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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| A fazer fé nas notícias

por josé simões, em 14.02.10

 

 

 

«The Smoking Man (sometimes referred to as Cancer Man, the Cigarette-smoking Man, or even CSM)»

 

 .

 

 

|| Da credibilidade

por josé simões, em 13.02.10

 

 

 

O justiceiro campeão da luta pela transparência na cousa pública contra a corrupção e a promiscuidade entre o poder político o poder económico e o poder judicial e contra a censura e pela liberdade de imprensa e “25 de Abril sempre, fascismo nunca mais!” e agora também campeão de vendas e… na sua edição para Angola «por motivos técnicos (…) apresenta menos duas páginas de noticiário sobre escutas», exactamente aquelas onde aparecem «várias transcrições, nomeadamente as que envolvem Joaquim Oliveira, sócio de Isabel dos Santos na ZON e num canal desportivo».

 

Há coisas fantásticas, não há?

 

(Na imagem capa da revista Eyeful, n.º 6, Junho de 1951)

 

Nota: negrito meu

 

 

 

|| Mixed feelings

por josé simões, em 11.02.10

 

 

 

O Estado de Direito e a liberdade de imprensa e a violação do segredo de justiça.

 

“Não estou de acordo com aquilo que dizeis, mas lutarei até ao fim para que vos seja possível dizê-lo”, Voltaire.

 

 

 

|| Copenhaga

por josé simões, em 07.12.09

 

 

 

Hoje, 56 jornais em 44 países dão o passo inédito de falar a uma só voz através de um editorial comum [sobre Copenhaga]. Fazemo-lo porque a Humanidade enfrenta uma terrível emergência.

 

Aujourd’hui, 56 journaux dans 44 pays font un geste sans précédent : parler d’une seule voix par le biais d’un éditorial commun. Nous le faisons parce que l’humanité se trouve confrontée à une situation d’extrême urgence.

 

Oggi 56 giornali di 45 paesi stanno facendo un passo senza precedenti, quello di parlare con una unica voce in un editoriale comune. Lo facciamo perché l'umanità si trova ad affrontare una grave emergenza.

 

Today 56 newspapers in 45 countries take the unprecedented step of speaking with one voice through a common editorial. We do so because humanity faces a profound emergency.

 

 

 

|| Respeitinho é muito bonito

por josé simões, em 24.10.09

 

 

 

«Nunca aceitaremos, com o argumento da liberdade de expressão, um ataque sistemático aos símbolos nacionais»

 

(A história completa e detalhada em espanhol)

 

 

 

 

|| "A liberdade de imprensa deve ser defendida em toda a parte, com a mesma força e a mesma exigência"

por josé simões, em 21.10.09

 

 

 

 

8º Ranking mundial da liberdade de imprensa (em francês, em inglês, em espanhol)

 

 

 

 

|| Da Corporação

por josé simões, em 19.09.09

 

 

 

A novidade nesta trapalhada toda é que pela primeira vez em Portugal há alguém a furar a rede de cumplicidades e panelinhas na corporação dos jornalistas, e que sempre os inibiu de se criticarem e atacarem publicamente, malgrado alguns ódios latentes e mais ou menos perceptíveis. Nunca mais nada vai ser como era no backstage do papel impresso (pelo menos).

 

Antecipando o capítulo seguinte: vai haver omertà?

 

 

 

|| Jornais gratuitos, Comunismo e ovos de chocolate

por josé simões, em 01.09.09

 

 

 

Por uma daquelas coincidências, no dia em que é notícia que a «redução do número de jornais gratuitos em Portugal era inevitável quer devido à quebra de receitas publicitárias causada pela crise económica quer pela pequena dimensão do mercado» - sublinho: receitas publicitárias -, o Guardian trás à luz um relatório recentemente tornado público pelos serviços secretos britânicos M15, onde consta que os diamantes e as jóias saqueados pelos bolcheviques durante a Revolução de Outubro ao czar Nicolau II, foram escondidos e camuflados em chocolates, e contrabandeados para Inglaterra para financiar um jornal revolucionário de orientação comunista.

 

Um ficheiro classificado como Top Secret revela que em 1920 o regime dos sovietes doou a Francis Meynell, director do Daily Herald, qualquer coisa como £ 40.000 em diamantes como forma de financiar e ajudar à sobrevivência da publicação.

 

«"I have received the following information from a reliable source," wrote intelligence officer Major Ball on 29 December 1920. "When the Bolshevik diamonds were brought into England, they were brought by Francis Meynell concealed in chocolates."»

