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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| O Provedor do Consumidor

por josé simões, em 03.09.12

 

 

 

|| O jornalismo-ponto

por josé simões, em 10.05.12

 

 

 

O que Alexandre Soares dos Santos se esquecia de responder, na pergunta que lhe era feita no Negócios da Semana na SIC Notícias, respondia José Gomes Ferreira por ele.

 

 

 

 

 

 

|| Chikan, groping, frotteurismo

por josé simões, em 04.05.12

 

 

 

«Fizeram tudo nas minhas costas»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Ainda o 1.º de Maio das mercearias

por josé simões, em 02.05.12

 

 

 

Que a Esquerda ficou furiosa e revoltada pelas pessoas terem podido comprar produtos a baixo preço, que se fosse o Estado a financiar o desconto de 50% a Esquerda já não protestava, foram só alguns dos argumentos lidos no Twitter e nos blogues da causa. Pois. Sem tirar nem pôr, a questão é mesmo essa.

 

O que Alexandre Soares dos Santos fez, além do inestimável serviço que prestou ao Governo na questão dos feriados, foi sublinhar, em tempo de recessão e da austeridade mais austera de que há memória, o modelo de despesa das famílias, desde que a Sonae abriu o primeiro hipermercado já lá vão mais de uma vintena de anos ["isto não é um país, é uma grande superfície"], e deixar bons indicadores para o "riot spirit", latente, e que não estamos assim tão longe de Londres 2011 como possa parecer. Coisa aliás que o Grupo Jerónimo Martins deve saber melhor que ninguém, ou pelo menos devia, dado que até tem um senador 'sociólogo' da Nação assalariado.

 

Depois, se acontecer, a culpa é da Esquerda que atiça, espoleta, e explora o descontentamento das populações, que a Direita, essa, é ordeira e respeitadora da ordem instituída, além de avessa a estas coisas da causa-efeito.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| O Pingo Doce é vermelho! O Pingo Doce é do Povo, não é de Moscovo!

por josé simões, em 01.05.12

 

 

 

Está bem que a gente podia perguntar, já que excluído parece estar o parar para pensar, porque é que o Grupo Jerónimo Martins decidiu fazer uma campanha promocional no dia 1.º de Maio e não no dia 30 de Abril ou no dia 2 de Maio ou até no dia 25 de Abril ou no domingo de Páscoa. Podia. Pretérito imperfeito do verbo poder. E se calhar até levava como resposta, e com ar sério, ar de sentido de Estado, que é para comemorar o Dia do Trabalhador.

Nunca o lugar comum "temos aquilo que merecemos" fez tanto sentido como hoje, dia 1 de Maio do Ano da Graça de 2012.

 

[Imagem fanada aqui]

 

 

 

 

 

 

|| "Quando o povo tem fome, tem direito a roubar" [*]

por josé simões, em 31.01.12

 

 

|| As pessoas fazem greve porque lhes apetece fazer ou porque sim [*]

por josé simões, em 11.01.12

 

 

 

Portugal seria um lugar muito mais… errr… habitável e a Europa teria uma identidade muito mais forte se fosse construída à imagem da China. Não fosse essa coisa dos sindicatos e dos cidadãos reivindicarem e de se recusarem a aceitar o seu destino de sofrimento nesta vida, como vem na Bíblia, e tudo seria perfeito. O trabalhador trabalhava, que é como quem diz o colaborador colaborava e o patrão mandava, que é como quem diz, o empresário pensava, e assim, de mãos dadas, all together now e alegria no trabalho, criávamos riqueza e se nos portássemos bem sempre caíam umas migalhas.

 

[*] E fazem tanto barulho que nem deixam a outra pessoa concentrar-se e escrever um livro para quem lhe paga.

 

«[…] as greves são tomadas como um direito absoluto, aceitando-se que minem os alicerces do Estado de Direito e da administração da Justiça e que dêem cabo do quase nada que resta da vida económica do país.

 

Ninguém tem coragem de ir à mão dos sindicatos e muito menos de alterar uma legislação que torna o caso português aberrante e insustentável.»

 

[Na imagem Fictional Landscapes, Kyle Kirkpatrick]

 

 

 

 

 

 

|| "Nós temos é que olhar para nós e perguntar o que é que eu posso fazer pelo meu país… e isto não está a ser feito" [*]

por josé simões, em 02.01.12

 

 

 

Como no futebol, sou do Portugal desde pequenino.

 

[*] A partir do minuto 15:04

 

 

 

 

 

 

|| Só o "empresários e futebolistas" é todo ele um programa

por josé simões, em 26.12.11

 

 

 

E há a «filha de um engenheiro e de uma professora universitária», outro programa, e o «apartamento luxuosamente mobilado e o facto de circular com Mercedes e Porsches», ainda outro. Ou, se reunidos, uma temporada inteira de uma série portuguesa.

 

E depois há aquilo que parece ser um programa à parte mas que no fundo é o script original que serve de base a todas estas remakes. Ser o verdadeiro herdeiro, ou o detentor da herança, e enganar milhões a negociar coisas verdadeiras. Ser o verdadeiro herdeiro, ou o detentor da herança, e enganar milhares pelos baixos salários pagos para as funções desempenhadas, duplamente baixos em função dos horários de trabalho praticados, triplamente baixos se incluirmos na equação o factor família.

 

A parte activa que responde pelo genérico de "empresários e futebolistas" é dado como certo que não chegue a aquecer o banco dos réus. E o stock de medalhas a ver a luz do dia no Dia da Raça é grande.

 

[Imagem "Royal Ascot in 1914, the Honourable Mrs Dillon (right) and her companions attend the races", PA Archive]

 

 

 

 

 

 

|| Publicidade mascarada de jornalismo “de referência”

por josé simões, em 17.06.11

 

 

 

Alugar as páginas do jornal com quase 150 anos de história para fazer um Mega Pic-Nic com o Tony Carreira que está mais à mão e sem o disclaimer “pub”. Vergonhoso.

 

 

 

 

|| Bullshit!

por josé simões, em 11.03.11

 

 

 

 

 

“Có-coró-có, Frangos criados ao ar livre e alimentados a cereais”, diz o spot do Pingo Doce a passar em tudo o que é televisão. Bullshit!

 

O meu avô tinha uma herdade no Alentejo, tamanho da freguesia de St.ª Maria em Setúbal, com frangos (e porcos e ovelhas e carneiros e cabras) “ao ar livre” e nenhum comia cereais Comiam o que havia. No chão. E nem sequer eram frangos, eram galinhas.

 

Se fosse hoje eram “frangos biológicos”.

 

(Imagem de Ciara Leeming)

 

 

 

 

 

 

 

|| No sítio do costume

por josé simões, em 13.10.09

 

 

 

É um comercial da treta, grande como uma telenovela TVI, e com uma música de fazer perder a paciência a um santo. Agora como golpe publicitário é excelente: colocar a partir de agora um país inteirinho a falar na cadeia de supermercados e a olhar voluntariamente para a televisão à procura do “tal anúncio” é obra. É sim senhor.

 

(Imagem de autor desconhecido)