a ter em conta na abordagem do “fenómeno”. Não explicam, por exemplo, que sendo a Direita tradicionalmente tão ciosa da ordem e da paz social não aproveite para quando é poder se manter ad eternum na governação, através de politicas que melhorem os salários e a qualidade de vida das populações e inibam “a rua”, que por sua vez é capitalizada pela Esquerda para chegar ao poder. Que inevitavelmente o vai perder nas urnas para a Direita, porque afinal não tinha a varinha mágica para acabar com as desigualdades e as injustiças, e que na maior parte das vezes a solução encontrada para as corrigir é fazer o nivelamento por baixo. É um circulo. Assim como um cão a morder a cauda.

 

Para já não falar de uma personagem da vida pública de Setúbal que é dono de 4 – quatro – 4 ourivesarias na baixa, militante do Partido Comunista e que quando vai de férias é para o parque de campismo. Expliquem lá esta; não era suposto ser um reaccionário direitista do caraças?

 

Adenda: para um dos itens d’ “o resto” que falta, recupero um excerto de um artigo de Gonçalo Reis na saudosa Revista Atlântico que usei como introdução a este post.

 

 

 

Os malandros do Rendimento Máximo e os malandros do Rendimento Mínimo

por josé simões, em 04.08.08

 

Sejamos claros.

Os bancos “arredondaram os empréstimos à habitação” e foram ao bolso das famílias numa média de cinco mil euros por cada uma.

A Operação Furacão encontrou fraude empresarial em grande escala”.

Ninguém sabe quem é o Jacinto Capelo Leite que deu dinheiro ao PP ("partido" do Paulo Portas). O mesmo PP que nunca explicou o caso dos sobreiros nem o caso dos submarinos.

Tem razão Rui Tavares hoje no Público: Uma cambada de malandros! (Que é para não lhes chamar outra coisa).

 

O que não invalida que uma cambada de malandros (também para não lhes chamar outra coisa) seja quem recebe uma casa do Estado ou da Câmara Municipal e não se digna a pagar uma renda simbólica; isto apesar de ter carro de alta cilindrada estacionado à porta; plasma e dvd e playstation na sala e telemóvel última geração no bolso.

O que não invalida que uma cambada de malandros seja quem recebe o Rendimento Mínimo e passa os dias de papo para o ar entretido com negócios pouco claros (desde tráfico de substâncias várias até venda de material contrafeito) para compor o rendimento.

 

Seja cigano ou preto; branco ou amarelo; ou até cor-de-rosa às pintinhas.

 

Post-Scriptum: Gostava de perceber qual ou quais as razões, para que os recebedores do Rendimento Mínimo não trabalhem (por exemplo em serviços em prol da comunidade; hospitais, escolas, Câmaras, etc.) enquanto usufruem da prestação. Certamente serão “boas razões”.

 

(Foto de James McManus)

 

 

 

Abertura

por josé simões, em 04.06.08

 

Não sei em que raio de país, ou em que espécie de redoma vive Rui Tavares quando escreve no Público (sem link) que “não se iludam: não dá para atrair o engenheiro indiano e expulsar o pedreiro indiano (…) – os imigrantes, principalmente os “qualificados”, vão para onde sentem abertura”.

 

O que eu sei, e por contacto directo no dia-a-dia com a realidade, é que dá para atrair o engenheiro, o professor, ou o médico moldavo e / ou ucraniano para fazer o trabalho de pedreiro.

 

(Foto encontrada no Le Soir)

 

 

 

Autoridade, autoridade

por josé simões, em 24.03.08

 

Escreve Rui Tavares hoje no Público:
 
“Tenho uma ideia.
Pegamos naquela aluna indisciplinada da escola do Porto que brigou com a professora por causa do telemóvel, fazemos um círculo em torno dela com todos os comentadores, políticos, espectadores e treinadores de bancada, e apedrejamo-la. Assim uma coisa de Antigo Testamento, mas com um toque moderno: em vez de pedras, usamos os nossos telemóveis. Depois filmamos tudo e pomos no Youtube.”
 
Eu também tenho uma ideia.
Pegamos em cem mil professores dum país chamado Portugal. Colocamo-los na Avenida da Liberdade em Lisboa a gritar palavras de ordem, só que em vez de reivindicações salariais e de progressões na carreira, de respeito pela figura do professor; de respeito pela autoridade do professor; que se acabe de vez com a enxurrada de profs que, só o são, porque não havia lugar em mais nenhum lugar ou profissão. Depois filmamos tudo através da RTP, SIC e TVI e passamos nos telejornais.
 
Ainda Rui Tavares:
 
“Se não resultar, fazemos o mesmo à professora, depois aos pais e finalmente à ministra. Estou apenas a tentar acompanhar a tendência do debate.”
 
Também tentando acompanhar “a tendência do debate”, proponho; se não resultar com os profs, pegamos nas Jotas do PS, do PC e do Bloco, e pomo-las a organizar manifs em frente aos Governos Civis das capitais de distrito, só que, em vez de palavras de ordem a exigir educação sexual nas escolas e o fim do pagamento das propinas; palavras de ordem onde é exigido que todos os alunos e estudantes respeitem a figura do professor, e de repúdio contra todos os que nas salas de aula se entretêm a ver e a fazer “a bélha cair”.
 
Se mesmo assim não resultar, pegamos nos pais e encarregados de educação, enquadrados ou não nas Associações, e pregamos com eles nas ruas a exigir que se acabe de vez com a tese defendida a toda a hora e a todo o momento, nos jornais, nas rádios e nas televisões, por “psicólogos educacionais”, que os seus filhos são uns incompreendidos, que precisam de apoio para evitar traumas e stress pós-traumático para o resto das suas vidas, e que um par de tabefes bem aplicados na altura certa, com conta peso e medida nunca fizeram mal a ninguém; e que se acabe de uma vez por todas com os ministérios da Educação-laboratório que, de há trinta e tal anos a esta parte transformaram a escola, de um local de aprendizagem e transmissão de conhecimento, numa terra de ninguém para a experimentação de politicas educativas. E que, se há alguém a precisar urgentemente de acompanhamento psicológico são os pais de alguns meninos, pela educação que (não) dão aos filhos; e também a imensa maioria dos chamados “psicólogos para a educação” por enviesarem o objecto da terapia: os coitadinhos dos meninos, quando deveria ser exactamente o contrário – o que leva a que os meninos sejam coitadinhos. (Talvez ficassem sem emprego…).
 
(Foto de Peter Mitchell para o Guardian)
 
 

Bem-vindo Dalai Lama!

por josé simões, em 12.09.07

 

“A partir de 1624 chegaram os primeiros europeus ao Tibete. Só por curiosidade: os nomes deles eram António de Andrade, Francisco de Azevedo, Estêvão Cacela e João Cabral e quando escreveram para Portugal contaram que era então vivo o quinto Dalai Lama. Hoje chega a Portugal o décimo quarto Dalai Lama, líder no exílio dos tibetanos, Prémio Nobel da Paz. Ao contrário do que acontece por todo o mundo, o ministro dos Negócios Estrangeiros já anunciou que o Governo português não receberá o Dalai Lama “pelas razões que são conhecidas”. Uma vez que não especificou, presume-se que essas razões sejam o calculismo e a cobardia. Num país que exigiu ao mundo coragem e respeito perla auto-determinação no caso de Timor-Leste, isto é vergonhoso. No íntimo, todos os portugueses sabem disso. Bem-vindo, Dalai Lama: mas perdoe-nos por estes ministros.”
 
Rui Tavares no Público de hoje.