 

 

 

 

|| Já chegámos à Venezuela, ou o quê?

por josé simões, em 10.08.09

 

 

 

«(…) uma directiva que determina que os média devem suspender as colaborações e a participação de comentadores, colunistas e analistas que sejam candidatos eleitorais às legislativas e às autárquicas, marcadas para 27 de Setembro e 12 de Outubro, desde que não haja espaço para todas as candidaturas se exprimirem.»

 

A resposta à pergunta é: ou o quê.

 

(Imagem daqui)

 

|| O Veneno

por josé simões, em 30.05.09

 

 

Vale lá, vale cá, vale em qualquer lado. Infelizmente vale.

 

Deliberadamente por mim amputado das referências específicas:

 

«(…) eliminar el "veneno" de algunos canales de televisión (…) "que se esmeran en tergiversar la realidad (…) con la finalidad de crear confusión, descontento y pesimismo en la población".»

 

(Post escrito e publicado via computador Magalhães e foto de Richard Pohle fanada no The Times)

 

 

Por mérito ou por cunha?

por josé simões, em 21.03.09

 

É passar os olhos pelas fichas técnicas dos diversos jornais e revistas, ou nas televisões, esperar que acabem os telejornais e/ ou restante programação e ver os nomes que passam em 5ª velocidade, relacionados com a produção e realização. O último nome, vulgarmente conhecido por “nome de família”.

 

Os jornalistas não vasculham na vida dos outros jornalistas? Sim, eu sei que há nomes mais comuns que outros; só “Cunha” são mais de 20 páginas nas Páginas Amarelas…

 

(Foto de Nino Di Paolo)

 

Serviço Público

por josé simões, em 04.03.09

 

Nasce uma biblioteca virtual da história da imprensa, com 2000 jornais publicados em Espanha desde o ano de 1777 até ao ano de 2005, digitalizados e disponíveis on-line.

 

 

A propósito das 1 000 edições do JL que deixei ontem passar sem uma palavrinha

por josé simões, em 29.01.09

 

Eu tenho um problema com o JL; digamos assim, um ódio de estimação. Mais com a forma do que com o conteúdo. Não com a forma física do jornal que até me parece bastante simpática e agradável de ler ao tacto; é daqueles que se pode segurar com ambas as mãos e abrir sem precisar de ter uns braços da largura dos do Cristo-Rei de Almada. Mas a forma como o JL ficou colado a uma determinada fauna num determinado período da vida político-cultural tuga (e agora que penso nisso, ou como eles se colaram ao JL. Adiante). Passo a explicar.

 

Quando o JL sai para as bancas no Ano da Graça de 1981, não havia cão nem gato com uma boina basca no alto da pinha, uma barba mal semeada, óculos à John Lennon, sapatos de camurça bico-de-pato e uma mala de lona verde à tiracolo, daquelas compradas na Feira da Ladra, que não passeasse pela baixa com ele debaixo do sovaco. E depois fumavam SG ventil, só gostavam ouviam música brasileira e discos da ECM, que insistiam em classificar como jazz. Só de me lembrar já me está a apetecer beber uma garrafa de Água das Pedras!

 

É que naquela altura, acabadinhos de sair do Punk e a começar a ressacar com a New Wave, ainda calçávamos botas da tropa, fumávamos SG Filtro com mistura, usávamos o cabelo descoberto e arrepiado, e alguns tinham o mau hábito de ler o Expresso, o jornal dos fassistass.

 

Convenhamos, Cozido à Portuguesa não vai com Galão.

 

Será grave?!?

por josé simões, em 01.12.08

 

Primeiro dei comigo a concordar com Jerónimo de Sousa. Hoje assino por baixo o artigo (certeiro) de João César das Neves. Na íntegra.

 

«O Bloco de Esquerda é sempre fresco e interessante, por muitos chavões bafientos que repita, enquanto PCP e PP são desprezados, por vezes sem disfarce.»

 

 

Coitadinhos dos turistas!

por josé simões, em 19.08.08

 

São aqueles lugares onde "não vive" ninguém. E os que por lá (sobre)vivem são assim a modos que mosquitos; estão lá para incomodar os turistas. O que é que se há-de fazer? Não há férias perfeitas…

 

Todos os anos a história se repete. Dos milhões de pessoas que vêm a suas vidas miseráveis ficarem ainda mais miseráveis por força da intempérie, nos jornais uma linha, daquelas sem virgula; nas televisões a tradicional imagem da enxurrada, mais umas vacas arrastadas, de pescoço de fora d’água, um cão em cima dum telhado. Desconfio até que seja sempre a mesma imagem. Este ano vou gravar para conferir com a do próximo ano.

 

Mas os turistas! Ah, coitadinhos dos milhares de turistas protegidos no hotel de 5 estrelas à prova de bala! E se forem portugueses então! (Já não bastavam os “mosquitos”…)

 

(Foto roubada no El Mundo)