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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| O incompetente a sacudir a água do pacote

por josé simões, em 27.01.15

 

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E nunca mais ninguém se lembra da "incorrecta transcrição de um algoritmo matemático" na não colocação dos profs, nos transtornos nas suas vidas, nas vidas das suas famílias, no rendimento e aproveitamento escolar dos alunos, nos transtornos na vida dos alunos e na vida das famílias deles.


"20 erros ortográficos numa frase" só se for numa daquelas frases, tipo  José Saramago, sem vírgulas e do tamanho de duas páginas e meia dum livro.

 

 

 

 

||| Cobardia e falta de escrúpulos

por josé simões, em 06.01.15

 

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É dado por todos aceite que, como acontece com outras profissões – médicos, pedreiros, engenheiros, motoristas, arquitectos, mecânicos, etc. , etc. , não cabe ao Estado assegurar o pleno emprego aos professores ou, dito de outra maneira, ser professor não pode, nem deve, ser sinónimo de emprego no Estado até ao dia da reforma. Daí até à falta de escrúpulos e à cobardia política dos fundamentalistas ideológicos do Estado mínimo e subconcessionado a entidades e empresas privadas, da deslealdade para com milhares de professores com anos de carreira docente por parte de quem administra temporariamente o Estado,  escondido atrás de uma “prova de avaliação docente”... vai um bocado assim, tamanho de um país que não votou neste programa político.


«[...] nas condições em que se realiza, a PACC afigura-se "como uma iniciativa isolada, cujo propósito mais evidente parece ser o impedimento ou obstaculizar o acesso à carreira docente". [...]. "Em nenhum momento a PACC avalia aquilo que é essencial: a competência dos professores candidatos para esta função".


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||| O Eduquês em acção directa

por josé simões, em 03.11.14

 

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Fosse numa empresa, privada, e era despedido sem apelo nem agravo nem indemnização ou, em última instância, ficava a trabalhar, com uma parte do salário cativada mensalmente pela entidade empregadora, até que todos os lesados fossem ressarcidos dos prejuízos e depois era despedido sem apelo nem agravo nem indemnização. Como é no Estado, que os liberais de pacotilha querem gerir e administrar com se de uma empresa, privada, se tratasse, não só não é despedido como o Governo que integra ainda nomeia uma comissão para estudar como é que o dinheiro dos contribuintes vai ser usado para pagar aos contribuintes a incompetência, a falta de rigor e de profissionalismo e a cegueira ideológica de um ministro. Como se já não bastasse o prejuízo causado aos alunos e às famílias. É prejuízo vezes dois


«O Governo publicou esta segunda-feira em Diário a República a constituição da comissão que vai apurar o direito à compensação financeira dos professores com colocação anulada no âmbito da bolsa de contratação de escola deste ano lectivo»


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||| Não sacudir a água do pacote

por josé simões, em 23.10.14

 

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O puto, Escola Secundária de Bocage, tinha prof de Geografia. Depois o camarada Crato enfrentou o problema, pegou o touro de caras e não de cernelha, não «sacudiu a àgua do pacote» [a partir do minuo 00:50] e o prof foi para a Bela Vista e o puto agora tem feriado. Parabéns pois aos da Secundária da Bela Vista, e a Pedro Passos Coelho por não se enganar nas escolhas que faz para ministros.


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||| Ainda goza com a cara dos cidadãos

por josé simões, em 20.10.14

 

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A maior rebaldaria na educação de que há memória desde os idos do PREC é «"grande sentido de responsabilidade" demonstrado pelo ministro da Educação, "ao querer assumir e corrigir" o problema, em vez de "sacudir a água do capote"».


Regista-se a hombridade de um incompetente em querer resolver um problema que inventou para um sítio onde ele não existia.


Só já faltam as passagens administrativas no final do ano para compensar a falta de professores ou a pouca matéria dada. "Só significa que acertei quando o escolhi para ministro da Educação".


