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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Varrer para cima do topete

por josé simões, em 14.01.15

 

 

 

Confundir medo com vergonha. «[...] não tenho medo nem varro para debaixo do tapete». O problema da senhora é mesmo um problema de valores. Éticos e morais. «no dia que sentir que tenho alguma responsabilidade política seria a primeira a tirá-la.». Siga.

 

 

 

 

||| O circo de Natal

por josé simões, em 20.11.14

 

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Descontando o facto de o Governo que o CDS-PP integra não ter "um modelo de baixos salários e de desemprego para o país", descontando o ministro do CDS-PP, Pedro Mota Soares, se esforçar por apoiar a  criação de “empregos de futuro e bem remunerados” para os mais jovens numa multinacional e maior cadeia de restaurantes do país, descontando a aposta do ministro do CDS-PP, Paulo Portas, nos comissionistas avençados de uma multinacional e maior imobiliária do país, a gente ouve coisas e não acredita. Foram ditas por um ministro do Governo da Nação ou são só o animador do circo de Natal a entreter a audiência enquanto recolhem o trapézio e montam as grades para as feras?

 

"Quem é que cria mais postos de trabalho? a Remax ou o BE?"

 

 

 

 

 

 

||| Podem continuar a rebuscar ainda mais os argumentos

por josé simões, em 20.11.14

 

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A especulação imobiliária continuou de vento em popa, os preços não caíram para o seu real valor, antes pelo contrário, "o metro quadrado em Lisboa, mesmo nas zonas mais nobres" manteve o preço ou até subiu, criou empregou que se fartou onde fazia falta - na construção civil, e não nos avençados à comissão sobre as vendas - nas imobiliárias.

 

A gente vai pelos arrabaldes e pelos subúrbios das cidades – não pelos centros, que nos centros está o comércio moribundo no rés do chão e no primeiro andar mora o armazém do comércio moribundo do rés do chão, e vê ruas, praças, avenidas inteiras com prédios inteiros de T dois e T três e T quatros à venda e que foram, que vão ser salvos pelos chineses e pelos russos, que estão mortinhos por comprar habitação na Damaia ou em Santo António dos Cavaleiros ou no Poço Mouro e na Reboreda, em Setúbal, salvando assim muitas famílias que "conseguiram negociar imóveis que, se o preço caísse a abaixo do valor de compra original, ficariam ainda em maiores dificuldades. Assim puderam vender bem e depressa, reajustando as suas vidas à nova realidade", que é como quem diz continuaram a viver dentro das suas possibilidades, agora sem os anéis mas com os rendimentos dos anéis, e continuaram a poder continuar a exortar os da Damaia, de Santo António dos Cavaleiros, da Reboreda e do Poço Mouro a viver dentro das suas e a entregar as casas ao banco.

 

Podem continuar a rebuscar ainda mais os argumentos. A gente promete não se rir.

 

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|| Três bons altos quadros para o Estado

por josé simões, em 19.11.14

 

 

 

 Para secretário-geral da Justiça ou director-nacional dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras ou director do Serviço de Informação de Segurança, por exemplo.

 

"Funcionários municipais devolveram 4407 euros encontrados no lixo"

 

 

 

 

 

 

 

||| Canalhocracia [Capítulo III]

por josé simões, em 19.11.14

 

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«Confrontada com as declarações de Teixeira da Cruz, a CRESAP desmente a ministra. Fonte oficial assinalou que foi a ministra quem "procedeu à designação por escolha da sua inteira responsabilidade". De acordo com a CRESAP, no concurso para o cargo de presidente do IRN, aberto em outubro de 2013, "não foram encontrados pelo júri três candidatos com mérito", condição exigida para serem apresentados três nomes à tutela. Refira-se que o mesmo já tinha acontecido num primeiro concurso. 

