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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| A origem das espécies

por josé simões, em 21.07.15

 

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«O enfraquecimento dos sindicatos também alimenta o problema, pois leva ao aumento do rendimento dos 10% mais ricos.»

 

 

 

 

||| #MitoUrbano

por josé simões, em 15.07.15

 

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"FMI existe para ajudar os países a superar crises de pagamentos". [...] "não vale a pena estamos a diabolizar o FMI".


[Na imagem Jack Nicholson em The Shining]

 

 

 

 

||| Resumidamente é isto

por josé simões, em 26.06.15

 

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"Muita gente já esqueceu, e muita outra não valorizou o golpe, mas foi Merkel, com a aquiescência dos parceiros, que em Novembro de 2011 impôs uma mudança de Governo em Itália, tirando Berlusconi, três vezes eleito, e pondo no seu lugar Mario Monti, um homem que nunca tinha ido a votos, e teve de ser feito (num domingo) senador vitalício para ocupar o lugar de primeiro-ministro. Isto aconteceu na Itália, que não é exactamente a República das Maldivas. Foi logo a seguir (cinco dias de intervalo) ao golpe grego, quando Papandreu se viu substituído por Lucas Papademos, que vinha do BCE e também nunca tinha ido a votos. Papandreu tinha cometido a heresia de dizer em voz alta que ia propor um referendo sobre a permanência da Grécia no euro. Em 48 horas estava na rua. No Outono de 2011 andava toda a gente distraída, e não devia, porque foram dois golpes de Estado decididos em Berlim, com a cumplicidade de Sarkozy e o beneplácito da tropa fandanga a que chamamos líderes europeus. A opinião pública internacional assobiou para o lado.


O actual folhetim grego é um remake foleiro. É deprimente ouvir os comentadores a esgrimir números sobre a Grécia, sabendo-se que os números gregos, sensatos ou delirantes, não importa, são a última preocupação de Merkel, Juncker, Dijsselbloem, Lagarde, Draghi, Tusk e parceiros menores. Nenhum deles quer saber de números para nada. Tsipras podia fazer espargata em plena Cimeira e o mais que conseguia era pôr Schäuble a bocejar. A UE não aceita um Governo do Syriza e o overacting de Varoufakis desobrigou toda a gente de boas maneiras."


Resumidamente é isto: "Folhetim".


[Imagem de Banksy]

 

 

 

 

||| Bedtime for Democracy

por josé simões, em 25.06.15

 

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E eis que chegamos ao ponto em que a responsabilidade e o 'sentido de Estado' estão do lado dos "irresponsáveis esquerdistas" do Syriza. É a Europa que segura a Grécia ou é antes a Grécia quem não quer deixar cair a Europa?


[Imagemtítulo do post]

 

 

 

 

||| Sabem aquela imagem do cão a correr em círculos a tentar morder o rabo?

por josé simões, em 16.06.15

 

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Jean-Claude Juncker não quer saber do Governo grego para nada porque está é preocupado, bué, com o povo grego, em particular com a parte mais pobre da população, depois do Governo grego ter proposto cortar no orçamento da Defesa em vez de cortar nas pensões mais baixas, as auferidas pela parte mais pobre da população, aquela parte que preocupa Jean-Claude Juncker, que preside à Comissão Europeia, que baixou as as orelhas e meteu o rabinho entre as pernas perante a nega do FMI à proposta do Governo grego, de que Jean-Claude Juncker não quer saber para nada, e depois do relatório do FMI a dar conta da descoberta da pólvora do século XXI, que o aumento das desiguladades é prejudicial à economia e que se a parte do rendimento dos 20% mais ricos aumenta, então o crescimento do PIB diminui no médio prazo" e que "um aumento da parte do rendimento detida pelos 20% mais pobres está a associado a um crescimento do PIB mais elevado", que a Grécia precisa para honrar os seus compromissos com o FMI e para continuar a pagar as pensões mais baixas.


Sabem a quela imagem do cão a correr em círculos a tentar morder o rabo?


