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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Exportações e internacionalização são o motor da recuperação económica

por josé simões, em 11.04.15

 

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Subsitituir "Luxemburgo" por "Portugal", "Bruxelas" por "Lisboa", "Porto", "Setúbal", "Braga" ou "Faro". "ZDF" não é substituível por "RTP", "SIC", "TVI", porque logo a seguir à reportagem entram os comentadores do pensamento único com lugar cativo e tudo volta à maior das normalidades e é só maravilhas, yellow brick road e amanhãs que cantam. Exportamos e internacionalizamos pobreza e miséria e não nos envergonhamos com isso. "A nossa imagem no estrangeiro" não é para aqui chamada.


«Família portuguesa retrata pobreza infantil no Luxemburgo


O caso de uma família portuguesa em dificuldades no Luxemburgo, denunciado numa reportagem da televisão alemã ZDF, levou dois deputados socialistas a questionar o Governo luxemburguês.»


[Imagem de Gerald Bloncourt. Emigrantes portugueses na bidonville, arredores de Paris, 1967]

 

 

 

 

||| O defeso da pescadinha de rabo na boca

por josé simões, em 26.02.15

 

pescadinhas de rabo na boca.jpg

 

 

O bom aluno dos programas de ajustamento e da austeridade, depois de colocado em vigilância apertada por causa de excessivos desiquilibrios macroeconómicos, leva um puxão de orelhas por causa do desemprego elevado, e com tendência para estabilizar, e uns valentes calduços pela ineficaz resposta aos elevados níveis de pobreza, e de pobreza infantil, ambos provocados pelo ajustamento e pela austeridade de que Portugal é o bom exemplo na sua aplicação, sob vigilância da Comissão Europeia que faz relatórios e aconselhamentos.

 

 

 

 

||| Uma guerra na Europa

por josé simões, em 02.02.15

 

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Como podiam muito bem dizer Pedro Passos Coelho ou Sarah Palin, já começaram guerras na Europa por causa de coisas assim, não uma guerra mundial mas talvez uma guerra civil, vá lá...


«Croácia perdoa as dívidas a 60 mil dos seus cidadãos mais pobres»


[Imagem]

 

 

 

 

||| E é verdade, sim senhora

por josé simões, em 12.09.14

 

 

 

«"Há profissionais da pobreza em Portugal", alerta Isabel Jonet»

 

 

Pessoas que recebem e gerem milhões, transferidos do Orçamento do Estado, duplicando funções ao Estado social [e gerando mais custos em salários para os contribuintes], os que já estão no Estado e na Segurança Social, os que trabalham para as IPSS e são pagos pelo dinheiro dos contribuintes, que o voluntariado não chega para as sobras por mais voluntario que seja, e que a pretexto ainda vão doutrinando e evangelizando no Estado laico.

 

Pessoas que se dedicam a organizar xis dias por ano o Dia do Hiper e do Supermercado, valendo-se do bom coração e da caridade cristã dos seus co-cidadãos, o dia em que os hipers e supers duplicam e triplicam as vendas, gerando milhões em lucros para os patrões e accionistas, sem que se dignem sequer a doar uma parte aos mais necessitados.

 

Ainda não percebi se a dona é mesmo desleixada com o visual e com a higiene pessoal ou se é estratégia de marketing para parecer mais chegada aos pobrezinhos e desvalidos do capitalismo financeiro a que presta vassalagem sempre que as oportunidades lhe surgem mas, no próximo Dia do Hiper e do Supermercado, sugiro que cada português de bom coração ou de caridade cristã coloque um frasco de champô dentro do saquinho porque parece que a oleosidade [com Cristiano accent] está a afectar a já por si fraca capacidade de raciocínio da senhora.

 

 

 

 

 

||| Um mentiroso compulsivo

por josé simões, em 09.07.14

 

 

 

Ora deixa cá ver quem é que quem governava entre 2007 e 2011...

 

"Na apresentação do relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre a consolidação da reforma estrutural em Portugal, encomendado pelo Governo e entregue ontem, terça-feira, Pedro Passos Coelho elogiou o trabalho dos últimos anos, sublinhando a diminuição da desigualdade dos rendimentos e da taxa de pobreza relativa. Contudo, as conclusões baseiam-se em números centrados no período entre 2007 e 2011, apresentados no relatório."

 

[Pinocchio na imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Viviam acima das suas possibilidades

por josé simões, em 24.03.14

 

 

 

«Risco de pobreza em Portugal no nível mais elevado desde 2005.

 

Quase dois milhões de pessoas em risco de pobreza.

 

10,9% da população em privação material severa»

 

 

 

 

 

 

||| O "elevador social" de Paulo Portas

por josé simões, em 22.02.14

 

 

 

«Portugal é um dos países europeus com mais concentração de rendimentos nas famílias mais ricas.

 

Na prática, um décimo das famílias portuguesas concentra 27,3% do rendimento global amealhado por todas durante um ano.». «Terra à vista! Diriam os nossos marinheiros».

 

 

«750 mil famílias caíram para os escalões mais baixos do IRS em dois anos». Viviam acima das suas possibilidades, porque «o socialista é muito bom a gastar o dinheiro dos outros, mas quando acaba o dinheiro chamam-nos a nós e a vocês para compor as coisas»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Descubra as diferenças

por josé simões, em 20.02.14

 

 

 

«Portugal é um dos países europeus com mais concentração de rendimentos nas famílias mais ricas.