 

De acordo com documentos que a CRESAP facultou ao DN, neste concurso houve apenas quatro candidatos, entre os quais o próprio António Figueiredo, que estava à frente do instituto (antes direção-geral) desde 2004. Um dos quatro membros do júri era Maria Antónia Anes, que subscreveu também a ata a informar da ausência de três candidatos com mérito. 

 

"Isto significa", sublinha a negrito o porta-voz do organismo, "que a CRESAP não indicou o nome do Dr. António Figueiredo à Senhora Ministra da Justiça porque não chegou a apresentar uma proposta de designação, pelas razões apresentadas".»

 

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Canalhocracia, Capítulo I

 

Canalhocracia, Capítulo II

 

 

 

 

 

 

||| Canalhocracia [Capítulo II]

por josé simões, em 17.11.14

 

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"Facilitava alguns processos porque "tinha instruções políticas para tudo fazer para dinamizar os vistos gold" [...].

 

[...] o gabinete do vice-primeiro-ministro, Paulo Portas - grande impulsionador dos vistos gold -, garantiu: "Daqui não houve certamente nenhuma instrução política".

 

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Canalhocracia, Capítulo I

 

 

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 17.11.14

 

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"[...] tendo em conta a especial responsabilidade que recai sobre um ministro como o da Administração Interna, e a necessidade de manter uma inquestionável autoridade política no exercício dessas funções [...]" que não é a mesma especial responsabilidade que recai sobre um ministro como o da Justiça, por exemplo, ministério onde não há a necessidade de manter uma inquestionável autoridade política no exercício de funções, para já não falar do ministério dos Negócios Estrangeiros, o tal, o da "nossa imagem no estrangeiro". Vai acabar, mais cedo ou mais tarde, ministro. À frente de um ministério com "especial responsabilidade" a necessitar de "inquestionável autoridade política".

 

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||| Canalhocracia

por josé simões, em 16.11.14

 

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Um país que, a troco de um punhado de euros, dá a nacionalidade e um livre-trânsito para o espaço de Schengen a todo o mafioso branqueador de capitais que lhe bata à porta, em casos do foro judicial e não, nunca, em tempo algum, do foro político, como se não fossem de nomeação política e da confiança dos políticos que os nomearam os suspeitos investigados.

 

"A nossa imagem no estrangeiro", eis uma expressão que, subitamente caiu em desuso neste Governo.

 

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||| Chicago, anos 30

por josé simões, em 16.11.14

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Tudo boa gente a dar idoneidade e seriedade, vender não que, para o caso, estragava tudo.

Tudo gente seríssima, com um azar do caralho nas sociedades em que se vê envolvida, diz-me com quem andas não se aplica aqui.

Ex-ministros e ex-outras-coisas-e-cargos-ligados-aos-partidos-dos-ex--e-dos-actuais-ministros que vêem o nome envolvido em sociedades que não lembram ao Diabo nem aos próprios, aquela coisa da memória aliada ao comer queijo, muito.

Ministros amigos de detidos, detidos sócios de ministros, directores-gerais, e outros directores mais ou menos gerais, nomeados por ministros que são ministros por nomeação partidária do partido que nomeia directores-gerais que estão ali à mão do partido.

E o caso que diz respeito à justiça e não há política porque os cargos são de nomeação judicial e não de nomeação política e aé porque todos os envolvidos chegaram até onde chegaram por mérito e competência e não por serem militantes do partido político que os nomeou.

E depois há o populismo. A espreitar, à coca, é preciso ter cuidado. Com o populismo, que é contra os partidos. E tal.

E ainda há a teoria da conspiração, que estas coisas só são estas coisas porque o ministro é sócio do detido e o detido é sócio do ex-ministro que não se lembra de ser sócio do detido e que vê o seu nome envolvido porque é do partido que nomeou o ministro que nomeou o director-geral que é próximo do partido.

