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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| Meanwhile a seguir ao nó Carvalhos - Gaia (Coimbrões)

por josé simões, em 15.09.11

 

 

 

O campeão do endividamento autárquico on is way para atingir as metas propostas:

 

«A Câmara de Gaia, liderada por Luís Filipe Menezes, projecta duas pontes para apresentar ao próximo presidente do Município do Porto, que até pode ser Menezes.»

 

Parafraseando, Os cidadãos que todas as manhãs penam em intermináveis filas para pagar e passar a ponte 25 de Abril, depois de já terem pago a auto-estrada, deviam lembrar-se disto e rebelar-se contra esta situação.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

|| Conheço-te de algum lado?!

por josé simões, em 13.04.11

 

 

 

 

 

O que é preocupante, do ponto de vista do cidadão anónimo, aquela faixa do eleitorado, flutuante, que oscila entre o PS e o PSD e que costuma decidir as eleições, não são as recusas, conhecidas até à data, para integrar as listas de deputados do PSD às eleições de 5 de Junho. Preocupante é os convites terem sido endereçados a tais personalidades. E diz muito. Sobre quem convida, sobre quem é convidado, e, sobretudo, sobre as expectativas para o que aí vai vir.

 

(Na imagem Janette Scott via Getty Images)

 

 

 

 

 

 

 

 

|| Stand-up comedy

por josé simões, em 28.06.09

 

 

 

«(… ) a 3ª ponte sobre o Tejo custa um vírgula cinco mil milhões de euros, daria para construir 30 pontes no Porto e os cidadãos que estão ali na Ponte da Arrábida e na Ponte do Freixo de manhã em filas intermináveis deviam um dia destes rebelar-se e considerar que é uma absoluta injustiça que se possa falar e depois não exista 5 milhões de euros que é quanto custa uma ponte no Porto para dar qualidade d vida e pôr a economia a funcionar»

 

Uma vez que o registo é o de stand-up comedy, os cidadãos do concelho do Barreiro que têm de fazer todos os dias 30 quilómetros para chegar até à filas intermináveis na Ponte 25 de Abril, como forma de ultrapassar os cerca de 7 quilómetros de Tejo que os separa de Lisboa, «deviam um dia destes rebelar-se e considerar que é uma absoluta injustiça que se possa falar em fazer investimentos fáceis de um vírgula cinco mil milhões de euros» que é quanto custa construir 30 pontes para galgar os cerca de 300 metros que separam Gaia do Porto.

 

Adenda: Palhaço, adj. (do it. Pagliaccio). || Cómico, burlesco. S. m. Artista de circo, que diverte o público com habilidades, anedotas, etc. || Pessoa que por actos ou palavras faz rir os outros, falando-se especialmente de quem tem a pretensão de ser engraçado.

Palhaçada, s. f. Acção, dito ou gesto de palhaço. || Cena cómica, burlesca.

 

In Grande Dicionário da Língua Portuguesa, coordenação de José Pedro Machado, Círculo de Leitores, Lisboa 1991.

 

 

 

 

É mais forte que ele; está na “massa” do sangue!

por josé simões, em 22.04.08

 

"Não será muito fácil explicar às pessoas da Área Metropolitana do Porto que vão ter que continuar a estar horas e horas para atravessar a ponte da Arrábida ou do Freixo, as duas com um congestionamento absurdo, quando se constrói no Sul uma ponte que vai custar entre 1,2 e 1,5 mil milhões de euros"
(Link)
 
Se bem percebi, as pessoas da Área Metropolitana de Lisboa – particularmente concelhos do Barreiro e Setúbal – podem continuar a estar horas e horas para atravessar a ponte 25 de Abril, com um congestionamento absurdo, ou, em alternativa, fazer um ror de quilómetros por dia, mais gasolina e portagens, para atingirem a outra margem, via ponte Vasco da Gama, que não vem mal ao norte, perdão, ao país por isso…
 
Era este o homem que até há poucos dias atrás queria ser primeiro-ministro de Portugal!
 
É por causa destas, e doutras como estas, que sou contra a regionalização.
 
(Foto de Joel Aron)
 
 

Auto-hipnose / Sem dor

por josé simões, em 19.04.08
Ontem vi e ouvi Luís Filipe Menezes na SIC Notícias, em frente a Mário Crespo, oscilar entre o “complexo Calimero” – despudoradamente roubado a Santana Lopes – e o delírio total. Gostei particularmente daquela parte em que o que vier será sempre uma segunda escolha, face aos milhares de mensagens, mails, telefonemas, e sei lá que mais, que o homem recebeu de apoio.
 
Hoje vi algures que Guilherme Silva – com grande sentido de humor, sublinhe-se – se lembrou de avançar com o nome de Alberto João para líder do PSD.
 
