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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Ainda goza com a cara dos cidadãos

por josé simões, em 20.10.14

 

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A maior rebaldaria na educação de que há memória desde os idos do PREC é «"grande sentido de responsabilidade" demonstrado pelo ministro da Educação, "ao querer assumir e corrigir" o problema, em vez de "sacudir a água do capote"».


Regista-se a hombridade de um incompetente em querer resolver um problema que inventou para um sítio onde ele não existia.


Só já faltam as passagens administrativas no final do ano para compensar a falta de professores ou a pouca matéria dada. "Só significa que acertei quando o escolhi para ministro da Educação".


[Imagem]

 

 

 

 

||| Afinal não é tão burro quanto parece

por josé simões, em 14.10.14

 

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Chama-se alternância democrática e são os eleitores quem o dita nas urnas:


«Nuno Crato garante que no próximo ano lectivo não haverá "experimentalismos"»


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||| A origem das espécies

por josé simões, em 10.10.14

 

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Desde os idos do PREC que as aulas não começavam depois do dia 15 de Outubro, as que começavam.
Desde os idos do PREC e da chegada dos ‘retornados’ que não tínhamos aulas dadas profs que não eram profs mas que eram profs porque tinham perdido toda a documentação na pressa de fugir para a ‘metrópole’.
Foi na altura em que os futuros ex ministros Nunos Cratos andavam por aí a sanear, contra a burguesia, o fascismo e o social-fascismo.


«Directores e professores denunciam falta de meios para detectar falsas declarações de candidatos às vagas nas escolas»


[Nuno Crato na imagem]

 

 

 

 

||| Não há dinheiro para nada

por josé simões, em 08.10.14

 

 

 

E como não há dinheiro para nada vão pôr o dinheiro do suspeito do costume, o contribuinte, a pagar a ligeireza e a incompetência de um maoísta investido em ministro, a brincar com a vida das famílias, dos alunos e dos professores, ao 'grande salto em frente' na Educação, e onde culpa não é do ministro nem do Governo mas da "administração escolar" e do Estado.


«O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, anunciou nesta quarta-feira, na Assembleia da República, que já pediu ao Conselho Superior da Magistratura para nomear um magistrado que presida a uma comissão, com representantes das partes envolvidas, que deverá analisar "formas de compensação por encargos” causados pelos erros da administração escolar, no âmbito da Bolsa de Contratação de Escola (BCE).»


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||| O método de Salazar

por josé simões, em 04.10.14

 

 

 

Um mancebo do Minho ia assentar praça no Algarve ou um mancebo alentejano que ia fazer a recruta à Beira Litoral. Ambos acabavam a combater em Angola, que era nossa, ou na Guiné, que seria sempre portuguesa. Desenraizar para desmoralizar, dividir e reinar.


«Professora de Bragança colocada em Santarém foi agora mandada para o Algarve»


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||| O apagador

por josé simões, em 03.10.14

 

 

 

Só surpreende quem desconhece o modus operandi de um genuíno maoísta, de apagador na mão, a limpar o passado, a pôr e dispôr, a brincar com a vida das pessoas e das famílias, a construir o homem novo.

 

 

«MEC dá ordens às escolas para revogarem listas e anularem colocações de professores de dia 12»

 

Já fez autocrítica, como ensina o Livro Vermelho, já pediu desculpa, pode continuar, alegremente, a martelar no mesmo erro.


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||| "Uma incongruência na harmonização da fórmula"

por josé simões, em 18.09.14

 

 

 

Andar anos e anos e anos a perorar exigência e rigor no ensino; andar anos e anos e anos a perorar exigência e rigor no ensino da matemática; andar anos e anos e anos numa cruzada contra o laxismo e a falta de rigor e a falta de exigência e a falta de disciplina no ensino público e na escola pública, apesar de constantgemente desmentido pelos relatórios PISA;  andar anos e anos e anos a fabricar uma aura de exigência e rigor que o levaria de escriba de curiosidades matemáticas, aos sábados no Expresso, e de participações de exigência e rigor, na educação na escola pública e no ensino da  matemática, em programas de televisão, ao lado de Medina Carreira, na televisão do dono do Expresso, até ao cargo de ministro da Educação, para ter o seu Princípio de Peter às mãos de uma fórmula matemática.

