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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| A minha política é o trabalho

por josé simões, em 15.09.13

 

 

 

"Eu não tenho nada a ver com política, o meu discurso foi virado para Portugal" e já está mais que na hora de "adaptar a nossa Constituição aos tempos de hoje, que são completamente diferentes dos tempos de 1976 ou lá quando é que isso foi feito", a Constituição que me permitiu ser um dos mais ricos da Europa a pagar salários mínimos para cargas horárias máximas, e um dos mais poderosos de Portugal e ganhar Grã-Cruzes e Comendas e Ordens de Mérito, desde 1976 ou lá quando é que isso foi feito.

 

 

 

 

 

 

|| As pessoas fazem greve porque lhes apetece fazer ou porque sim [*]

por josé simões, em 11.01.12

 

 

 

Portugal seria um lugar muito mais… errr… habitável e a Europa teria uma identidade muito mais forte se fosse construída à imagem da China. Não fosse essa coisa dos sindicatos e dos cidadãos reivindicarem e de se recusarem a aceitar o seu destino de sofrimento nesta vida, como vem na Bíblia, e tudo seria perfeito. O trabalhador trabalhava, que é como quem diz o colaborador colaborava e o patrão mandava, que é como quem diz, o empresário pensava, e assim, de mãos dadas, all together now e alegria no trabalho, criávamos riqueza e se nos portássemos bem sempre caíam umas migalhas.

 

[*] E fazem tanto barulho que nem deixam a outra pessoa concentrar-se e escrever um livro para quem lhe paga.

 

«[…] as greves são tomadas como um direito absoluto, aceitando-se que minem os alicerces do Estado de Direito e da administração da Justiça e que dêem cabo do quase nada que resta da vida económica do país.

 

Ninguém tem coragem de ir à mão dos sindicatos e muito menos de alterar uma legislação que torna o caso português aberrante e insustentável.»

 

[Na imagem Fictional Landscapes, Kyle Kirkpatrick]

 

 

 

 

 

 

|| "Nós temos é que olhar para nós e perguntar o que é que eu posso fazer pelo meu país… e isto não está a ser feito" [*]

por josé simões, em 02.01.12

 

 

 

Como no futebol, sou do Portugal desde pequenino.

 

[*] A partir do minuto 15:04

 

 

 

 

 

 

|| Só o "empresários e futebolistas" é todo ele um programa

por josé simões, em 26.12.11

 

 

 

E há a «filha de um engenheiro e de uma professora universitária», outro programa, e o «apartamento luxuosamente mobilado e o facto de circular com Mercedes e Porsches», ainda outro. Ou, se reunidos, uma temporada inteira de uma série portuguesa.

 

E depois há aquilo que parece ser um programa à parte mas que no fundo é o script original que serve de base a todas estas remakes. Ser o verdadeiro herdeiro, ou o detentor da herança, e enganar milhões a negociar coisas verdadeiras. Ser o verdadeiro herdeiro, ou o detentor da herança, e enganar milhares pelos baixos salários pagos para as funções desempenhadas, duplamente baixos em função dos horários de trabalho praticados, triplamente baixos se incluirmos na equação o factor família.

 

A parte activa que responde pelo genérico de "empresários e futebolistas" é dado como certo que não chegue a aquecer o banco dos réus. E o stock de medalhas a ver a luz do dia no Dia da Raça é grande.

 

[Imagem "Royal Ascot in 1914, the Honourable Mrs Dillon (right) and her companions attend the races", PA Archive]

 

 

 

 

 

 

|| Recordações da Casa Amarela

por josé simões, em 04.08.11

 

 

 

«uma das áreas fundamentais de apoio será a formação em gestão do orçamento familiar, para garantir que os funcionários aprendem a gerir os seus rendimentos». Como é que se gere um ordenado a rondar os €600 mensais?

 

«violência doméstica, risco de abandono escolar dos menores a seu cargo». Como é que se gere uma família quando os pais têm horários de trabalho efectivos de 10 ou mais horas diárias [e não recebem mais por isso]?

 

De Janeiro a Janeiro, lai-lai-lai

 

(Imagem)

 

 

 

 

 

 

|| O estado da Nação

por josé simões, em 19.02.11

 

 

 

 

 

O primeiro-ministro responde a um merceeiro. (E reincide).

 

(Imagem)

 

 

 

 

 

|| A Santa Casa, capítulo II - Não ter um pingo de vergonha na cara

por josé simões, em 23.11.10

 

 

 

 

 

 

“neste momento é muito difícil investir em Portugal por causa da falta de financiamento»

A partir do minuto 15:34

 

Belmiro de Azevedo (Lucros da Sonae disparam para 98 milhões nos primeiros nove meses do ano) e Alexandre Soares dos Santos (A Jerónimo Martins, grupo retalhista proprietário da cadeia de lojas Pingo Doce, terminou 2009 com um lucro de 200,3 milhões de euros, mais 22,8% que no ano anterior).

 

(Imagem via Getty Images)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

|| No sítio do costume

por josé simões, em 13.10.09

 

 

 

É um comercial da treta, grande como uma telenovela TVI, e com uma música de fazer perder a paciência a um santo. Agora como golpe publicitário é excelente: colocar a partir de agora um país inteirinho a falar na cadeia de supermercados e a olhar voluntariamente para a televisão à procura do “tal anúncio” é obra. É sim senhor.

 

(Imagem de autor desconhecido)