Desde quinta-feira, que esta vertiginosa sucessão de acontecimentos no PSD, inconscientemente (ou talvez não), me transporta sempre para Alex Lenkei, operado em Inglaterra sem recurso a anestesia; por auto-hipnose.
 

Qual foi a parte que eu não percebi?!

por josé simões, em 12.04.08

 

Com o título “Ângelo, o oráculo da tragédia social-democrata”, escreve Ângela Silva hoje no Expresso:
 
«Mas a convicção nos bastidores do partido é que Ângelo Correia antecipou o desastre que, a crer nas sondagens (a última, publicada no ‘Correio da Manhã’, dá 26% ao PSD), se avizinha. E não quererá ficar associado a ele sem, pelo menos, e caso se confirme, poder afirmar: “Eu avisei!”»
 
Vamos lá a ver se eu percebi.
Ângelo Correia é aquele senhor que foi ministro da Administração Interna de Pinto Balsemão, e que, a propósito duma Greve Geral, salvo erro a primeira que aconteceu no Portugal pós-25 de Abril – e recorrendo aos termos da jornalista do Expresso – “antecipou” um golpe de Estado, com base nuns pregos espalhados numa estrada não sei onde, e em meia-dúzia de armas encontradas num carro, que se viria depois a confirmar serem pertença de uns caçadores. Apareceu na televisão a “antecipar”; caiu no ridículo; ficou para o anedotário nacional, e meteu licença sabática, com manifestas vantagens para a saúde mental dos portugueses; até que Mário Crespo se lembrou de o ressuscitar como comentador.
 
Ângelo Coreia é aquele senhor que contra todas as vozes mais lúcidas e avisadas dentro e fora do PSDantecipou” que Luís Filipe Menezes seria um líder excelente, capaz de levar o José Sócrates e o PS à derrota eleitoral em 2009.
 
Ângelo Correia é aquele senhor, que, segundo Ângela Silva, “não quererá ficar associado” o erro de casting que dá pelo nome de Luís Filipe Menezes.
Ângelo Correia, e falando português corrente, já está a fugir com o rabinho à seringa.
Ângelo Correia é ele próprio um erro de casting; o exemplo acabado de como é saber movimentar-se dentro da estrutura partidária, num partido de Governo; a única explicação plausível para ter chegado – politicamente – onde chegou.
Ângelo Correia não é "oráculo da tragédia social-democrata"; é mais Laio nas Fenícias de Eurípedes, que, com medo da maldição de Ares, abandona Édipo, filho seu e de Jocasta, na encosta do Monte Cíteron. Todos sabemos como isto acaba.
 
Quando aqui se escreveu:
 
“lá para 2009 o cadáver PSD aparecer à tona; depois do “born-to-kill-Menezes” se ter ido embora, vai haver muito trabalhinho para o CSI…”
 
O “CSI” pode começar precisamente por aqui. Por Ângelo Correia.
 
Adenda: como diz o outro: “Há muita fraca memória na política e nos políticos…”
 
 

Amor com amor se paga… (*)

por josé simões, em 11.04.08

 

(*)… ou como se dizia quando eu era puto: “fazem panelinha um pró outro”.
 
Quando Miguel Cadilhe aparece com o ar mais sério deste mundo a dizer que Luís Filipe Menezesdeve ser candidato a primeiro-ministro já que tem mérito para isso” e “pede por isso que os militantes concedam «tempo ao tempo», para que Luís Filipe Menezes possa mostrar o que vale” (link), não pense o cidadão anónimo que estamos perante mais um caso de ironia;desta feita “à PSD”. Não. Ao que estamos a assistir é ao chamado amiguismo. Há uns meses atrás Menezes havia lançado o nome de Cadilhe para a Caixa Geral de Depósitos. Cadilhe agora retribui. Simples. E “à portuguesa”. Entretanto, “lá vamos todos cantando e rindo”, neste engraxa daqui, beijinho dacolá.
 
Numa coisa Cadilhe tem razão: quando disse que Menezes tinha o “killer instinct” que faltava a Marques Mendes. Na altura foram poucos os que perceberam a profundidade das declarações do ex-ministro das Finanças. Quando lá para 2009 o cadáver PSD aparecer à tona; depois do “born-to-kill-Menezes” se ter ido embora, vai haver muito trabalhinho para o CSI
 
(Foto via Barnaby's Studios Ltd)
 
 

Autonomia vs. Independência

por josé simões, em 07.04.08

 

Assino por baixo, quando Luís Filipe Menezes diz no Congresso do PSD / Madeira, que promete à região uma “autonomia sem limites”, e que, “a autonomia não tem limites”. Discordo completamente quando afirma não ter medo “de colocar nas mãos dos madeirenses e açorianos a definição do aprofundamento da autonomia”.
 