 

Mas não se demite, um maoista não se demite, faz autocrítica e segue em frente. "Uma incongruência na harmonização da fórmula". Justiça poética é isto.

 

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||| Estimular a exclusão e a desigualdade

por josé simões, em 26.08.14

 

 

 

Nuno Crato, o éme-éle do fascismo e do social-fascismo e da burguesia a abater e do "materialismo dialéctico" como instrumento de trabalho para compreender e interpretar a sociedade, deu nisto, no estímulo à "elite burguesa" e no fomento da exclusão e das desigualdades sociais.

 

"Um terço das escolas superam-se e recebem "prémio" de Crato

 

Escolas mais eficazes e com maior redução de abandono escolar recebem crédito horário para gerirem como entendem"

 

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||| Economia de dona de casa

por josé simões, em 05.07.14

 

 

 

Tudo está a venda, tudo é comerciável e negociável, e tudo se pode regatear, desde que seja público.

 

Alínea a) Com excepção da dívida pública

Alínea b) Com excepção dos contratos PPP

Alínea c) Com excepção das rendas ao sector energético

Alínea d) Com excepção do financiamento aos colégios privados com contrato de associação que, ao contrário do que previa o memorando de entendimento com a troika, viram a verba do Orçamento do Estado aumentada.

 

O Governo a brincar ao "ir às compras a Marrocos" com o dinheiro e a educação dos portugueses:

 

"Uma das novidades presentes na proposta é o chamado "factor de eficiência" que premeia as câmaras que trabalhem com um número de docentes inferior ao tido como necessário para o respectivo universo escolar.

 

Assim, num município em que o número de docentes necessários seja, por exemplo, de 400, mas em que o número real de docentes seja 399, a autarquia passaria a receber um "prémio" de 12.500 euros por ano lectivo. Isto assumindo que esse docente custaria por ano ao ministério 25 mil euros, o custo estimado para um professor em início de carreira.

 

[...]

 

Trata-se de uma aritmética que "permitirá aos municípios trocar professores em troca de dinheiro""

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

||| Prioridades

por josé simões, em 27.02.14

 

 

 

Ainda sou do tempo de Paulo Portas andar em tournée pela noite e madrugada de Lisboa, na busca do "templo perdido" com dignidade suficiente para acolher a dignidade da sua pessoa de vice-primeiro-ministro, nem que para isso fosse necessário desalojar o Arquivo Histórico do Ministério da Educação «que para ali fora transferido há um ano, após um avultado investimento».

 

«O Ministério da Educação informou que é impossível avançar com obras numa das mais degradadas escolas do país, a secundária de Mirandela, no distrito de Bragança, devido às actuais restrições orçamentais.»

 

 

«Escola sem verbas para remover amianto»

 

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| O eduquês em acção directa

por josé simões, em 06.02.14

 

 

||| Eureka!

por josé simões, em 24.01.14

 

 

 

Não sabemos é se o ministro Nuno Crato, o Governo, e as bancadas da maioria que o suporta [a ordem é aleatória] perceberam a piada.

 

Na caixa de comentários:

 

«Nós já sabemos que este governo nunca daria um tostão para o Arquimedes ir tomar banho»

 

[Na imagem o "momento Eureka!" na Universidade de Manchester]

 

 

 

 

 

 

||| Do ministro mais perigoso do Governo da direita radical

por josé simões, em 22.01.14

 

 

 

Rui Gomes e a Justiça Popular, de Nuno Crato

 

 

«A justiça deste país, e muito especialmente a justiça militar, é hoje um dos campos de batalha que opõe os reaccionários corruptos às forças democráticas. É uma das armas com que a ofensiva burguesa-imperialista do 25 de Novembro tenta a intimidação do movimento popular.