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| Circo

por josé simões, em 15.06.15

 

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Ou como a incompetência do FMI está a matar o capitalismo:


«Não só se confirma que a desigualdade está ao "mais alto nível em décadas" e que uma maior desigualdade tem como consequência um abrandamento do crescimento da economia [...].


[...] mais desigualdade faz as economias crescer menos. "Se a parte do rendimento dos 20% mais ricos aumenta, então o crescimento do PIB diminui no médio prazo", [...] "um aumento da parte do rendimento detida pelos 20% mais pobres está a associado a um crescimento do PIB mais elevado".


Como a desigualdade faz mal ao crescimento, faz sentido perceber o que a está a provocar, para tentar inverter a tendência.


Um dos mais importantes é o aumento do prémio que é oferecido aos que têm mais qualificações. Com o desenvolvimento tecnológico, a parte da população que tem qualificações que lhes permitem tirar mais vantagens desse desenvolvimento viu os seus rendimentos subirem muito mais do que os que não têm essas qualificações.


[...] “a suavização da regulação nos mercados de trabalho está associada com uma desigualdade no mercado e um peso do rendimento dos 10% mais ricos mais elevada”, [...] “a flexibilidade do mercado de trabalho beneficia os ricos e reduz o preço de negociação dos trabalhadores de mais baixos rendimentos”.


A política fiscal já desempenha um papel significativo a enfrentar a desigualdade de rendimento em muitas economias avançadas, mas esse papel redistributivo da política fiscal pode ser reforçado através de uma maior importância para os impostos sobre a fortuna e a propriedade, de uma tributação mais progressiva dos rendimentos, da redução das oportunidades para a fuga aos impostos, de uma melhor escolha dos benefícios sociais, ao mesmo tempo que se minimizam os custos de eficiência”»


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| A magia da receita milagrosa

por josé simões, em 09.06.15

 

 

 

Em contrapartida pediu às empresas para comparticiparem, ou mesmo assumirem na totalidade, os encargos com a saúde e a educação do agregado familiar dos trabalhadores colaboradores, podia ter dito o FMI. Podia mas não era a mesma coisa, logo a começar pela mais-valia que o patrão e o accionista deixavam de embolsar a pretexto do retorno do dinheiro para a economia através de novos investimentos que nunca acontecem e da criação de mais emprego que nunca há.


«El FMI pide a España subir el IVA y reducir el gasto en sanidad y educación»

 

 

 

 

||| E quando pensavamos que já tinhamos visto de tudo...

por josé simões, em 07.05.15

 

Demonstrators don gas masks to avoid the tear gas

 

[Demonstrators don gas masks to avoid the tear gas being fired by police. Photograph: Associated Press]

 

Riot police, Athens, 5 May 2010. Photograph Louisa

 

[Riot police, Athens, 5 May 2010. Photograph: Louisa Gouliamaki/ AFP/ Getty Images]

 

Rioters beat a policeman during a rally against go

 

[Rioters beat a policeman during a rally against government austerity measures in Athens. Photograph: John Kolesidis /REUTERS]


Querem ver que ganha uma deste género?!


«IMF youth photo contest: Latin America and the Caribbean- Through the Eyes of the Youth»

 

 

 

||| Indemnização de guerra

por josé simões, em 20.02.15

 

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Falou sem o papelinho à frente?


«O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, referiu esta sexta-feira que a troika poderá dever "reparações" a Portugal caso se confirme que as medidas do programa de resgate prejudicaram o país.»


[Rui Machete e Federica Mogherini na imagem]

 

 

 

 

||| Uma questão de coluna vertebral

por josé simões, em 20.02.15

 

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Para quem o governo grego nunca é "o governo grego" mas "o governo do Syriza", se calhar por lhe parecer estranho que alguém se proponha levar a cabo como governo o que prometeu durante a campanha eleitoral enquanto partido, também "a dignidade dos portugueses não ter sido atingida" não devia ser confundido com "a dignidade dos portugueses" mas antes com a falta de coluna vertebral dele próprio, Pedro Passos Coelho, enquanto líder do maior partido da oposição eleito [com um programa de mentiras] primeiro-ministro, [subserviente ao estrangeiro e às corporações], ao partido a que preside e que o suporta no Parlamento, ao seu vice no Governo, Paulo Portas, e ao grupo de escudeiros que o segue com nome de partido, o CDS, não necessariamente por esta ordem.