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||| Afinal não é tão burro quanto parece

por josé simões, em 14.10.14

 

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Chama-se alternância democrática e são os eleitores quem o dita nas urnas:


«Nuno Crato garante que no próximo ano lectivo não haverá "experimentalismos"»


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||| Não há dinheiro para nada

por josé simões, em 08.10.14

 

 

 

E como não há dinheiro para nada vão pôr o dinheiro do suspeito do costume, o contribuinte, a pagar a ligeireza e a incompetência de um maoísta investido em ministro, a brincar com a vida das famílias, dos alunos e dos professores, ao 'grande salto em frente' na Educação, e onde culpa não é do ministro nem do Governo mas da "administração escolar" e do Estado.


«O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, anunciou nesta quarta-feira, na Assembleia da República, que já pediu ao Conselho Superior da Magistratura para nomear um magistrado que presida a uma comissão, com representantes das partes envolvidas, que deverá analisar "formas de compensação por encargos” causados pelos erros da administração escolar, no âmbito da Bolsa de Contratação de Escola (BCE).»


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||| O método de Salazar

por josé simões, em 04.10.14

 

 

 

Um mancebo do Minho ia assentar praça no Algarve ou um mancebo alentejano que ia fazer a recruta à Beira Litoral. Ambos acabavam a combater em Angola, que era nossa, ou na Guiné, que seria sempre portuguesa. Desenraizar para desmoralizar, dividir e reinar.


«Professora de Bragança colocada em Santarém foi agora mandada para o Algarve»


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||| O apagador

por josé simões, em 03.10.14

 

 

 

Só surpreende quem desconhece o modus operandi de um genuíno maoísta, de apagador na mão, a limpar o passado, a pôr e dispôr, a brincar com a vida das pessoas e das famílias, a construir o homem novo.

 

 

«MEC dá ordens às escolas para revogarem listas e anularem colocações de professores de dia 12»

 

Já fez autocrítica, como ensina o Livro Vermelho, já pediu desculpa, pode continuar, alegremente, a martelar no mesmo erro.


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||| "Uma incongruência na harmonização da fórmula"

por josé simões, em 18.09.14

 

 

 

Andar anos e anos e anos a perorar exigência e rigor no ensino; andar anos e anos e anos a perorar exigência e rigor no ensino da matemática; andar anos e anos e anos numa cruzada contra o laxismo e a falta de rigor e a falta de exigência e a falta de disciplina no ensino público e na escola pública, apesar de constantgemente desmentido pelos relatórios PISA;  andar anos e anos e anos a fabricar uma aura de exigência e rigor que o levaria de escriba de curiosidades matemáticas, aos sábados no Expresso, e de participações de exigência e rigor, na educação na escola pública e no ensino da  matemática, em programas de televisão, ao lado de Medina Carreira, na televisão do dono do Expresso, até ao cargo de ministro da Educação, para ter o seu Princípio de Peter às mãos de uma fórmula matemática.

 

Mas não se demite, um maoista não se demite, faz autocrítica e segue em frente. "Uma incongruência na harmonização da fórmula". Justiça poética é isto.

 

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|| Ler nas entrelinhas

por josé simões, em 25.06.13

 

 

 

A 48 horas de uma greve geral convocada pelas duas centrais sindicais [CGTP e UGT], o melhor, e mais bem conseguido, manifesto de apelo à greve saiu do gabinete do ministro Nuno Crato: quando há justeza nas reivindicações vale sempre a pena lutar, sem medo, por aquilo que se acredita. Dignidade no trabalho.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Desenraizar para dividir e governar

por josé simões, em 24.06.13

 

 

 

Nos idos de Salazar, e com uma guerra colonial a despedaçar famílias, os mancebos do Porto assentavam praça em Lagos e os de Lagos em Coimbra e os de Elvas em Lisboa e os de Lisboa em Bragança e por aí. Com uma cunha ficava-se à porta de casa. Uma cunha para os fiáveis e fiéis. Foi assim com o senhor Alberto João, por exemplo.

 

O Governo Passos Coelho/ Paulo Portas, da família-núcleo-central-e-fundamental-da-sociedade-amém, quer colocar professores com mulher/ marido e filhos, família constituída, professores em via de constituir família, até 60 kms da escola onde se é efectivo. Agora, porque na ideia original podia ser para qualquer parte do Portugal, que já não é do Minho a Timor.