 

     Aí o motivo da elaboração deste livro.»

 

(Nuno Crato, Rui Gomes e a Justiça Militar, Centelha, Coimbra, 1977, p. 7)

 

[Daqui, via]

 

 

 

 

 

 

||| Proposta de errata ao programa de ciência do XIX Governo Constitucional

por josé simões, em 22.01.14

 

 

 

Fui ver o programa deste Governo e detectei algumas imprecisões às quais modestamente proponho uma correcção, a bem da coerência que tal documento impõe:

 

1. Página 122, terceiro parágrafo, onde se lê “Graças às políticas de investimento de sucessivos governos, a ciência em Portugal representa uma das raras áreas de progresso sustentado no nosso país, tendo vindo a dar provas inequívocas de competitividade internacional” deverá ler-se “A ciência, à semelhança de outras áreas de progresso do nosso país é despesista e tem de ser recalibrada, apesar de ter vindo a dar provas inequívocas de competitividade internacional”.

 

2. Página 122, quarto parágrafo, onde se lê “O programa deste Governo inclui, portanto, o compromisso de manter e reforçar o rumo de sucesso da ciência em Portugal”, deverá ler-se “O programa deste Governo inclui, portanto, o compromisso de reajustar e podar o rumo de sucesso da ciência em Portugal”.

 

(...)

 

4. Página 123, segundo objectivo estratégico, onde se lê “Investir preferencialmente no capital humano e na qualidade dos indivíduos, particularmente os mais jovens, sem descurar as condições institucionais que lhe permitam a máxima rentabilidade do seu trabalho” deverá ler-se “cortar preferencialmente no capital humano e na qualidade dos indivíduos, particularmente os mais jovens, em linha com os ajustamentos noutros sectores da sociedade, de modo a que estes últimos não se sintam inferiorizados, rumo à equidade laboral”.

 

5. Página 123, quarto objectivo estratégico, onde se lê “Assegurar a permanência dos melhores investigadores actualmente em Portugal e atrair do estrangeiro os que queiram contribuir neste percurso de exigência qualitativa” deverá ler-se “Assegurar a saída da zona de conforto dos melhores investigadores actualmente em Portugal e atrair do estrangeiro os que queiram contribuir neste percurso de precariedade colectiva”.

 

(...)

 

(...)

 

8. Página 123, terceira medida, onde se lê “Abrir anualmente, em data regular, concursos para projectos de investigação em todas as áreas científicas, permitindo assim um adequado planeamento de actividades e financiamento estável aos mais competitivos” deverá ler-se “Evitar abrir anualmente, em data regular, concursos para projectos de investigação em todas as áreas científicas, impedindo assim um adequado planeamento de actividades e financiamento estável a todos”.

 

9. Página 124, última medida, onde se lê “Apoiar a formação pós-graduada de técnicos e investigadores” deverá ler-se “Recalibrar a formação pós-graduada de técnicos e investigadores, em linha com os ajustamentos de outros sectores da sociedade”.

 

 

 

Por vezes, basta deixar falar este Governo para perceber o que é este Governo. Aconselho a leitura integral de Proposta de errata ao programa de ciência do XIX Governo Constitucional.

 

[Via]

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Vai estudar Crato!

por josé simões, em 13.01.14

 

 

 

Ou então uma media à la Recep Erdoğan, ou à la Hugo Chávez [ou será à la Mao Zedong?], moldar a realidade à teoria, que é como quem diz, substituir o Conselho Nacional de Educação por admiráveis homens novos com uma visão mais liberal do mundo :

 

«O Conselho Nacional de Educação (CNE) pronunciou-se nesta segunda-feira a favor da introdução do ensino do inglês no primeiro ciclo, a partir do 3.º ano e com uma carga horária de, pelo menos, duas horas que devem ser distribuídas ao longo da semana.»

 

[Imagem de Tim Etchells]