Qual a diferença entre “autonomia sem limites” e independência? Nenhuma. Menezes, em primeiro lugar por cobardia política, abstêm-se de usar o termo. Em segundo lugar por motivos inerentes ao funcionamento interno do PSD e aos jogos de poder nos bastidores do partido. Basta olhar ao peso que o PSD / Madeira tem no interior do PSD Nacional. E aqui Menezes não é caso único na liderança do PSD a jogar este jogo; viciado à partida. Dito de outra forma: que Alberto João sempre ganhou.
 
Discordo porque, e entrando na lógica de pensamento de Alberto João Jardim & restante pandilha, a independência é dada pelo país colonizador. Ao “colocar nas mãos dos madeirenses e açorianos a definição do aprofundamento da autonomia”, o meu receio é que, afinal, não haja independência alguma; e que a torneira das transferências do Orçamento de Estado continue a jorrar para o meio do Atlântico, a troco de nada.
 
Mais concretamente: receio bem que, a haver um referendo à independência nas ilhas, o “Não” ganhe. Faça-se o referendo sim, mas aqui no Contenente. Deixem que sejam os “cubanos” a decidir; para se acabar de uma vez com a “festa”.
 
A Alberto João não interessa uma Madeira independente. Interessa manter a chantagem da independência da Madeira.
 
(Imagem via Fresh Pics)
 
 

Coisas do 1.º de Abril

por josé simões, em 01.04.08

 

“O PSD é o único partido sub-representado na informação da RTP.”
 
(Link)
 
No shit?! E eu a pensar que era exactamente o contrário! Não há dia da semana; não há telejornal que, benza-o Deus, não apareça Luís Filipe Menezes a esfregar as mãos “pró ano é que é!”; vamos ganhar; e faço e aconteço; e baixo daqui e extermino dali, que até os espanhóis vão morrer de inveja; e re-béu-béu pardais ao ninho!
 
Este relatório deve ser brincadeira do 1.º de Abril. Só pode!
 
Adenda: e uma vez que "a presença do Governo apaga a presença do PS enquanto partido da maioria, na informação do serviço público de televisão", Azeredo Lopes podia ter aproveitado a maré para nos explicar a todos, onde é que acaba o PS e começa o Governo; ou vice-versa.
 
(Foto de Riad Galayini)
 
 

O que eu ainda não consegui perceber

por josé simões, em 11.03.08

 

Em Luís Filipe Menezes, quando por exemplo, diz que foi a tomada de posição do “seuPSD em matéria de referendo ao Tratado de Lisboa que forçou o PS a mudar de opinião; ou quando afirma que, a sua estratégia e a sua visão política são semelhantes às de Sá Carneiro; ou ainda quando acusa os críticos de, a coberto de outros pretextos, se manifestarem agora, porque passados que são quatro meses da sua liderança já lhes cheira a poder, e que o “seuPSD vai derrotar o PS nas urnas; o que eu ainda não percebi, foi se isto não é mais do que “conversa de político”, e, neste caso, como diz “o outro”, “é a vida”; paciência, nada a que já não estejamos todos habituados; ou se, pelo contrário, ele acredita piamente no que diz.
 
Neste momento estou mais inclinado para a segunda hipótese. O homem está convencido de que é mesmo assim. Perdeu toda a noção da realidade que o rodeia, se é que alguma vez a teve… E assim sendo, o caso é bastante mais grave. Deus tenha piedade da sua (de Menezes) alma. Dito de outra forma; Menezes que trate de salvar o corpo, porque, da alma, já nada se aproveita!
 
(Foto de Xavier González Serramito para o El País)
 
 

E de repente nasceu um líder para a direita portuguesa!

por josé simões, em 29.02.08

 

Luís Filipe Menezes usou o argumento Sarkozy como forma de credibilizar a sua proposta para retirar a publicidade da RTP. Já o havia feito para as televisões; torna a fazê-lo em artigo de opinião; hoje no Público.
 
Tal bastou para determinada direita ir logo a correr, rasgar e riscar as cobras e lagartos, os riscos e coriscos, que tinha dito e escrito sobre o homem. Como no futebol; de besta a bestial num click. Afinal temos (têm) líder capaz de disputar o lugar a Sócrates em 2009! E ontem, num zapping rápido por determinados blogues que me escuso de linkar (dêem-se ao trabalho e vão ver que descobrem com facilidade quais) já era possível notar as nuances no discurso sobre Menezes. Agora bom, mas mesmo bom, era Sarkozy a S. Bento em 2009!
 
Não há pachorra!
 