 

Na prática, um décimo das famílias portuguesas concentra 27,3% do rendimento global amealhado por todas durante um ano.»

 

 

«Salários em Portugal ainda deveriam baixar entre 2% e 5%, defende Bruxelas»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Descubra as diferenças

por josé simões, em 05.12.13

 

 

|| A gente intuitivamente sabe isto

por josé simões, em 12.09.13

 

 

 

E confirma por ver, e sentir na pele cada vez mais osso, no dia-a-dia, e quando começa a cheirar a dinheiro fresco e os Pá Triques Monteiros deste país não se tiram das televisões em declarações e entrevistas e debates, e às portas dos ministérios com os investimentos e os desenvolvimentos e os apoios e a criação de emprego e a sustentabilidade das empresas e todo o léxico que nem de longe possa soar a subsídio:

 

«Portugal tem beneficiado "elites económicas" e arrisca-se a ser um dos países mais desiguais»

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Salazar, intuitivamente, sabia isto

por josé simões, em 31.08.13

 

 

 

«Pobreza reduz as capacidades cognitivas». Já em forma de 'liberalismo científico', «Só vamos sair da crise empobrecendo». O que tu queres sei eu.

 

[Na imagem as barracas no Castelo Velho em Setúbal, 1975, do arquivo da Associação de Moradores do bairro O Grito do Povo]

 

 

 

 

 

 

|| Trabalhar para a reforma

por josé simões, em 14.07.12

 

 

 

No que concerne aos cidadãos podemos dividir Portugal em duas categorias distintas: os que trabalham para a reforma e os que trabalham para a reforma dos outros.

 

«Pobreza. Três milhões vivem com menos de 500 euros/mês»

 

Populismo e isso. A Democracia tem custos e tal. E já agora a sustentabilidade da Segurança Social e por via disso trabalhar de sol a sol e até morrer.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Temos de empobrecer porque estamos a viver acima das nossas possibilidades

por josé simões, em 28.04.12

 

 

 

Enquanto Cavaco Silva, para ficar de bem com Deus e com o Diabo, finge não perceber o que é que na realidade se está a passar, que as "reformas", muito mais que económicas e estruturais, são políticas e ideológicas, Maria Filomena Mónica em entrevista ao i, e num raro momento de lucidez, põe o dedo na ferida: «Quem é muito pobre não pode lutar pelos direitos, só luta pela sobrevivência». Elementar. Foi por isso que, entre outras, a Filosofia nasceu na Grécia antiga – o trabalho escravo libertou o cidadão para outros ócios. Na ausência e quase impossibilidade do recurso à escravatura há que contornar o obstáculo, pelo embaratecimento do custo do trabalho, até ao limiar da sobrevivência. Mantém o povo ocupado com a barriga e liberta a elite para outros ócios. Com um bocado de sorte, e fé em Deus, pode ser que daí nasça Filosofia.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| A pobreza envergonhada dos pais e a fome escondida dos filhos

por josé simões, em 27.04.12

 

 

 

Desde que acabaram as férias de Páscoa que estão a acontecer coisas estranhas na escola, disse-me o puto, 10 anos, 4.º ano de escolaridade. Coisas estranhas… Como assim?.. Todos os dias desaparecem dois lanches das mochilas… ainda hoje foi um pão com fiambre e um leite à […], e mais não sei o quê ao não sei quantos, não fixei, vinha a conduzir, com os olhos no trânsito e os ouvidos na TSF, onde o administrador-delegado, Gaspar, dizia que já via luz ao fundo do túnel. A professora diz que na nossa sala não é… Pois, deve ter tido a ajuda da Calleigh e do Delko do CSI Miami para chegar a essa conclusão, pensei. É uma escola mesmo no centro da cidade, mesmo no coração de um bairro da classe média, média-alta. Temos de empobrecer e andámos a viver acima das nossas possibilidades, dizia há uns tempos o chefe Coelho do administrador-delegado Gaspar. Olha, vamos combinar uma coisa, prometes? Sim. Se vires algum menino ou alguma menina a tirar um lanche – olha que é só o lanche, da tua mochila, ou de outra mochila de outro menino ou de outra menina qualquer, não dizes nada a ninguém, está bem? Sim. Silêncio. Mais silêncio. Porque eles têm fome e estão a tirar para comer, é? É.

 

Estas coisas vemos nas televisões, naqueles programas da vida dos bichos, aos sábados e aos domingos antes do telejornal da hora do almoço, antes de começar a sessão de propaganda dos recuperadores da Pátria. Mas nós não somos bichos. Governados por, talvez.

 

[Imagem de Alex Levac]

 

 

 

 

 

 

|| Recordações da Casa Amarela

por josé simões, em 04.08.11

 

 

 

«uma das áreas fundamentais de apoio será a formação em gestão do orçamento familiar, para garantir que os funcionários aprendem a gerir os seus rendimentos». Como é que se gere um ordenado a rondar os €600 mensais?

 

«violência doméstica, risco de abandono escolar dos menores a seu cargo». Como é que se gere uma família quando os pais têm horários de trabalho efectivos de 10 ou mais horas diárias [e não recebem mais por isso]?

 

De Janeiro a Janeiro, lai-lai-lai

 

(Imagem)