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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| Assim à primeira vista

por josé simões, em 05.07.12

 

 

 

O acórdão do Tribunal Constitucional tem o condão de vir acelerar a erosão da base de apoio do Governo e da aceitação das medidas de austeridade por parte dos cidadãos, por deixarem de ser exclusivamente direccionadas para um nicho estigmatizado da sociedade – o funcionalismo público, e o de alargar a base de apoio e influência da CGTP, por demissão, agora assumida, da UGT [o pessoal do privado não vai esquecer estas declarações], retirando a Intersindical do "nicho de mercado" a que tinha sido remetida – a central sindical das empresas públicas e da função Pública. Quase que apetece dizer: Grande Tribunal Constitucional!

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| O estado da Nação

por josé simões, em 04.06.12

 

 

 

Diz a face visível da central sindical, inventada pelo PS e pelo PSD a coberto do direito à liberdade sindical e ao princípio de tendência, para ser o braço sindical do sindicato dos patrões por forma a que o Governo e o patronato tivessem com quem "negociar" e apresentar uma imagem de consenso e coesão interclassista social, que a "A CGTP é uma célula do PCP".

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Medooooo

por josé simões, em 30.04.12

 

 

 

Primeiro a UGT bateu o pé [medooooo] e conseguiu segurar o feriado do 5 de Outubro, mas disso já ninguém se lembra, agora a UGT mantém o braço-de-ferro com o Governo [mais medooooo] e o feriado do 5 de Outubro já só acaba se os feriados religiosos acabarem ao mesmo tempo. Descontando o sindicato dos patrões, quando e porque lhe dá jeito, e o Governo, quando e porque dá jeito ao sindicato dos patrões, alguém neste país ainda leva a sério a UGT e o seu excelentíssimo secretário-geral?

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

 

|| Não passar cartucho

por josé simões, em 19.04.12

 

 

 

Diz muito do peso negocial, e da real importância e implantação no mundo laboral, da central sindical agregadora dos bancários, seguros e alguns serviços. Cada coisa é para aquilo que foi criada.

 

"Penso que a data do 1.º de Maio pode gerar algum tipo de debate a nível doméstico mas nós estamos a implementar o programa num processo de consenso"

 

 

 

 

 

|| Deprimente

por josé simões, em 18.04.12

 

 

 

Não sei o que é mais penoso, se ver o secretário-geral da UGT a esbracejar "agarrem-me que eu vou-me a eles!", se ver o secretário-geral do PS a dar como exemplo o secretário-geral da UGT.

 

[Imagem de Steven Barritt, "Analogous Mythography" series]

 

 

 

 

 

 

|| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 17.04.12

 

 

|| A reter

por josé simões, em 28.01.12

 

Foi por causa da UGT, por interposta pessoa Torres Couto, que a corrupção acabou em Portugal, como moeda de troca para a perda de direitos dos trabalhadores.

 

Foi por causa da UGT, por interposta pessoa João Proença, que o dia 5 de Outubro continua a ser comemorado como feriado nacional dia de descanso, como moeda de troca para a perda de direitos dos colaboradores e pelo crescimento e competitividade da economia.

 

Quer um, Torres Couto, quer outro, João Proença, não saem das televisões e dos jornais. Celebremos, portanto.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| E há anos que andamos nisto

por josé simões, em 24.01.12

 

 

 

No fundo limitaram-se a defender, como se diz em futebolês, a sua massa associativa, já que o que não faltam por aí, "à luz dos factos", é cláusulas em [outros] contratos assinados em 1995, e até em datas anteriores, e que agora são letra morta, ou luz factual apagada. E diz muito da representatividade e da legitimidade desta organização: bancários, seguros, escritórios e afins, e mesmo assim nem todos. Mas agora isso também não interessa nada, até porque "estes dias não têm sido fáceis para a UGT", vá-se lá compreender a incompreensão do povo…

 

E há anos que andamos nisto. Demasiados anos.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

 

|| Os maquiavélicos da CGTP

por josé simões, em 19.01.12

 

 

 

Ontem Torres Couto, assim uma espécie de Jaime Neves com o dom da palavra a quem o PS e o PSD deitaram mão para inventar um central sindical com quem negociar, dizia, a Ana Lourenço na SIC Notícias, que só tinha brindado com vinho do Porto com Cavaco Silva porque tinha recebido a promessa do então primeiro-ministro de dotar a Procuradoria-geral da República dos meios necessários para travar o combate à corrupção. Não explicou foi o que é que uma coisa, o código do trabalho, tem a ver com a outra, o combate à corrupção, e está-lhe a Pátria eternamente grata porque, desde então, a corrupção foi irradiada do sistema e de tal coisa nunca mais se ouviu falar a não ser em Itália, Angola e outros países assim atrasados, e nos livros de História de Portugal, aU. [antes da UGT].