(Imagem via Wellcome Library)
 
 

“Ir às compras para os Restauradores”

por josé simões, em 28.02.08

 

Isto está tudo ligado. RestauradoresParque Mayer; Parque Mayer – Santana Lopes; Santana Lopes Frank GheryCasino Lisboa; Casino Lisboa – sem comentários.
 
O PSD dele (de Menezes) não tem nada a ver com o quê?
 
 

Um comunista primário

por josé simões, em 28.02.08

 

 
Logo logo a seguir à Revolução de Abril, era eu um puto, e todas estas coisas de partidos, e bandeiras, e discursos, e paredes pintadas, e cantigas estranhas da “paz, do pão, saúde e educação”, faziam-me grande confusão. Para quem tinha sido educado numa escola com um crucifixo na parede da sala de aulas, com guarda de honra formada pelas fotografias de Américo Thomaz & Marcello Caetano de cada lado, e onde se cantava de pé A Portuguesa, no inicio e no final das aulas; isto era mais que confusão, era um cataclismo, um tsunami!
 
Ia-se ao vinho à taberna, de garrafão na mão, a mando dos pais. Nada destas modernices de Bag in Box. Um dia, num destes trabalhos “por conta do pai”, ouvi na taberna um velho explicar para a audiência que o comunismo era “se tens duas camisas e o teu vizinho não tem nenhuma, dás-lhe uma”. O comunismo doutrinado de forma primária, pelos controleiros do PC, às classes mais baixas e desfavorecidas da população, oprimidas por quase 50 anos de ditadura, e que lhe valeram implantação e score eleitoral no Portugal pós-Revolução.
 
Vem isto a propósito das recentes declarações do cromo que os Pêpêdês / Pêessedês resolveram eleger como líder:
 
"No dia em que for primeiro-ministro, não vou fazer lei, mas farei doutrina e discursos para que um grande canal generalista como a SIC – um dia depois de uma entrevista ao primeiro-ministro com um milhão e tal de espectadores – possa ter o líder da oposição perante um milhão e tal de espectadores", defendeu o líder do PSD. "Essa é que é a equidade em democracia, mesmo sendo um canal privado", (Público, sem link).
 
Exactamente. Apesar da camisa, leia-se o canal, ser do outro, há que dar metade ao que não tem, ou tem menos canal. Trinta e quatro – 34 – trinta e quatro anos depois do 25 de Abril! (E nacionalizar os canais; não?)
 
Adenda: Alguém no Pêpêdê / Pêessedê que explique ao senhor Menezes que não há um líder da oposição, mas sim um líder do maior partido na oposição.
 
(Foto via El País)
 
 

O verdadeiro artista (XXXIII)

por josé simões, em 27.02.08

 

«Parafraseando John Wayne, está quase toda a gente contra mim excepto o povo.»
 
Luís Filipe Menezes em entrevista à SIC Notícias (link)
 
(Foto de Samuel Jack)
 
 

Um partido de guerrilheiros?

por josé simões, em 13.01.08

 

“Durão Barroso foi muito imprudente. Quando um presidente da Comissão Europeia que não se tinha despedido da sua tribo (o PSD) precisa de regressar à barbacã da sua cidadela para se reunir apenas com uma parte da tribo, deixa-nos perplexos. Ou cometeu um lapso, ou está nervoso ou está em perigo”. (Sem link)
 
Ângelo Veloso ao Expresso sobre o almoço do passado domingo, onde Barroso reuniu 40 notáveis do partido. Não deixam de ser curiosas estas palavras ditas pela boca do “braço direito” do maior guerrilheiro à liderança de Marques Mendes… No mesmo jornal, na mesma página onde também é possível ler:
 
“Alberto João Jardim não descarta uma crise no PSD durante 2008, podendo ele próprio admitir uma candidatura” (Sem link)
 
Aqui sem reacção, o que deveria deixar pensativo Alberto João. Ninguém o leva a sério, nem no seu próprio partido. È um mal necessário que ganha eleições. Na Madeira. E desempenha bem no PSD, as funções que no futebol estão entregues às claques: agitação e traulitada.
 
Hoje no Jornal de Notícias:
 
“O líder do PSD deu, ontem, um murro na mesa após duas semanas de movimentações barrosistas. Depois de José Pedro Aguiar-Branco ter apontado Rui Rio como uma alternativa e de o autarca do Porto ter aparecido ao lado de Durão Barroso num almoço encarado como conspirativo, Luís Filipe Menezes lançou, em Aveiro, um repto, com setas essencialmente apontadas à Câmara do Porto, ao desafiar os seus contestatários a assumirem-se, garantindo estar disposto a convocar eleições directas já no próximo mês, em nome da clarificação interna.” (Link)
 
Afinal quem é que está nervoso? Afinal quem é que se sente em perigo?
 
(Imagem The Bowl Winged Soldiers via Associated Press)