 

A direita portuguesa, de linhagem directa do salazarismo e do Estado Novo e que nunca fez acto de contrição nem exorcizou fantasmas, amém. Por via do catolicismo e do mui judaico-cristão recalcar a culpa.

 

Há quem os leve a sério. E é para levar. Mas nunca pela conversa de ir ao cu da "mobilidade social".

 

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|| O derradeiro argumento de um perdedor

por josé simões, em 16.06.13

 

 

 

"Há muitos professores que não querem aderir à greve". E remata que os professores não devem ser pressionados, o economista-matemático que, durante anos, teve coluna num semanário a explicar ao povo as cousas da ciência mas que não conhece a Terceira Lei de Newton.

 

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|| Há coisas que nunca mudam

por josé simões, em 12.06.13

 

 

 

Contava Jaime Serra, um dos protagonistas de uma das fugas mais ousadas e espectaculares de uma prisão do Estado Novo que, após semanas de interrogatórios na prisão, sem a presença de advogado, onde foi submetido a agressões físicas de toda a espécie e crueldade e à tortura do sono, como não havia meio de ceder, lhe deram a ouvir vozes, supostamente da mulher e dos filhos, supostamente na sala ao lado, como chantagem e ameaça. "Se tens amor à tua família é melhor deitares cá para fora tudo ou a seguir são eles", mais ou menos isto, tendo ele respondido que todo o mal que fizessem à mulher e aos filhos era a PIDE, era o fascismo, era Salazar, pelas mãos daqueles agentes, quem o faria e não ele que lutava por uma causa justa.

 

Vem isto a propósito da greve dos professores e da argumentação do ministro da Educação Nuno Crato, do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, do ministro dos Negócios Estrangeiros Paulo Portas, e do Presidente Aníbal Silva, por o princípio ser exactamente é o mesmo: atirar com a greve para cima dos alunos e a responsabilidade dos prejuízos causados para o lado dos professores, como forma de disfarçar e desviar as atenções da opinião pública da incapacidade, e da falta de vontade do Governo, em lidar com o problema de forma racional e honesta.

"O superior interesse dos alunos", diria o Presidente que-foge-dos-alunos da António Arroio depois de ter açulado os alunos dos colégios privados.

 

No avatar Nuno 'Zedong' Crato, a seguir os profs iriam todos para campos de reeducação e não se falava mais nisso, na versão Governo fora-da-lei, dois Orçamentos do Estado chumbados pelo Constitucional, e desrespeito à decisão do mesmo Constitucional na reposição dos subsídios de férias esbulhados aos funcionários públicos, o que dava mesmo jeito era um Tribunal Plenário para julgar sumaríssimamente essa corja. Na falta do tribunal Plenário altera-se a Lei ao jeito do Governo de modo a que não seja necessário um Tribunal Plenário.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Depois "valha-me São Jorge e Nossa Senhora de Fátima!" que lhe chamam nomes

por josé simões, em 06.06.13

 

 

 

Nem foi há tanto tempo quanto isso, foi há 2 anos ["atrás", como agora é moda dizer], decorria a campanha eleitoral para a Presidência da República e o Presidente em exercício, e candidato a Presidente do Governo da Maioria, e de um nicho dos portugueses, não tinha comichões em vir publicamente apelar a que os alunos fossem usados e instrumentalizados como meios para atingir os fins. Era importante e um sinal de vitalidade da "nossa sociedade civil" [devia estar com o pensamento nos Pupilos do Exército ou na Academia Militar...]. Agora, que nem sequer são manipulados por terceiros, é mau, muito mau, a evitar, convoque-se a greve para o dia 10 de Junho, ou para as férias grandes. Mas deixem os da António Arroio de fora, comunistas, anarquistas, e outras coisas terminadas em istas, que se deixam usar e não percebem nada de vitalidade da "sociedade civil".

 

Depois "valha-me São Jorge e Nossa Senhora de Fátima!" que lhe chamam nomes.

 

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