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||| "Jean-Claude Juncker é amigo de Portugal" [*]

por josé simões, em 19.02.15

 

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"Acho, manifestamente, que é uma declaração bastante infeliz do presidente da CE porque nunca a dignidade de Portugal nem dos portugueses foi beliscada, pela 'troika' ou qualquer das suas instituições. Só posso classificá-la como declaração infeliz"


"Aquilo que o senhor Juncker disse foi aquilo que o CDS ao longo dos tempos, de uma forma mais ou menos explícita, foi alertando, um governo de protetorado é um vexame, é uma humilhação"


[*]

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 19.02.15

 

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"Pecámos contra a dignidade dos povos, especialmente na Grécia, em Portugal e também na Irlanda. Eu era presidente do Eurogrupo e pareço estúpido em dizer isto, mas há que retirar lições da história e não repetir os erros"


"A troika é pouco democrática, falta-lhe legitimidade democrática e devemos rever essa questão quando chegar o momento"


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||| Uma questão de inteligência

por josé simões, em 11.02.15

 

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Em verdade, em verdade nunca disseram semelhante coisa nem de Vítor Gaspar, nem de Carlos Moedas que funciona, nem de Bruno Maçães que não sabe falar português nem raciocinar em inglês, nem de miss Maria Luís Swaps Albuquerque, nem do primeiro-pantomineiro, nem do vice-pantomineiro, nem de ninguém deste Governo, nem sequer de Cavaco Silva "o economista fantástico" há mais de 20 anos no poder sem ser político.


«"São competentes, inteligentes, e pensaram sobre os seus problemas", disse Christine Lagarde aos jornalistas em Bruxelas antes da reunião do Eurogrupo.»


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||| Foi "inspiração da Nossa Senhora de Fátima"

por josé simões, em 11.02.15

 

 

 

Que é como o milho do Congresso - boa, e que soprou ao ouvido de miss Swaps, "vai e troca dívida com juros mais altos, emprestada pelo FMI para nos ajudar, por dívida de juros mais baixos, nos mercados que obrigaram o FMI a vir ajudar-nos, e depois vem para a televisão fazer um figurão e dar a entender que estamos mesmo a acabar com a dívida, que os jornalistas dizem que sim, abanam a cabeça e fazem câmara de eco sem questionar”.


"Quem diria há um ano atrás que Portugal não precisava de um segundo resgate, que Portugal não precisava de um programa cautelar e quem se atrevia a antecipar que Portugal ia pagar antecipadamente ao FMI os empréstimos que foi obrigado a contrair"


De qualquer das maneiras amanhã Cavaco Silva, o sonso, vai dizer que nunca falou em amortização da dívida mas em pagar antecipadamente, o que é diferente e só as más-línguas é que conseguem vê-lo a abrir a boca e a fazer fretes ao Governo e que nunca disse o que disse e que o que disse foi porque o Governo lhe disse e que o Presidente quando diz é depois de ponderar e porque tem os seus canais para lhe dizerem as coisas que há-de dizer.

 

 

 

 

||| E isso é bom ou mau para Portugal?

por josé simões, em 01.02.15

 

 

 

Atendendo às "reformas" que foram feitas, aos indicadores de pobreza, ao desemprego, às falências, à emigração anos 60, ao grau de destruição provocado, deliberadamente provocado, é bom ou mau papa Portugal que o FMI tenha "arrasado" o Governo por só ter feito «um terço das reformas exigidas pela 'troika'»?


Às vezes há vezes em que convém ter tento na língua porque quer parecer que este título é uma boa palavra de ordem para os partidos da coligação meterem em cartazes durante a campanha eleitoral [Paulo Portas vai fazer um nó com esta gravata, certezinha] e, pelas reacções que vi por aí, à esquerda...


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