 

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||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 13.11.14

 

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"qualquer pessoa que ponha em causa uma instituição deve imediatamente apresentar o seu pedido de demissão ou de suspensão de funções"

 

 

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||| A história do emigrante português, o melhor trabalhador do mundo

por josé simões, em 05.11.14

 

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Os excelentíssimos senhores magistrados portugueses foram para Timor fazer aquilo que não fazem em Portugal. Mas só porque em Portugal não há corrupção na política, nem nos negócios, nem na administração da cousa pública, nem tampouco promiscuidade entre a política e os negócios e a administração da cousa pública, mas apenas uma coisa, perniciosa,  a que se convencionou chamar de "populismo". Honi soit qui mal y pense.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| A direita mais ridícula do mundo [e arredores]

por josé simões, em 29.10.14

 

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Desde as "escutas a Belém" que não se via tamanho atentado ao Estado de direito.


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||| Um Governo de velhos que é como quem diz essa já é velha

por josé simões, em 22.09.14

 

 

 

Houve um tempo em que as mulheres eram enganadas. Foi no tempo em que o prazer era só do homem e a mulher era um acessório, tipo boneca insuflavel. Casavam prenhas porque tinham sido enganadas. Ainda assim menos mal. Podiam nem sequer emprenhar mas não casavam porque já tinham sido usadas por outro, vítimas do prazer alheio. Foi enganada, coitadinha. Isto até ao fim dos dias da vida. Foi nos idos do velho de Santa Comba Dão, a chamada mentalidade salazarenta-cristã de que este Governo, de gente aparentemente nova, é o legítimo herdeiro. Paula Teixeira da Cruz também emprenhou, de arrogância, soberba e prepotência, [e até já pediu desculpa por ter emprenhado] mas vai ficar solteira, coitadinha, porque quem teve o prazer foram as "estruturas intermédias".

 

«Primeiro-ministro considerou intolerável que estruturas intermédias tenham enganado a ministra sobre Citius e quer responsabilidades.»

 

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||| "Temos um sistema judicial mais preparado para os ricos" [*]

por josé simões, em 14.09.14

 

 

 

«Ida de juízes aos tribunais mais distantes custa dinheiro, avisa tutela

 

Director-geral do Ministério da Justiça avisa magistrados dos limites da sua autonomia na alteração do mapa judiciário

 

"Pode não haver dinheiro" para os magistrados descentralizarem os julgamentos, admite o director-geral da Administração da Justiça, o também juiz Pedro Lima Gonçalves. "Sem cabimentação, a despesa não pode ser paga, sob pena de infracção financeira de quem a autorizar. É a lei Gaspar"»

 

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[*] "É imperioso que iniciemos, tão rápido quanto possível, um caminho que obvie a que exista, como tenho dito, uma justiça para ricos e uma justiça para pobres. A justiça tem que ter por base a igualdade e nós temos, neste momento, em função de várias alterações que foram sendo feitas, muitas vezes à luz de casos concretos – o que é de evitar – um sistema disfuncional e injusto, e mais preparado para os ricos do que para aqueles não têm meios"

 

 

 

 

 

 

 

||| Espírito Santo de orelha

por josé simões, em 04.09.14

 

 

 

"Queres saber uma?". Ou "Conto-te uma se me prometeres que não dizes nada a ninguém...".

 

Começa assim, Portugal, século XXI,  o novo pelourinho, inaugurado com o acesso à informação sobre a identificação criminal de pessoas condenadas por crimes sexuais contra menores por quem exerça responsabilidades parentais sobre menores de 16 anos. Se não aparecer pespegado no Facebook, com foto e tudo. Ou se não for um qualquer, inocente e alheio a tudo, por vingança. "Como é que sabes?", "Sou pai/ mãe, não sou? Tive acesso ao cadastro". Já vi este filme. "Agarra que é da PIDE!".

 

Porque não também o acesso ao cadastro de condenados por tráfico de droga  ou por assaltos violentos ou por violência de género ou por desfalques a bancos ou políticos que disseram uma coisa e depois fizeram outra? A prioridade não é a segurança das pessoas? E umas milícias de bairro, com patrulhas e com horários de serviço e escalas e tudo.

 

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