 

Hoje João Proença, o sucessor que não gosta de vinho do Porto mas que brinda na mesma só que com o cálice vazio, vem dizer que a UGT só assinou o acordo porque a CGTP lhe pediu, se calhar com as necessárias palavrinhas mágicas se faxa vor e ele, como é bem mandado, obedeceu. Caiu na esparrela e agora a CGTP e os comunistas e os bloquistas e todos os outros do reviralho que não se encaixam em nenhuma destas categorias, já têm argumentação para mergulhar o país no caos e na anarquia, arrasar a economia e quiçá destruir os instrumentos de produção.

 

O ponto comum, o Diabo a rondar a cruz das vítimas da fome e dos famélicos da terra, é a CGTP. Se Torres Couto tem ido na conversa da Intersindical tínhamos hoje um problema e éramos assim uma espécie de filme do Francis Ford Coppola ou do Martin Scorsese na vida real e à dimensão de uma nação. Se João Proença tem só metade da perspicácia de Torres Couto não andávamos já aqui hoje a recapitular coisas de que já ninguém se lembrava desde os tempos da escola, como corveia, banalidade, capitação, mão morta, albermagem, tostão de Pedro e um graaaaande etc.

 

O formariage ainda não está em cima da mesa da concertação social mas, pelo historial e pelo caminho que a coisa leva, os maquiavélicos da CGTP são bem homens para isso. Para isso e para muito mais.

 

 

 

 

 

 

|| Conselho da Desregulação Social

por josé simões, em 17.01.12

 

 

 

A seguir podem fazer um jantar de despedida, encerrar a tabanca, e cada um ir às suas.

33 anos depois cumpriu os objectivos para os quais foi criada.

 

[Instalação de Kendell Geers na imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Contas de subtrair para muitos

por josé simões, em 17.01.12

 

 

 

Contas de somar para alguns. É a natureza deles, como sói dizer-se. E a UGT assina por baixo, em nome da responsabilidade e do sentido de Estado e do superior interesse da Nação. Também é a natureza deles?

 

Ou parafraseando o primeiro-ministro, não há memória de um acordo de concertação, qualquer que seja o ponto de vista do fazedor das contas, que não tenha sido assinado pela UGT.

 

[Na imagem pormaior da primeira página do jornal i]

 

 

 

 

 

 

|| Venha de lá o cálice de vinho do Porto

por josé simões, em 22.03.11

 

 

 

 

 

Pela undécima vez a UGT cumpre a função para a qual foi fabricada.

 

 

 

 

 

 

 

|| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 30.05.10

 

 

 

 

O secretário-geral da central sindical criada a meias pelo PS e PSD nos idos de 1978 com o objectivo de enfraquecer e destruir a CGTP «lamenta que CGTP, PCP e BE queiram destruição da UGT». Há coisas fantásticas, não há?!

 

 

 

 

|| Paz à sua alma

por josé simões, em 30.05.10

 

 

 

 

Este profissional do sindicalismo e este outro profissional do sindicalismo, em parceria com todo o backstage político-partidário que os suporta, quando, num futuro mais ou menos próximo, se fizer a história dos sindicatos e do sindicalismo em Portugal, ficarão com a comenda dos coveiros do movimento sindical pós-revolução de Abril, são (a) uma das razões por que eu - e mais uns quantos milhões - não sou sindicalizado.

 

(Na imagem a campa de Karl Marx no Highgate Cemetery, Londres)

 

Adenda: E de uma vez por todas, parem de insultar a inteligência dos portugueses. Conforme as conveniências, entre um mínimo de 130 mil e um máximo de 300 mil manifestantes, arregimentados de todos os cantos do país, falar em “sucesso” de manifestação, é no mínimo ridículo. Fica "bem" nas televisões. Lá isso fica.

 

 

 

|| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 03.03.10

 

 

 

Do chamado sindicalismo “responsável”, sempre pronto e disponível para assinar ámens ao Governo e ao patrão e que nunca faz greve nem que chovam picaretas; vulgo os “amarelos” (*):

 

«O secretário-geral da UGT, João Proença, faz parte da comitiva oficial do primeiro-ministro em Moçambique, mas isso não  impede de aderir à greve geral da Função pública, amanhã, quinta-feira.»

 

(*) Por oposição ao sindicalismo “irresponsável” e sempre pronto para reivindicar  da CGTP, e que faz greve por dá cá aquela palha, leia-se assim que o Comité Central abre a boca; vulgo os "vermelhos". Estão bem uns para os outros.